Desigualdade de gênero na pesquisa científica

#inequality
A nossa querida Lucia Malla, Xará mais que amada, participou de um programa de ciência num canal havaiano.

http://www.ustream.tv/recorded/53661582

Ela explica: “A razão do convite para a entrevista foi porque recentemente nosso laboratório recebeu verba federal para estudar desigualdade de gênero na pesquisa científica biomédica, em nosso ultra-super-hiper restrito tópico de estudo (selênio). Mas há todo um bias antigo na pesquisa biomédica que leva ao uso apenas de modelos animais masculinos, com a fraca justificativa de que eles seriam “mais simples”, sem o ciclo hormonal feminino para complicar os resultados. Com isso, o resultado final lá na frente é que muitos dos remédios testados e que hoje são comercializados não foram apropriadamente testados em fêmeas e/ou mulheres, e alguns deles já causaram problemas graves de diferença de ação de acordo com o gênero do/a paciente.

Atualmente, esta é uma das maiores preocupações das entidades de suporte à pesquisa científica nos EUA e na Europa, diminuir esse abismo de conhecimento entre a fisiologia masculina e a fisiologia feminina, em absolutamente todos os aspectos da medicina e da medicina veterinária.

Por fim, nossa pesquisa talvez seja extremamente específica em um tópico ultra-super-hiper-restrito, e talvez isso canse um pouco para assistir ao vídeo. Mas, como visto 100% a camisa do “aja ao invés de apenas reclamar” e acredito muito no efeito formiguinha, acho que esse é um bom primeiro passo. É o que posso fazer dentro do meu expertise.”

Outubro Rosa 2014

Outubro é um mês importantíssimo para o Luluzinha Camp. Outubro é o mês em que lembramos de como é importante a prevenção contra o câncer de mama. Faça o auto-exame e marque uma mamografia.

Leia o post da nossa Denise Rangel sobre o Outubro Rosa.

Escreva um post em seu blog e coloque um selinho do Outubro Rosa, pegue o seu aqui!

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<a href=”http://luluzinhacamp.com/tag/cancer-de-mama”><img src=”http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2014/10/outrosa11.png” alt=”outrosa1″ width=”300″ height=”250″ /></a>

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<a href=”http://luluzinhacamp.com/tag/cancer-de-mama”><img src=”http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2014/10/outrosa21.png” alt=”outrosa2″ width=”110″ height=”110″ /></a>

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<a href=”http://luluzinhacamp.com/tag/cancer-de-mama”><img src=”http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2014/10/outrosa31.png” alt=”outrosa3″ width=”200″ height=”200″ /></a>

Selinho cortesia da Denise Rangel! 

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<a href=”http://luluzinhacamp.com/tag/cancer-de-mama”><img src=”http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2014/10/IMG_20141014_093326-e1413294644778.jpg” alt=”” width=”300″ height=”226″ /></a>

Feliz outubro rosa e cuide-se!

Luluzinhas sustentáveis

Lembro-me do primeiro Luluzinhacamp Nacional, realizado em São Paulo no ano de 2008, como se fosse hoje. E uma das características que marcaram aquele primeiro encontro, e se mantém em todos os outros, é a preocupação com o meio ambiente.

luluzinhas sustentáveis

Desde o início, temos o cuidado de levar nossas próprias canecas e os nossos talheres para degustar as gostosuras deliciosas que preparamos para o evento. É tanta delícia que não damos conta de comer tudo. O que não consumimos é enviado para uma instituição. Desta maneira, evitamos pratos e copos descartáveis, evitamos o desperdício, e a natureza sorri!

Outra ação sustentável muito bacana nos encontros é a doação de roupas para uma instituição combinada pela gente. Destacamos, ainda, o show de sacolas retornáveis e ecologicamente corretas, presença certa entre os brindes distribuídos nos Luluzinhacamp.

Falando em arte, as luluzinhas prendadas levam suas criações, e um bazar com coisas muito criativas é organizado. Assim tem sido em todas as edições do luluzinhacamp. O bazar de trocas é uma atração sustentável e ecoconsciente.

O encontro Nacional, desde o início, tem sido uma experiência fascinante para as luluzinhas que já se conhecem e podem se reencontrar a cada ano, em São Paulo, vindas de várias partes do Brasil. E também é muito muito acolhedor para as novas luluzinhas conhecerem aquelas mulheres com quem conversam online.

