15 Imposições que caem sobre as mulheres

evan kirby - unsplash

Este é mais um do capítulo “quem nunca?”. São pequenos (ou grandes) detalhes que habitam conscientes e inconscientes de mulheres. Recrutei algumas lulus pra ajudar a pensar sobre as muitas coisas que a gente “acha que tem”, mas não tem não. Aqui

1. Unha esmaltada

Eu adoro esmalte, cores várias, mudar toda semana. Mas a gente tem mesmo estar com a manicure perfeita pra ser mulher?

foto: DocChewbacca Flickr via Compfight cc

2. Cabelo comprido

Você acha mesmo que tua feminilidade tem alguma coisa a ver com o comprimento das madeixas? Repense.

foto:arianne… Flickr via Compfight cc

3. Depilação nota mil

Foto do livro: Pics or it didn't happen, sobre as imagens banidas do Instagram

Foto do livro: Pics or it didn’t happen, sobre as imagens banidas do Instagram

Pelo em outros lugares, entretanto, não pode? Jura?

PHOTO: MollySoda, @BLOATEDANDALONE4EVR1993

Magreza

Encontrei essa calça da esquerda, que tenho há anos e nunca me serviu direito, e lembrei de uma frase que li num perfil fitness por aí: “você está realmente feliz ou apenas realmente confortável?” . Rapaz… deu tilt. Qual é o problema em estar confortável? ? É possível estar realmente feliz sem estar confortável? Quanta felicidade tem por exemplo na inconfortável batalha MULHERES VERSUS ROUPAS DOIS NÚMEROS MENORES? . Chega, né. Já tem guerra demais nessa vida, seja lá fora por algo tão simples como respeito ou dentro da gente, contra a ansiedade ou depressão, então onde der pra ter conforto a gente tem que meter conforto sim. . Esse mundo ainda nem enxerga a gente direito e ainda vamos obedecer quando ele diz que temos que diminuir? Guardar roupa que não serve é dizer pra gente mesma todo dia que ainda não estamos prontas. Chega de andar prendendo a respiração. A gente tá acordando e logo esse cabresto não vai mais ter número que sirva na imensidão da nossa liberdade. ??? . #bulimia #anorexia #dieta #emagrecer #emagrecimento #corpoperfeito #paleo #barrigachapada #projetoverao #projetovidão #bodypositive #bopo

Uma publicação compartilhada por Mirian Bottan (@mbottan) em

Não é peso que define ser mulher. Nem forma do corpo. Ao longo da história, o corpo feminino sempre foi idealizado segundo os desejos do outro. Que tal tomar o desejo para si e aceitar o seu como ele é?

 

Cuidadora

mulheres não recatadas

Ato Performático Mulheres não Recatadas, Brasília, abril de 2016

Mulher tem que cuidar – do outro, da casa, dos filhos. Ah, jura? Não, mulher não é obrigada a cuidar.

Foto: Mídia Ninja, CC-BY-NC-SA

Ser Mãe

Não, mulher não tem que ser mãe. Não é obrigação, é escolha.

Gostar de criança

Idem. Mulher também não tem, obrigatoriamente, que gostar de criança.

Usar salto, vestido, saia…estar na moda é ter estilo?

#luluzinhacamprj Procurando…

Uma publicação compartilhada por Carla San (@carlasanrj) em

Falso, falso, falso. Segundo a Carla San, a moda Desde os primórdios, as roupas ditadas pela moda para as mulheres, tinham duas funções principais: 1- transformar a mulher num belíssimo objeto a ser exibido pelo homem, como demonstração de poder e masculinidade. Despertando a inveja dos outros homens por ser o “dono” da mulher mais desejável. 2- As roupas foram sempre feitas pensando em cobrir, tapar, amarrar, tirar a liberdade de movimentos através das falta de conforto e do sentimento de inapropriação em relação ao próprio corpo.

Estilo, segundo ela, é outra coisa: é algo único, seu. Mas a indústria inventou que a gente tem que seguir o “estilo” à risca.

(aguardem post da pessoa em breve)

Camila Cordeiro

Maternidade é maravilhosa

Não, não é (só). É difícil, é dura, exige muito. E as mulheres precisam de companhia, apoio, carinho e compreensão pra suportar tanto gravidez quanto puerpério.

Tá na TPM?

Por que as mulheres não têm direito a ficar nervosas, a um dia ruim, a perder a cabeça sem que isso seja ligado à menstruação?

Foto: Camila Cordeiro, Unsplash

Não entende nada de esporte

Tanto entende que, inclusive, joga. #PlayLikeaGirl

 

Só gosta de bebida docinha e suave

Cerveja Ela

Mulheres são ótimas degustadoras, entendem de bebida sim. Inclusive temos ótimos coletivos feministas produzindo cerveja artesanal – mas poderia ser pinga, uísque ou grapa.

