Blogagem coletiva pela democracia

São Paulo, 20 de junho, Andre Mello

A democracia faliu, mas ainda é só o que temos. Em meio às manifestações que tomaram as ruas durante as últimas semanas, surgiram, claro, as vozes golpistas. Sem partidos, representantes ou sistema, a gente volta pra ditadura. Podem acreditar: não é bacana (e eu só vivi o finalzinho).

Então, a Renata Corrêa teve a ideia e a gente está puxando o cordão: blogagem coletiva pela democracia. No dia 24 de junho, nós, habitantes da internet, fazedorxs de redes, construtorxs do futuro vamos, sim, escrever pela democracia.

Expresse o que pensa, diga onde falha, faça manual, pesquisa, lista…

Vale tudo!

Vem com a gente!

Como participar: 

  • Link este post
  • Use nosso selinho (estará disponível aqui até hoje à noite)
  • Publicaremos um update com a lista de posts aqui mesmo.

Tamos juntxs #LuluzinhaCamp #BlogueirasFeministas #FemMaterna

Foto: Andre Mello, selinho da campanha (só à noite) Juliana Garcia Sales

 Update:

Vem pra rua: os protestos e nós 1

 

De casa eu ouvi as bombas, os fogos…tive que ir trabalhar.
No metrô me senti na ditadura, aquela em que meus pais, tios e avós viveram e sobreviveram (não sem dor, não sem medo): apesar das portas fechadas, o cheiro das bombas, dos tiros, do medo entrava sem dó nem piedade.
O restante do caminho foi calmo mas o medo e o choque de ver tudo isso que aconteceu em cima da terra enquanto eu estava lá embaixo persiste por horas, dias.
É inacreditável o quanto o homem, ser humano, pode perder a cabeça e ganhar uma grande capacidade de piorar tudo.
Erros da PM, erros de supostos manifestantes (digo supostos pois tenho certeza que no meio de quem manifesta e dá voz até aquilo que eu penso e não vou na rua tem gente que quer quebrar tudo, que quer fazer baderna); erros da gente que vota errado, que se acomoda, que deixa o país seguir nesse caminho tortuoso sem fim.
Espero que algo bom esteja por vir: que a gente acorde, que a maior parte da população acorde; que a gente não se acomode.
Porque nada disso é apenas por causa de 0,20. Vinte centavos é pouco perante toda a indignação, toda a vontade de mudança, de um Brasil melhor, de uma São Paulo melhor, de um Rio melhor.
Temos que fazer algo sim. Cada um fazendo a sua parte. E todos atrás desse objetivo tão grandioso!

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2013/06/protestos-desta-quinta-sao-marcados-por-excessos-da-policia-e-vandalismo.html

Eu tenho um marido foda

Babi e Marcos (Fetu) em um shopping de SP, 2013

Babi e Marcos (Fetu) em um shopping de SP, 2013

Muita gente me pergunta sobre o meu relacionamento com o Marcos: como é, o que mudou, o que melhorou e o que piorou. E a única resposta que eu tenho é “não sei”.

A verdade é que eu não sei como agir, e vamos combinar: quem é que sabe? Quem é que nasce sabendo que o marido vai ficar tetraplégico numa certa altura da vida, e como lidar? Eu não sei.

Não foram poucas as vezes que eu pensei em desistir de tudo, correr pras montanhas, arranjar um namorado, mudar pra India. Mas eu tenho um marido foda: cheio de amigos, querido, divertido, inteligente, bem humorado, corajoso, forte, entre tantas outras qualidades que, sabemos bem, não são fáceis de encontrar, principalmente reunidas em um homem só.

Todos os amigos dele vêm me contar histórias divertidas, emocionantes, felizes, de momentos em que o Fetu, como ele é conhecido, foi corajoso, divertido, parceiro, afetuoso. Até mesmo pessoas que conviveram pouco com ele.

Dia desses, me perguntaram o que um homem precisa ter pra me ganhar. Eu respondi várias coisas, mas esqueci do principal: o homem precisa ter bons amigos, e o Fetu tem mais do que isso.

Um dia, todos os colegas de trabalho dele invadiram a casa dos pais, pra passar um dia inteiro com o Fetu. Era feriado, e todo o mundo se juntou pra fazer um almoço incrível pra ele.

Em outro dia, os amigos foram com a gente até o Auditório Ibirapuera, pra assistir o show do Jards Macalé de graça, porque no dia seguinte, ele seria internado, para fazer a tão esperada cirurgia plástica que fecharia a úlcera de pressão de uma vez por todas, e o tornaria apto a voltar para o centro de reabilitação.

São amigos dele e muitos deles se tornaram amigos meus, também.