Passamos quase um dia inteiro conversando sobre coisa séria, em assuntos que vão de tecnologia a manicure. Conversamos, também, sobre proteção animal, fazemos oficina de sabão caseiro, de fotografia, de costura, de silk, e por aí vai. Compartilhar arte e conhecimento é totalmente inspirador e sustentável.

LuluzinhaCamp é sustentável. É sempre bom podermos compartilhar, ano após ano, experiências sustentáveis e aproveitar o clima verde dos eventos nacionais.

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Denise Rangel é carioca, professora, produtora de rodas de leitura, ecoconsciente, intempestiva e apaixonada. Passa os dias transformando tempestades em paixão por tudo quanto seja Vida.

Ada lovelace day: ou parem a violência de gênero dentro da área tecnológica

Revisão textual e contribuições da programadora web: Lanika Rigues

O “Dia de Ada Lovelace” foi criado em 2009 por Suw Charman-Anderson, como resultado do apagamento da presença feminina que algumas empresas insistiam e insistem em fazer nos eventos de tecnologia, sempre optando por palestrantes homens – apesar do destaque de mulheres em diversas áreas. A data escolhida foi em outubro, para melhor acomodar as atividades de todos os participantes do grupo, mas o aniversário real de Ada Lovelace é em dezembro. Em 2015 ela fará 200 anos de nascimento.

Tratamos o preconceito como algo do passado, mas ele ainda está presente no cotidiano de forma violenta, chegando ao ponto de uma pessoa se sentir ameaçada fisicamente e não se sentir segura ao se locomover pelo simples fato de ser mulher. O apagamento também é uma forma de violência – o número de mulheres na área de tecnologia já foi maior e diminuiu. Hoje, algumas organizações realizam eventos pelo mundo em homenagem à primeira programadora e a outras mulheres de destaque, com palestras dadas por mulheres que causaram impacto nas áreas de ciência, matemática e tecnologia. Ada, mesmo reconhecida internacionalmente pelo caráter único do seu trabalho, ainda hoje possui alguns detradores que colocam em dúvida a sua autoria.

 Participe:

(lista Luluzinha Camp)   https://groups.google.com/forum/#!forum/luluzinhacamp

(dados abertos e aplicativos do governo – tecnologia e gênero)  http://edemocracia.camara.gov.br/web/hackathon-de-genero-e-cidadania/forum#.VDZVePldV9t

Se você acha esta situação ruim, descobertas fundamentais realizadas por mulheres negras que participam da academia são ainda mais colocadas em xeque – elas precisam constantemente provar a sua capacidade – e isso vem de muitos anos antes da política de cotas sequer ter a possibilidade de implementação ou discussão. Muitas cientistas nunca foram reconhecidas, e isso ajudou a disseminar a ideia de que mulheres não são aptas para os números: Lisa Meitner fez cálculos que permitiram a descoberta da fusão nuclear; Rosalin Franklin fez a fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA; Nettie Stevens descobriu os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas. Por fim Hedy Lamarr, que durante a Segunda Guerra Mundial criou um aparelho de comunicação capaz de despistar radares nazistas – esta tecnologia serviu de base para criar o celular. Nos casos em que a equipe ganhou o prêmio Nobel, as mulheres muitas vezes não foram citadas, sequer como co-autoras!

Lady Ada, por Lisa Congdon. Fonte: http://www.vlsci.org.au/page/publications

Se falamos em pouco progresso, em 2014 houve o #gamergate: as ofensas não eram críticas somente à capacidade, mas apenas e tão somente devido ao fato de ser mulher. Em uma indústria que se diz de ponta, seria de se esperar que a maneira de tratar a mulher devesse ser também avançada, mas o que vimos foi a comunidade gamer ignorar, minimizar e distorcer um acontecimento e ainda espalhar fotos de uma desenvolvedora de jogos nua. Lembrando que o machismo pode ser reproduzido por outros gêneros e não se restringe apenas ao masculino.