Ela quer é casar

Quem, cara pálida? Casamento é um contrato entre duas partes – sexo oposto no caso hétero, igual no homo – mas uma mulher não necessariamente quer casar. Elas aprendem que precisam casar – até porque, numa sociedade machista isso quer dizer alguma coisa.

Mulher odeia videogame

Gamer Chick

Jonna, gamer que manda bem em Call of Duty: Black Ops

Não, não e não. Mulher odeia mesmo é o ambiente misógino e machista dos videogames que estão à solta por aí. Inclusive temos Brianna Wu, fazendo games.

Foto: Mustafa Sayed, CC-BY

Adora fazer compras

Gili Benita, shopping, Unsplash

Senta lá Cláudia. Isso não é verdade – se gostar de fazer compras estivesse ligado a gênero, os homens não conseguiriam comprar cuecas, não, pera…

Foto: Unsplash, Gili Benita

Vive de regime

Ada Breedveld

Será que é por conta das milhares de capas e matérias “prepare seu corpo para o verão”? Ou porque é difícil aceitar seu corpo como ele é? Dica de ouro: corre no projeto #compartilheempoderamento, da mestra Jessica Ipólito e aprenda muito.

Foto: Ada Breedveld

É organizada

Quarto de menina

Essa merece estudo antropológico. Jura que organização tem a ver com gênero?

Foto: woodleywonderworks, CC-BY

Mulher gosta de homem

Couple Kissing, Gay Pride, Toronto

Entenda: identidade de gênero é diferente de orientação sexual e ninguém merece ser minoria de estimação de ninguém.

Foto: Pedram, CC-By-NC-SA

Bonus Track: 8 frases comuns que cansamos de escutar

Mulher dirige mal

Acho melhor avisar isso pras seguradoras, que dão mais desconto pras mulheres – porque elas se envolvem em menos acidentes.

Mulher é fofoqueira – cê jura? Só as mulheres? Então tá, então.

Muita mulher junta é falação e futilidade – o LuluzinhaCamp é um exemplo de como isso é mentiroso. Pouquíssima futilidade, muita conversa, acolhida, solução coletiva de problemas. E se repete em TODAS as comunidades conhecidas de mulheres.

Mulheres não podem trabalhar juntas – esta acredito que cai na categoria “dividir para conquistar”. Enquanto as mulheres competem entre si, os homens continuam dominando e fazendo o que bem entendem. Sim, podem acontecer desentendimentos entre mulheres no trabalho. Em geral não por conta do gênero e, sim, porque elas não se bicam – e vale pra qualquer um, confere?

Mulheres são vingativas – ah, os homens são tão bonzinhos… eles não matam companheiras porque os abandonaram, não estupram crianças só porque sim, não jogam ácido no rosto de ex namoradas. Uns anjos de candura.

Mulher não pode ver homem com aliança – e homem de aliança não pode ver um rabo de saia, vamos combinar. Hora dessas todo mundo vai ter que sentar pra rever os conceitos de casamento. Monogamia, parece, nunca caiu bem nas relações.

Mulher só gasta dinheiro com roupa e sapato. Que os digam as milhares de chefes de família brasileira que sustentam seus lares sozinhas. Todo mundo comendo camisa e sola de sapato.

Mulher só sabe fazer barraco. Sabe também fazer foguete, programa, computador, ciência, matemática, escrever, fazer criança (e colocar no mundo e educar sozinha, sempre que necessário).

Foto do Abre: Unsplash

Lançamento #pretalab no Olabi

“Vai ter lançamento de projeto-iniciativa-linda no Olabi e uma das Luluzinhas que mora em SP estará lá na linha de frente. Seria legal ter alguma representante do RJ cobrindo o acontecimento”. Foi assim que eu peguei a bola no ar e estou aqui, agora, matando no peito esse post para, quem sabe, fazer aquele golaço que o #pretalab merece.

Texto: Claudia Dedeski / Revisão: Lanika

Então este texto vai ser em dois momentos. Vamos lá!

Bem-vindas ao PretaLab

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 17/03 foi o lançamento da PretaLab, projeto do coletivo-maker Olabi, em Botafogo. O objetivo principal da iniciativa é dar voz e visibilidade às mulheres negras e indígenas que contribuem, tanto dentro quanto fora de suas comunidades de atuação, para o cenário tecnológico do país.

O projeto tem duas frentes de atuação, quase simultâneas: mapear quem são e onde estão essas negras e indígenas que já sabemos que estão aí e, quase ao mesmo tempo, chamar outras meninas e mulheres que se identificam com a área de tecnologia, para que se apresentem e entrem na roda também!

Coordenada pela Silvana Bahia, diretora de projetos do Olabi, a equipe principal conta com diversas frentes e é muito representativa: Maria Eloisa, pesquisadora de Design de Moda na PUC/RJ; Maria Rita Casagrande, desenvolvedora (e nossa Luluzinha de SP); Viviane Rodrigues, jornalista; Vitória Lourenço, cientista social e residente do DataLab e Monique Evelle,  diretora de inspiração do Desabafo Social (dona da fala que está ressoando até agora aqui dentro: “queremos/devemos criar novos espaços ou finalmente ocupar os espaços já existentes?”).