Quando ele sofreu o acidente, eu estava grávida de 5 semanas, e perdi o bebê logo no comecinho. Foi um baque, que nós só começamos a digerir muitos meses depois. No começo, eu neguei que queria engravidar de novo e evitei pensar nisso, por medo do desconhecido.

Até que um dia, ele me disse que queria ter filhos. No plural. E começou a conversar sobre possíveis nomes, e a sonhar comigo com nosso bebê, e a pensar em carregá-lo no sling enquanto eu empurrasse a cadeira de rodas e assim, passearíamos os três, juntos. Como uma família qualquer.

Esse sonho foi tomando forma, corpo e, quando descobrimos que era possível, inclusive pelos métodos tradicionais, começamos a pensar “porque não?”.

Com a (re) descoberta da sexualidade, agora sobre rodas, entendemos que é realmente possível ter filhos e mais ainda: que é possível ser um casal completamente normal.

Eu tenho um marido muito foda, mesmo.

E se nada der certo, já temos um plano B, mas esse eu conto na próxima.

[p.s da Lucia Freitas: se você gostou da história, se emocionou, aproveite pra fazer uma visita ao site do Marcos – http://www.marcosalencar.com – e colabore com a campanha para ajudar na sua reabilitação]

Marcha das Vadias 2013

Luluzinhas na Marcha das Vadias 2013

Eli Mafra, Doduti, Francine Emília e Bia na Rua Augusta

Hoje, 25 de maio, rolou de novo a Marcha das Vadias aqui em SP. Concentração na Praça do Ciclista, descemos a Rua Augusta e chegamos à Praça Roosevelt, onde ficamos cantando, mostrando cartazes e posando pra fotos. Comigo estavam Mafrinha, Francine Emília, Dani Doduti. Encontramos a Nessa Guedes só no final (viva o cabelo vermelho) e também a nossa musa Claudia Regina com Alex Castro. Sim, havia mulheres famosas. Clara Averbruck e Nina Lemos estiveram conosco.

A imprensa, pra variar, só mostra os peitos e não conta muito a respeito (sem link, cacem). Eu, que sou péssima de estimativa de público, acho que tivemos mais de 2 mil pessoas marchando. É sempre um prazer parar o trânsito de São Paulo (no sábado) para mostrar as coisas importantes nas quais acreditamos: a mulher é vítima e não culpada por todas as violências que sofre.

Houve confusão – segundo pessoa com quem conversei, por conta de uns neonazis que provocaram e mulherada caiu batendo em cima. Foi a única que vi. Ciclistas, pedestres, homens, mulheres, crianças. Todo mundo desceu a Augusta na paz, gritando palavras de ordem. Foi bom. Achei que foi maior que a de 2012 (só fui à concentração, porque estava no pós-operatório). Amei estar com Luluzinhas queridas. E adorei ver o povo que assistiu cantando junto, torcendo, apoiando.

Quem sabe, dia desses, a gente consegue descriminalizar o aborto e andar na rua com alguma segurança. A esperança, afinal, é a última que morre.

A turma do LuluzinhaCamp na Marcha das Vadias 2013

Veja as fotos de hoje em nossa página no Flickr.

 

Uma amostra das tatuagens das luluzinhas

Vocês já sabem que não é incomum a gente trocar dicas e pedir ajuda no nosso grupo de discussão (qualquer mulher pode participar). Como muitas moram em São Paulo, não raro trocamos dicas de serviços e coisas que gostamos. Uma das muitas é tatuagem. Há quem tem poucas (três) e quem tem muitas (18). De todos os jeitos, cores, sabores. E as Luluzinhas, sim, mostram suas tattos – e seus estúdios preferidos.

Nossas mulheres:

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Ale Koga, 29 anos, freelancer em marketing digital e no mundo da música, dona de DEZ tatuagens. Também conhecida por nós como @pikatchus, a Alê indica Ivann Canteras, pra quem curte estilo new school, cores vivas e Tim Burton e o Mauricio Teodoro, pra quem curte oriental tradicional, não tem pra ninguém!

 

Andrea Crivellari, 36 anos, designer de joias, tem 18 tattos até o momento. E indica Art & Roll Studio e Tattoo Light.

foto da Flavita Valsani

foto da Flavita Valsani

Babi Maués, 37 anos, produtora cultural, muitas tattos… Exagerada, recomenda Rafael Firmino do Gelly’s Tattoo e a Melina, do Soul Tattoo…

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Yasodara Córdova, 32 anos, designer, tem três tatuagens e indica o Taiom pelo traço fino, bom gosto e um monte de ideias malucas e de vanguarda na cabeça 🙂

 

 

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Outubro Rosa

Outubro Rosa 2014

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