Na contramão disso houve o engajamento e a declaração da artista Emma Watson, que lançou a campanha He for She. Nele, ela reafirma que o protagonismo, discussão e liderança no feminismo são das mulheres, sempre; o programa incentiva a parceria, apoio e reflexão dos homens na luta pela igualdade dos gêneros na prática e diz que a presença masculina é mais que bem-vinda.

Filha do poeta Lord Byron e Annabella Milbanke – chamada pelo esposo carinhosamente de Princesa dos Paralelogramos – Augusta Ada Byron foi fruto de um casamento que durou pouco e teve pouca convivência paterna. Tinha saúde delicada, e teve como tutora na área a matemática Mary Sommerville (que traduziu para o inglês Mécanique Céleste de Laplace).

Em 1833 aos 18 anos Ada Byron foi apresentada a Charles Babbage, que era amigo de Mrs Somerville, em uma festa na corte. Fascinada com a máquina analítica após visitar o laboratório de Babbage, acompanhou suas pesquisas e mais tarde se dedicou a traduzir um artigo de Luigi Menabrea “De sur la máquina analytique”. As notas que a “Encantadora dos Números” escreveu tinham o triplo do tamanho do que traduzira, mais longas do que o texto em si. A tradução a levou a escrever o primeiro algoritmo para calcular números de Bernoulli.

Após o casamento, Ada tornou-se Lady Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, mãe de três filhos. Era uma mulher à frente do seu tempo, que flertou abertamente e protagonizou vários escândalos – por isso parte da sua correspondência foi perdida, destruída pelo marido. A continuidade de seu trabalho científico foi prejudicada pela falta de interlocutores após a doença e falência de Babbage. Parte ainda se prejudicou pelo seu hábito de fazer apostas em cavalos e a fragilidade do seu estado de saúde se acentuou quando substituiu suas refeições por vinho e ópio.

Hoje conhecida como Ada Lovelace, Lady Ada é considerada a primeira programadora da história pois escreveu o que se considera o primeiro algoritmo a ser interpretado por uma máquina. Segundo historiadores, a maior contribuição de Lady Ada à programação foi vislumbrar que o computador mecânico poderia fazer outras operações além de simplesmente fazer contas com números – operações complexas relacionadas à composição musical, por exemplo.

Notas de Lovelace foram publicadas pela primeira vez no The Ladies’ Diary, e no livro de Richard Taylor Memoirs Científica Volume 3 em 1843 como AAL. O algoritmo teria funcionado se a máquina de Babbage tivesse realmente sido construída, mas o projeto só foi realmente efetivado em 2002 pelo Museu da História do Computador, em Londres.

 

Participe mais:

http://luluzinhacamp.com/sobre/

http://mulheresnacomputacao.com/

https://www.facebook.com/GiTSaoPaulo/

https://www.facebook.com/onumulheresbrasil

https://www.facebook.com/femininolivre/

https://pt-br.facebook.com/nucleogetec

https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

 https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

(traduza) http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Meetup/Ada_Lovelace_Edit-a-thon_2013_-_Brown

 

Biografias e livros :

A Passion for Science: Stories of Discovery and Invention

http://findingada.com/book/ada-lovelace-victorian-computing-visionary/

Negras e Negros Inventores, Cientistas e Pioneiros – Contribuições para o desenvolvimento da humanidade http://leiaoestatutodaigualdaderacial.blogspot.com.br/2013/01/negras-e-negros-inventores-cientistas-e.html

Essinger, James: (2013) A Female Genius: How Ada Lovelace Started the Computer Age.

Ada´s Algorithm: How Lord Byron’s Daughter Ada Lovelace Launched the Digital Age (lançamento out/2014) http://www.theatlantic.com/technology/archive/2014/09/before-computers-people-programmed-looms/380163/

Walter Isaacson (mesmo autor da biografia do Steve Jobs) : lançamento out/2014 THE INNOVATORS How a Group of Hackers, Geniuses, and Geeks Created the Digital Revolution. New York Times (em ingles) http://www.nytimes.com/2014/10/09/arts/walter-isaacsons-the-innovators-studies-computer-wizards.html

J Baum, The Calculating Passion of Ada Bryon (Hamden, 1986).

M Elwin, Lord Byron’s family : Annabelle, Ada, and Augusta, 1816-1824 (London, 1975).