Fica aqui o chamado: se você é ou conhece alguma menina ou mulher negra ou indígena que já trabalha com tecnologia ou deseja aprender ou trabalhar com tecnologia: o PretaLab está procurando vc!

Para saber mais informações de como participar do projeto, se apresentando ou indicando alguém, acesse o link: https://olabi.typeform.com/to/qe4tsA

Entenda como é experimentar na pele a diferença

Deste ponto em diante eu gostaria de pedir licença para falar de modo bastante íntimo sobre a minha experiência enquanto convidada.

Cheguei antes do horário marcado, então peguei um lugar logo na primeira fileira de cadeiras, de frente para o lugar onde a equipe da PretaLab sentaria.

Na medida em que o tempo foi passando, o salão foi enchendo. E enchendo. Quando dei por mim, estava lotado. Lotado de homens e mulheres negros. E quando eu dei por mim estava ali, sentada na primeira fila, uma das únicas pessoas brancas no local (os brancos cabiam talvez nos dedos de uma mão!).

Foi aí que começou a sensação que me rondou por toda a noite, até o momento de me despedir e ir embora: a sensação do estranhamento (!). Uma sensação desajeitada, como eu, ali, branca (ainda por cima dos olhos claros) no meio de tantos negros.

E acho que foi nesse ponto que a coisa transmutou: EU ESTAVA DE VERDADE SENTINDO NA PELE O QUE É OLHAR A MINHA VOLTA E NÃO ENCONTRAR OUTRO IGUAL A MIM!

É, em pleno século XXI, com todos os discursos, valores, compartilhamentos, textões… Eu nunca tinha realmente experimentado aquilo que tanto ouço falar. Sim, sei que somos irmãs na condição de mulheres dentro de uma cultura (ainda) machista. Mas o meu lugar não é semelhante ao de todas as negras que eu ali vi. Nessa noite no lançamento da PretaLab eu pude realmente sentir/saber o tão famoso “estar no lugar do outro”. E isso me tocou profundamente. Quando eu cheguei antes do horário marcado, eu era uma pessoa. Quando eu saí de lá, já não era mais.

E lembrando da Monique Evelle me pego pensando: mulheres, irmãs, negras, brancas ou indígenas, não precisamos criar novos espaços. Precisamos definitivamente ocupar os lugares que já são nossos por direito.

http://agoraequesaoelas.blogfolha.uol.com.br/2017/03/27/pretalab-genero-e-raca-na-tecnologia/

Lançamento do documentário #euvocêtodasnós: conheça melhor as entrevistadas!

Revisão: Denise Rangel

#euvocêtodasnós teve sua pré-estreia dia 6, na Escola de Cinema Darcy Ribeiro (FOTOS DO EVENTO). Após o lançamento, além da transmissão no canal televisivo em horários diversos, o documentário está disponível no http://www.futuraplay.org/video/euvocetodasnos-euvocetodasnos/345304/

O filme mostra que a representatividade e o discurso podem se mover, renovar, transformar coletivos e indivíduos, grupos e ideologias diversas, sob um mesmo conceito antes tido como alienado do mundo e isolado dentro da academia.

O mesmo grupo de discussão se une nas ruas – passeatas contra estupros coletivos, a favor de direitos reprodutivos – somando 20 mil mulheres ou mais nas manifestações. A convergência digital se dá, não apenas mais nos bits. O que estava apenas dentro das mentes e expresso de forma a ter feedback limitado agora se faz público e inclui mulheres e homens solidários nas grandes cidades – e também índias, ciberativistas, mulheres que vivem no campo e em quilombos, pessoas que pensam na/em rede e além da rede sobre não apenas em igualdade, mas n/os processos de como tornar este devir ético e inclusivo. Por mim cada entrevistada mereceria um documentário!

O público presente na pré-estreia já demonstrava, de alguma forma, o que o documentário aponta: diversidade, e como ela é importante. Uma plateia equilibrada: homens e mulheres, negros e brancos de várias classes sociais. Professores, engenheiros, cineastas, escritores, makers, programadores, técnicos, profissionais do sexo, hackers – gente que trabalha com ciência, tecnologia, política e arte de todos os gêneros.

Quando vi este auditório senti entusiasmo ímpar – quantas vezes os negros vão a um evento e estão apenas eles lá, ou são a minoria? Quantas vezes organizadores dos eventos de ciências nos painéis batem o pé, e, apesar dos fatos, insistem que “não há palestrante mulher nesta área”? Lembrando que a maior parte da população é negra e mulher… Parabéns à produção por tomar este cuidado. São poucos os lugares que faço o teste do pescoço e tiram uma nota 10 com louvor tão retumbante.

Apenas ao vislumbrar este público percebe-se como os profissionais de todas as áreas devem valorizar e dar importância de forma concreta à diversidade e dar voz às competências reais que ali se encontram. Ninguém aguenta, e já não cabem mais festas de música black com uma minoria ínfima de negros presentes, ou eventos que discutam qualquer tópico referente às mulheres na política, pesquisa, saúde ou tecnologia sem a presença maciça delas participando também da liderança, nas palestras e mostrando os resultados das suas pesquisas.

De forma ágil, e como se fizéssemos um trajeto hipertextual entre páginas, vídeos, entrevistas, frames com edição rápida e de forma fragmentária, somos apresentados aos FEMINISMOS que se utilizam de ferramentas tecnológicas diversificadas de acordo com as mulheres – escrevendo; individualmente, em pequenos ou grandes grupos (alguns apenas virtuais, outros também presenciais); ou ainda com trabalho de base mais presencial, local e com menor aparição na internet.

O que converge em todas estas linhas de feminismo, alguns até com alguns posicionamentos e ideias opostos é como o direito de ir e vir para casa, escolhas profissionais, sexuais e até o direito de falar sobre isso são ameaçados, de início virtualmente, e a vontade de grandes grupos de alguns homens (e infelizmente com cumplicidade de algumas mulheres também – muitas por ignorância) que as protaginistas se calem, ao derrubar páginas e sites para que continuem impunes no seu cotidiano.

Se a ameaça pela internet não cala a mulher, iniciam as ofensas, calúnias, difamação, ameaças e violências físicas, assédio moral e sexual. E ,finalmente o discurso de ódio ao concretizar estas ameaças, batendo, violentando sexualmente e assassinando mulheres que tiveram a ousadia de querer apenas IGUALDADE – escolher uma profissão ou trabalho onde, apenas por ser mulher já, é excluída, desde o início da formação, pelos professores; uma vida sexual livre, como qualquer homem, sem ter que ser apontada e exposta de forma abjeta por isso; ter equanimidade no salário e oportunidades de ascensão profissional; direito de ir e vir para casa sem temer ser violentada ou assediada sexualmente, e até o direito mínimo de falar e ser ouvida (mansplaining).

AS MULHERES

Lo Res – canal Sapa À Tona no facebook e no youtube

5 sapatonas conversando com você sobre feminismo, política e lesbianidade!! Lo Res narra sua experiência e caminhos que tomou ao sair de um relacionamento tradicional, a separação e o mercado de trabalho excludente para quem é mãe.

Lúcia Freitas – mostra projetos no Ladybug 

Jornalista e blogueira. Trabalha com produção de conteúdo e educação. Faz digital coaching, seu jeito de ajudar as pessoas a usarem as ferramentas que estão à sua disposição no mundo digital. Organizou o LuluzinhaCamp e já fez outros eventos de/para internet. “Já disseram por aí que sou uma das 10 mulheres mais influentes aqui neste planeta no Brasil. Sou morena (apesar de 2/3 das minhas fotos online mostrarem uma loura), amo gatos e adoro gente. Meu canal preferido é o Twitter, mas estou lá no Instagram, no Snapchat, no YouTube, no Vimeo, no LinkedIn, no SlideShare…”

Larel Costa e Mari Lopes

Lésbicas separatistas e apresentam o espaço no Rio de Janeiro chamado Resiliência: local para eventos, bar, biblioteca, grupos de estudos, acolhimento para mulheres em situação de risco social

Rosa Luz – canal Barraco da Rosa  

Performer que discute na sua arte a visibilidade trans. Resolveu fazer o canal para poder diminuir, com informação, os índices do Brasil – um dos maiores de assassinatos de travestis e transexuais do mundo. Seu canal hoje tem mais de 10 mil assinantes.

Nathalia GriloMovimento Elegbá Ojà

“Moldada pela vivência no interior litorâneo do extremo sul da Bahia. Migrante, grapiúna como os meus, chego ao sudeste trazendo lembranças, paisagens e memórias na bagagem – Cultura de raiz. Pesquisadora Popular de assuntos Afro-brasileiros e Contadora de Causos, Educadora. Exerço, em minha caminhada, projetos de arte-educação atuantes em lugares como o Centro Cultural da Juventude, localizado na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, na Biblioteca Parque de Manguinhos, localizada na periferia suburbana da zona norte carioca, Biblioteca Parque da Rocinha, também no RJ. “Aquele que muito anda, voa!” Diz o dito Iorubá. Se trata de um passeio por entre os caminhos de Esú, na companhia daquele que é o primeiro Orixá, Dono dos movimentos e Guardião das cidades! Nos labirintos coloridos dos mercados e das feiras, é ele quem cuida de tudo que é assunto, de tudo que é cheiro, de tudo que é gosto, de tudo que é som, de tudo o que tem cor, e é justamente por essa grandiosidade do Bará que este projeto é guiado por sua sabedoria e por sua capacidade de se relacionar com o outro através da palavra. Fruto da Cultura popular afro-brasileira, Movimento Elegbá-Ojà busca incessantemente as fontes que revelam a simplicidade e a complexidade do Movimento do Guardião e das andanças das mulheres negras dentro e fora da Diáspora. Laroiê! Eparrêi!”