D L Moore, Ada, Countess of Lovelace: Byron’s Legitimate Daughter (London, 1977).

D K Stein, Ada : A Life and a Legacy (Cambridge Mass., 1985).

B A Toole, Ada, the enchantress of numbers : a selection from the letters of Lord Byron’s daughter and her description of the first computer (Mill Valley, Calif., 1992).

 

 Saiba ainda mais:

https://www.adafruit.com/about

16 outros grandes nomes femininos na computação https://www.sdsc.edu/ScienceWomen/

Vídeos sobre Ada Lovelace http://mulheresnacomputacao.com/2013/10/15/ada-lovelace-day-2013/

Biografia de Lovelace em quadrinhos http://sydneypadua.com/2dgoggles/lovelace-the-origin-2/

presença em peso de mulheres em evento de tecnologia – qual a diferença? http://www.ebc.com.br/tecnologia/galeria/imagens/2012/10/latinoware-2012-se-destaca-pela-grande-presenca-de-mulheres

https://www.facebook.com/GarotasCPBr

http://mulheresnatecnologia.org/evento

http://www.hackagenda.com.br/

http://ada.vc/

 

(patrocine)

 https://www.indiegogo.com/projects/ada-lovelace-day-live-2014

http://observador.pt/2014/08/21/bonecas-com-profissoes-ligadas-querem-inspirar-criancas/

http://rodadahacker.com/quanto-custa-uma-rodada-hacker-uma-conta-de-papel-de-pao/

 

Doodle de 2012 em homenagem ao primeiro dos programadores da história : 197º aniversário de Ada Lovelace

fonte: google http://www.google.com/doodles/ada-lovelaces-197th-birthday

 

Referências:

http://findingada.com/blog/2009/01/05/ada-lovelace-day/

http://www.newscientist.com/blogs/shortsharpscience/2009/03/ada-lovelace-day.html

http://www.geledes.org.br/racismo-e-preconceitos/casos-de-preconceito/

http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/Biographies/Lovelace.html

http://www.britannica.com/eb/article-9049130/Ada-King-countess-of-Lovelace

http://blogs.estadao.com.br/link/as-pioneiras-que-a-tecnologia-esqueceu/

http://www.miniweb.com.br/atualidade/tecnologia/artigos/ada_%20byron.html

http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-coisas-que-voce-deveria-saber-sobre-ada-lovelace/

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/paisagem-fabricada/2012/10/22/ada-lovelace-a-primeira-programadora/

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/internacional/noticia/2014/10/12/evolucao-da-tecnologia-nao-seria-a-mesma-sem-as-mulheres-150665.php

http://operahouse.com.br/blog.php?u=ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia

http://blogs.estadao.com.br/link/quem-e-ada-lovelace-e-por-que-ela-tem-um-dia/

http://www.dirigida.com.br/news/pt_br/ada_lovelace_a_primeira_programadora_do_mundo_r7/redirect_10678055.html

http://br4d4.wordpress.com/tag/ada-lovelace/

http://www.softwarepublico.gov.br/O_que_e_o_SPB

http://thinkolga.com/2014/04/11/as-seguidoras-de-ada-lovelace/

http://jurassicdos.blogspot.com.br/2012/10/ada-lovelace-day.html

(discussão sobre programador/programadora)

http://vidadeprogramador.com.br/2011/09/03/desde-quando-mulher-sabe-programar/

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/mulherio/ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia-4/

De volta às origens

Pri Alves, foto de Gabi Butcher

Pri Alves, foto de Gabi Butcher

Complicado escrever sobre este grande acontecimento que tomou a internet brasileira há oito anos. Pois eu não estive exatamente lá, no embrião da coisa. Como a maioria, estive acompanhando, empolgada – mas eu participei de uma parte muito pequena do processo, nos bastidores. Eu já sabia, porém, que a coisa era importante e ia ser grande. Eu precisava fazer parte daquilo, de qualquer forma.

Quando a Lu Freitas tuitou algo como “Alguém gostaria de fazer o logo do Luluzinha Camp?” eu vesti a minha melhor minha cara de pau disponível e levantei a mão porque: 1. Sou fã meio anônima da Lu, 2. Queria fazer parte daquela mudança, 3. Eu já tinha ideia de como esse logo seria.

O logo seria o símbolo dos barcamps (cujo modelo gerou o BlogCamp), acrescido de um rosto feminino. O símbolo do BarCamp era um botão de RSS pegando fogo. E inserindo um rosto, parecia uma mulher com cabelos esvoaçantes, ou em chamas. O fogo ficou por conta do degradê de preto, vermelho e amarelo.

Logo do BarCamp

 

Logo Original do Luluzinha Camp

Logo Original do Luluzinha Camp

E foi assim que eu entrei nessa para nunca mais sair.

Os blogcamps (e outros camps) estavam na moda e sim, eram muito legais. Eu ia em um ou outro. Mas era como pisar em terreno desconhecido, puxar um papo tímido com pouca gente. E sim, era um clube do Bolinha. Como a Lu suspeitava, tinha muita mulher precisando de voz nesses eventos. Se havia muito blog feminino por aí, por que só apareciam umas gatas pingadas nos eventos? E cada vez menos, pois os eventos não pareciam acolhedores, falando apenas de monetização e números. Conversando com a Srta. Bia, fiquei então sabendo que a mulherada estava muito a fim de firmar parcerias, discutir caminhos e conhecer a gata por trás daquele blog que amávamos.

Uma das regras do Luluzinha Camp desde o começo é: homem não entra! Não havia motivo para isso, já que queríamos saber quem eram aquelas blogueiras. O evento era nosso. E segundo a Srta. Bia, quem acabou sugerindo este nome foi um homem (não me lembro) – Update: Quem sugeriu o nome, que venceu de goleada na enquete, foi o Jonny Ken, Lúcia acaba de me contar – mas acho que até ele sabia que havia a necessidade de se criar um espaço feminino no meio de tantos eventos que falavam mais aos meninos.

Srta. Bia diz: “Aí, quando rolou o primeiro encontro, a coisa estourou. Foi simples, mas ao mesmo tempo foi um sucesso porque a mulherada se adorou. E esse sentimento, essa coisa de você encontrar velhas amigas é o que para mim sempre permeou o LLC. A lista de emails que tinha sido montada para organizar quem ia levar comida e bebida acabou virando um mega hub de conversas.”

Verdade. Os primeiros eventos, que bateram com a febre do Twitter, tinham uma cobertura nossa e os meninos, dessa vez de fora, ficavam loucos. Alguns amigos falavam que iam invadir o evento; ficavam curiosíssimos com os nossos workshops que eram registrados em tuítes e fotos.

E nós, mulheres, nos sentimos totalmente à vontade com nossas conversas. Qualquer assunto era bem-vindo, inclusive os off-blogagem. Montamos palestras, cursos. Levamos informação, aprendizado e até emprego às novas velhas parceiras. Apesar de este início ser totalmente voltado à blogagem e aos blogs das mulheres, o grupo acolheu mulheres não-blogueiras e com os mais diversos currículos – profissionais e de vida.

Com isso, o grupo foi mudando o foco da blogagem para o feminismo – para a troca de experiências sob o ponto de vista feminino. Então, na nossa massiva lista de e-mail, falamos de maternidade, relação com o próprio corpo, mercado de trabalho, políticas públicas para as mulheres, objetivos, finanças, startups, aplicativos de celular e uma infinidade de assuntos que nos ajudam e nos fazem crescer.

A Srta. Bia inclusive me contou que as Blogueiras Feministas são as filhas políticas do Luluzinha Camp, e o trabalho como moderadora do grupo a ajudou a encarar a tarefa de ser coordenadora do grupo. O LLC a ensinou a ser feminista. E a mim também. E a centenas outras. E continuamos aprendendo.

E estou aqui numa missão que é voltar às origens. Afinal, se somos tantas vozes, por onde andamos? Então, estamos aqui, dispostas a voltar às nossas blogagens de todos os dias. Mas com a experiência que oito anos que o grupo nos proporcionou.

Somente posso agradecer ao LLC, pelo meu crescimento diário fazendo parte do grupo, e a você, que nos lê e nos compartilha. Ser mulher hoje é melhor por causa do Luluzinha Camp.

Juliana Garcia Sales – garciasales.com.br

— Revisão: Suzana Elvas

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Outubro Rosa

Outubro Rosa 2014

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