Thaysa Malaquias – coletivo Não Me Kahlo publicou estudo sobre ciberfeminismo

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e trabalha como autônoma na área. Ama dormir, perdendo apenas para a atividade de comer. Não sabe lidar com as opções do Netflix e demais coisas. Apaixonada por Arquitetura e Urbanismo, acredita no papel social que tem como profissional da área em criar cidades mais justas e igualitárias. Gosta de cinza, mas também de cores vibrantes. Tem muita insônia e pensa demais na vida. Valoriza muito o aprendizado tanto a partir de livros, como de vivências. Sofreu para fazer essa descrição.

Rhayssa Dantas

A profissional é de Natal e mora no Rio de Janeiro – trabalha na área de contabilidade e turismo

Jéssica Ipólito – mostra artes belíssimas em Gorda e Sapatão, e escreve também nas Blogueiras Negras

Gorda, sapatão, negra, filha de mãe preta solteira e pai branco omisso. Fruto da miscigenação que veio para exaltar a negritude em seus diversos tons, porque eu sou dessas! No final de dezembro completo mais uma primavera. Saí do interior bem humilde em 2010, deixando minha mãe e familiares, para viver na capital de São Paulo sozinha. Eu só vim parar aqui por causa de uma mulher! Sapatão que sou, nem voltei para pegar minhas coisas que ficaram para trás. Loucura, alguns dizem, mas acredito que foi um passo no escuro que eu precisava dar. E assim cheguei aqui nessa cidade cinza e barulhenta, que me proporcionou dias terríveis que mal posso descrever. Hoje, já acostumei com o ritmo e entrei na dança, mas sinto que meus quadris já não rebolam como antes… Preciso de um outro ritmo para aprumar minha vida! Por enquanto, eu só desejo a passagem de ida enquanto procuro emprego, bico, freela, qualquer coisa que me gere renda. Então, se você aí quiser me indicar alguma vaga de emprego, algum bico de madrugada…  Fique à vontade! Estou precisada, mesmo! As pessoas acham que eu sou brava, mas a verdade é que eu não sou obrigada a corresponder a nada, e acho que ninguém deveria. Tem que saber chegar na humildade e respeito porque isso sempre vai ter recíproca de minha parte. Eu sou tranquila quando preciso, mas não poupo as palavras, cansei disso porque elas lotam o peito e adoecem a alma. Eu sou de riso frouxo, gargalhada estridente. Gosto de moda e por isso vivo inventando uma coisinha aqui e ali pra me enfeitar, também nessa onda, eu reinvento minhas roupas e misturo as cores. Aliás, algo muito importante sobre mim: eu AMO cores vibrantes, da roupa ao cabelo, do batom ao tênis. Eu sou dessas que ama ser colorida, rs… Gosto de usar muitas imagens porque a falta de representatividade ainda reina na mídia, e esse é um canal que vai transbordar representatividade no audio-visual. Faço questão, mesmo sabendo das dificuldades de encontrar fotos, desenhos, artes no geral que dialoguem no sentido de empoderamento do corpo gordo, que é diverso, não esmoreço diante disso, e sigo desde então priorizando a visilibilidade lésbica negra, o combate ao racismo, a luta contra a gordofobia, o feminismo também em foco.

Lola AronovichEscreva Lola

Sou professora da UFC, doutora em Literatura em Língua Inglesa pela UFSC e, na definição de um troll, ingrata com o patriarcado. Neste bloguinho não acadêmico falo de feminismo, cinema, literatura, política, mídia, bichinhos de estimação, maridão, combate a preconceitos, chocolate, e o que mais me der na telha. Apareça sempre e sinta-se em casa. Meu twitter também é bem movimentado.

Zilda Rodrigues Pavão

Deixou sua primeira filha assistir o parto humanizado que fez da irmãzinha mais nova e, hoje, aluna secundarista de escola pública ,Beatriz Pfau conseguiu junto com as adolescentes da escola expulsar um colega que insistia em assediar fisicamente e sexualmente a todas, além de se interessar nos rumos políticos do nosso país e pela qualidade da educação mostrando o quanto é importante o incentivo familiar.

Luíse Belloconsultoria para empresas sobre conteúdo para mulheres

Publicitária e fundadora do coletivo Think OLGA . Ela é diretora de comunicação do coletivo e gerente de conteúdo e comunidade da ONG. Este texto no foi publicado originalmente no blog pessoal Cronicamente Carioca fora do ar, mas replicado no Geledés: toda feminista é mal amada

O DOCUMENTÁRIO

Tecnologia, cinema, arte, texto literatura, jornalismo, crônicas, mídia social, economia criativa, inovação: como redes pessoais, interlocuções e argumento com trocas de ideias podem se tornar movimentos fora da rede virtual?

O filme foi apresentado por representante do Canal Futura e pela diretora da escola Irene Ferraz que logo convidou a equipe do documentário a um encontro com os alunos da escola pelo seu caráter disruptivo. “O Futura busca abordar temas sensíveis à sociedade, de forma a provocar uma reflexão mais profunda sobre questões urgentes. #EuVocêTodasNós aborda desde o aborto e o direito ao próprio corpo até os constantes casos de violência doméstica e abuso sexual num contexto de mobilização digital em torno dessas causas. A internet deu mais força à voz das mulheres, que querem e precisam ser ouvidas” disse João Alegria – gerente geral do Futura.

O título deste documentário foi escolhido justamente por expressar as várias camadas de subjetividade e multiplicidade que pode conter o conceito do feminismo. Ele procura apresentar algumas facetas de vertentes – consegue de forma muito didática mostrar e esclarecer que existem FEMINISMOS e formas de atuar: #euvocêtodasnós. Um dos diretores, Ellen Paes explica

Eu: sujeita individual, subjetiva, única e intransferível; Você: a outra, a quem eu respeito enquanto pessoa que difere/diverge de mim.  Todas: mulheres, diversas, heterogêneas, múltiplas.  Nós: coletivas, juntas.

Siga e ouça!

Álbum no Spotify com a maior parte das músicas inéditas e compostas especialmente para o filme. Rappers mulheres de vários estados do Brasil compõe a trilha sonora do documentário com a direção de Guto Guerra: BrisaFlow, Sinta A Liga CREW, Aika Cortez, Helena D’Tróia, Yas Werneck, Taisa Machado e Flaviane Silva, Inuvik.

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QUEM FEZ? Conheça parte da equipe

PAULA LAGOEIRO – cineasta com pós-graduação em mídias sociais é gerente de projetos da Coopas. Acumula sete anos de experiência na produção de programas e documentários para televisão com enfoque em saúde, meio ambiente, direitos humanos e políticas públicas; dirigiu a produção de curtas-metragens premiados em festivais de cinema. Ela também assinou a produção executiva de “De Volta”,  que em 2012 foi o vencedor do 3º pitching Futura, e depois finalista do Emmy em 2014.

ELLEN PAES – a jornalista e repórter televisiva atua na área de Saúde Pública desde 2009 e escreve desde 2007 com textos em vários blogs feministas e que falam de maternidade. Primeiro chamada como personagem, se interessou em integrar o projeto e foi convidada para dividir a direção do documentário com Rafael Figueiredo. Mãe da Valentina, que foi a pequena-grande divisora de águas entre o antes e depois do ativismo. Feminista negra, ativista pelos direitos da mulher, da mãe, da infância e dos direitos humanos. Escreve sobre questões de gênero, raciais, de sexualidade, comportamento e tudo o mais que faz parte do universo materno. Pedimos e ela indicou coletivos para mães que querem integrar estas redes no Rio de Janeiro: Coletivo Negra Mãe (100 mães negras e crescendo); Mães e crias na luta

RAFAEL FIGUEIREDO – diretor de televisão e cinema com mestrado em Comunicação é coordenador do Núcleo de Cinema e Vídeo da Coopas. Foi professor de direção no Curso de Realização Audiovisual da UNISINOS/RS de 2005 a 2008. Foi diretor do finalista do Emmy em 2014 “De Volta”,  feito também em parceria com o Futura. Dirigiu A peste da Janice, curta em 35mm premiado nos festivais de Gramado, Bahia, Cartagena e Huelva. Em 2009, Groelândia, melhor filme no Festival Iberoamericano de Huelva e no Festival de Artes Audiovisuais de La Plata. Dirigiu comerciais e institucionais as séries RS – Um século de história e SC – 100 anos de história; séries de ficção e de documentário para o Núcleo de Especiais da RBS TV (séries Mundo Grande do Sul, A Ferro e Fogo, Conquista do Oeste, Ordem e Progresso, 5 vezes Erico, Sete pecados, Viajantes, Fundo do Mar, Mulheres em Transe). Idealizou e dirigiu a série Primeira Geração – finalista de “minissérie” do New York Festivals 2009 TV Programming & Promotion.

[daqui em diante SPOILER, mas cada mulher maravilhosa que deu depoimento brilha  <3 ]

O documentário inicia com o questionamento: O que é ser mulher? Como isto se reflete no que faz na internet? E fecha com outra pergunta: e em 50 anos as mulheres estarão lutando ainda pelas mesmas coisas?

Militante que escreve no Blogueiras Negras e trabalha com arte é Jéssica Ipólito que através do site pessoal Gorda e Sapatão discute racismo, lesbianidade, feminismo; compartilha imagens fora do padrão imposto de beleza e reflete sobre o que consideramos bonito dando visibilidade e empoderamento a muitas mulheres que possuem problemas com gordofóbicos. Nathalia Grilo fala sobre periferia, luto e solidão da mulher negra, se expressa também através da sua arte resgatando o uso de palavras da cultura africana através de oficinas de oralidade e tradição utilizando Antropologia, História e Arte-Educação através de imagens dos mercados e registro dos sons, cheiros e cores das feiras livres com artesãs e micro e pequenas empreendedoras negras independentes formando uma rede com o Movimento Elegbá Ojà. Rhayssa Dantas não se considerava feminista e negra… se descobriu e assumiu após sofrer discriminação e conversar com colegas próximas sobre o assunto.

Temos depoimentos de referências na internet Lola Aronovich do blog Escreva Lola Escreva e Lúcia Freitas do Luluzinhacamp que estão com estes blogs desde 2008. Lola Aronovich é referência sobre feminismo online, escreve também sobre cinema e política; e atua professora universitária de Literatura em Língua Inglesa e Lúcia Freitas é jornalista e iniciou o grupo no Google com mais de 300 profissionais de várias áreas – o mote inicial era agrupar mulheres que trabalhavam com tecnologia, mas depois se ampliou e com participação colaborativa e voluntária: aprendizado sobre ferramentas tecnológicas e seus usos, políticas de saúde e educação, sustentabilidade e a presença feminina no mercado de trabalho novas oportunidades de formação em algumas cidades brasileiras onde as participantes estão presentes e apresentam seus projetos profissionais, trocam ideias sobre empreendedorismo cidadão, sustentável ou quais as melhores formas de se recolocar no mercado de trabalho com um novo mindset colaborativo e hacker – muitos destaques e projetos digitais inovadores surgiram e ainda surgem dentro do grupo, além de parcerias.

Ellen Paes fala que a militância no feminismo negro tornou-se mais ativa quando engravidou e teve que lutar muito para conseguir o parto humanizado (algo que deveria ser a primeira opção, mas infelizmente médicos dificultam muito o acesso); assim como Lo Res faz com outras cinco mulheres o canal de videolog Sapa À Tona que fala sobre ser mãe e lésbica; e exclusão no mercado de trabalho e as alternativas que as mães podem encontrar frente a este obstáculo. Zilda Pavão deixou sua primeira filha assistir o parto humanizado que fez da irmã mais nova e hoje, aluna secundarista de escola pública Beatriz troca ideias sobre feminismo com a mãe e fala da emoção, importância em vivenciar o momento do parto em casa.

Rosa Luz rapper e estudante universitária fala sobre o conceito do transfeminismo, como a internet é importante para resistir e denunciar violências a que são expostas as pessoas trans; para criar também um ambiente seguro para si e outras o casal militante Larel Costa e Mari Lopes adotou a ideologia de tentar conviver o máximo possível mais com mulheres, e também priorizar consumo de serviços e negócios de empreendedoras.

Com milhares de seguidores e incentivando um grande público com publicações sobre feminismo Thaysa Malaquias do coletivo Não Me Kahlo fundado em 2014 e que criou a hastag #meuamigosecreto – que já virou livro com reflexões aprofundadas e embasadas. A militante mostra sobre a necessidade do chamado feminismo interseccional – chamado assim quando ativistas negras mostraram pela primeira vez a importância dos recortes sociais, raciais e culturais nos anos 70. O coletivo quer ampliar o trabalho e fundar uma associação civil que com certeza terá apoio dos seguidores da página que hoje chegam a 1 milhão e duzentos mil no faceboook. Luíse Bello do coletivo Think Olga que também tem grande repercussão e fizeram muitas jovens se engajar mais no feminismo afirma que não é contraditório estar dentro de uma igreja com denominação cristã e ser feminista. O coletivo criado por Juliana de Farias em 2013 quer empoderar e informar as mulheres foi responsável pela campanha chega de fiufiu que este ano vira filme, e pela hastag #MeuPrimeiroAssédio – que pelos mais de 80 mil relatos e revelou um dado alarmante: a média de idade do primeiro assédio no Brasil é de 9,7 anos. Muitas das mulheres que participam das diversas campanhas de hastags já foram agredidas fisicamente e só conseguem enviar seus depoimentos de forma anônima, pois estão frágeis em demasia e poderão sofrer novamente violências caso publiquem abertamente.

8 de março: #8MBR, #euvcetodasnós e mais, muito mais

Marcha das Vadias 2013

@EliMafra @Doduti e @FrancineEmilia na Marcha das Vadias (acho que 2013)

Esta semana, graças ao dia 8 de março, haverá muito que fazer. Além das florzinhas – ou descontos nos eletrodomésticos – que insistem ser o que precisamos, haverá movimentos, conversas, lançamentos.

#8MBR

Existe um movimento de PARADA das mulheres no mundo inteiro nesse dia. Uma espécie de greve das mulheres. Claro que a imensa maioria não terá o privilégio de poder cruzar os braços em protesto porque temos contas a pagar no fim do mês. De todo jeito, é possível apoiar sem parar também. Vamos juntas?

Convocamos as mulheres brasileiras a aderir a Parada Internacional das Mulheres no dia 8 de março de 2017. A Parada Internacional de Mulheres é um movimento formado por mulheres de partes diferentes do mundo. Foi inspirado na Polônia e na Argentina e criado nas últimas semanas de outubro de 2016 por mulheres de vários países como resposta a atual violência social, legal, política, moral e verbal experimentada pelas mulheres atuais em diversas latitudes.

COMO VAMOS PARAR?

Sugerimos diversas formas de protestar no dia 8 de março

  • Parada total, no trabalho ou nas tarefas domésticas e nos papeis sociais como cuidadoras durante a jornada completa. (Isso é especialmente válido para mulheres que vivem com maridos, filhos, irmãos ou pais e assumem integralmente o serviço doméstico. Não cuidar da casa/cozinhar/limpar por um dia deve dar uma noção do trabalho que é)
  • Parada de tempo parcial da produção/trabalho por uma ou duas horas
  • Apitaço no horário do almoço (convide as colegas para as 12:30 ou no horário possível do seu local de trabalho para realizar um apitaço).
  • Caso não possa parar em seu trabalho: use elementos roxos na vestimenta, como fitas ou qualquer elemento que decida usar.
  • Coloquem panos roxos nos carros e nas casas.
  • Boicote locais misóginos (faça todo dia)
  • Não compre nada neste dia
  • Bloqueie caminho e ruas
  • Participem e organizem manifestações, piquetes e marchas nas suas cidades
  • Instale mensagem automática de “fora do escritório” no e-mail e explique o porquê
  • Participe do twitaço as 12:30 do dia 8 de março #8m
    #8mbrasil
    #paradabrasileirademulheres
    #euparo
  • Grave vídeos de toda a intervenção que fizerem no 8 de março com as hashtags

    #8m #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo

  • Convide outras mulheres e organizem formas criativas de adesão a Parada Brasileira de Mulheres
  • Mude a foto de perfil https://twibbon.com/support/parada-de-mulheres-8m-br

– Para maiores informações curta as paginas https://www.facebook.com/paradabrasileirademulheres/?fref=ts

#euvocêetodasnós

O documentário, produzido pela Coopas e Futura, mostra a nossa luta na internet.

As datas de exibição?

#euvocêtodasnós 08/03/2017 Quarta-feira 21:00
#euvocêtodasnós 09/03/2017 Quinta-feira 01:00
#euvocêtodasnós 13/03/2017 Segunda-feira 22:30
#euvocêtodasnós 14/03/2017 Terça-feira 04:00

O trailer?

Também tem trilha no Spotify – https://open.spotify.com/user/gomusmusic/playlist/2nRTWSy3kkSEanY4Blt2aH

A página no FB: https://www.facebook.com/doc.euvocetodasnos?fref=ts

Mulheres Digitais: Respeito

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Na terceira edição, o Mulheres Digitais sai do campo dos sucessos e feitos no mundo digital para falar de respeito. Em tempos de agressões livres sobre todes nós, as palestras prometem falar muito sobre o assunto.

Confesso que sempre torço um tanto o nariz pro evento, porque capitaneado por um homem, ele tem gosto de mansplaining. Todavia, entretanto, contudo, o palco é tomado por mulheres maravilhosas, com histórias e casos que nos ajudam a avançar na luta de todo dia.

No dia 15 de outubro não será diferente. O Mulheres Digitais começará às 9h da madrugada com as marceneiras Fernanda Sanino e Letícia Piagentini contanto sobre como é empreender em um ambiente tipicamente masculino. 9h45 tem a doutora Cândida Almeida, da Casper Líbero, falando sobre a cultura (velada? Eu acho que é aberta mesmo) das violências contra as mulheres. Logo depois entra Anna Castanha falando sobre a ignorância sobre as questões de gênero e orientação sexual. E na sequência, Maria Rita Casagrande fala sobre sororidade, raça e respeito.

Morreu de amor? Calma que logo depois da palestra da Maria Rita tem homenagem – e tô sabendo que é muito especial, de derreter coração mesmo.

Depois do almoço a tarde começará com a apresentação dos novos projetos do Mulheres Digitais para 2017. Às 14h50 Nathalia Blagevitch, que é professora tutora de direito do trabalho do Damásio Educacional, fala sobre a vida de deficiente física e reflete sobre o que é uma sociedade eficiente. Depois, Raquel Marques, presidente da Associação Ártemis, fala sobre a maternidade desamparada. Sim, aborto, violência obstétrica, saúde materna e gestação humanizada no palco.

Para encerrar, às 16h45, Carol Patrocínio, do Comum.vc, recebe convidadas para responder às perguntas que homens fazem sobre o feminismo. O bloco será transmitido ao vivo na página do evento no FB.

Para comprar o ingresso, que tem preço único de R$ 99,00, basta acessar o site do evento: http://eventomulheresdigitais.com.br

Foto: Lucia Freitas

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