Quando um blog cresce e aparece: Planejando meu Casamento

Cintia Costa, por Lidi Faria, em CC (foto num LuluzinhaCamp SP)

Cintia Costa, por Lidi Faria, em CC (foto num LuluzinhaCamp SP)

Conheci a Cintia Costa no primeiro LuluzinhaCamp. Sabia pouco desta moça: que era jornalista e ia casar. Logo no primeiro evento, em meio ao furdúncio reinante, à muvuca dos mil encontros e da alegria, chegou aquela moça bonita com um lindo bolo. Quando eu falo lindo, minha gente, acreditem: era lindo de viver, como diz a Denize. Melhor: era delicioso, não sobrou nada pra contar história.

Nestes últimos três anos, aconteceu o que é praxe: a gente ficou amiga. Vi o Planejando meu Casamento, virar livro – e ser lançado com pompa e circunstância no Terraço Daslu, lugar phyno. A Cintia casou e agora também tem o Recém Casada, onde conta as aventuras com o maridão, a casa, a cozinha. Pensa que é muito? É nada. Ela acha tempo pra soltar o verbo no seu blog pessoal e ainda colabora com um outro só de sapatos… 🙂

A paixão que a Cintia tem por casamento é coisa de outro mundo. E agora ela inventou o Desconto para Casamento. Sim, um clube de compras muito específico. Os amigos internéticos à beira do altar, como o Marco Gomes e a Talita Ribeiro, adoraram a ideia. Os que estão planejando também curtiram muito a novidade. Então eu abusei da amizade e, em plena sexta-feira, mandei umas perguntinhas para a Cintia responder.

Para entender direitinho como funciona o clube, clique no link do Desconto para Casamento.

Como surgiu a ideia?

Todas temos acompanhado a febre que os clubes de compra coletiva se tornaram nos últimos meses! Descontos arrasadores, preços imperdíveis. Desde muito antes desse modelo de negócios surgir, as noivas tem o costume de fazer “rodadas de desconto”, em que se juntam para comprar no “atacado” itens de casamento, como lembrancinhas e sandálias personalizadas para pista de dança, e conseguir preços melhores. Isso tudo de maneira amadora, trocando informações pessoais em comunidades de Orkut, grupos de e-mail e blogs de noivas.

O Planejando Meu Casamento, que sempre teve como missão ajudar as noivas a fazerem casamentos econômicos, sem estourar o orçamento nem criar dívidas, não poderia ignorar esse fenômeno.

O que fiz foi trazer o modelo de site de compra coletiva para um mercado que já está acostumado a batalhar os próprios descontos, facilitando essa relação entre noiva e fornecedor.

É um nicho super promissor: são noivas que tem poder de compra, uma verba na mão e uma data limite para gastar. Ano passado, o mercado de casamentos movimentou R$ 10 bilhões no Brasil!

Você está gerenciando tudo sozinha?

Não! Sou jornalista e trabalho com marketing digital e mídias sociais. Foi com esse currículo que criei uma plataforma de conteúdo com fortes raízes em redes sociais. Chegou a hora de dar um passo adiante e o Planejando Meu Casamento agora é uma plataforma de conteúdo e de serviços. Para isso, a família Planejando Meu Casamento precisou crescer e incorporar novos sócios, com expertise em comercial, design e novos negócios!

Você fez o coquetel semana passada, mas o projeto já está no ar há algum tempo. Como está a adesão?

Está sendo muito bacana! Nesses três anos de vida, o Planejando Meu Casamento formou uma comunidade de noivas em torno de si. São noivas que gostam de interagir. Elas mandam perguntas, esclarecem as dúvidas umas das outras, dão sugestões… Quando anunciei os planos de partir para a compra coletiva, a reação foi super positiva! Na semana do lançamento, recebi muitos e-mails de noivas de diferentes partes do Brasil pedindo para incluir suas cidades nos nossos planos!

Já temos um mailing de 70 mil noivas, além das 250 mil que acessam o site mensalmente.

O que elas mais querem comprar?

Elas tem um super interesse em comprar produtos como bem-casados, lembrancinhas e outros itens pequenos que precisam comprar em grande quantidade. Também sentimos um interesse delas em contratar serviços de casamento que, normalmente, estariam fora de seu poder aquisitivo, mas, com um desconto bacana, se tornam acessíveis. Um serviço fotográfico diferente, um Dia da Noiva mais completo e por aí vai!

Você se compromete a “garantir que o produto ou serviço vendido seja entregue corretamente para você, noivinha.” A responsabilidade é enorme!

A responsabilidade é mesmo enorme! O segredo é uma boa negociação com o fornecedor. Na hora de fechar o negócio, impomos regras rígidas de qualidade de atendimento e entrega do produto ou serviço, e já conversamos com antecedência sobre capacidade de atendimento e vendas, para não correr o risco de um fornecedor vender mais do que pode e não dar conta do recado depois!

Como é a experiência de empreender? Quais são os riscos?

Acho a experiência super empolgante. São tantas as expectativas! Tem sempre o risco de não dar certo, aquele frio na barriga, sabe? Mas estou confiante. A demanda por este serviço existe e este é o primeiro clube de compra coletiva de casamento profissional, com a vantagem de ter nascido de uma comunidade 2.0 de noivas. Tem tudo para dar certo! E o Planejando Meu Casamento, como tudo de bom que a internet tem, está em versão beta permanente. Ou seja, estamos sempre buscando entender o que o usuário quer e precisa para melhorar a experiência no site. Estamos sempre “em obras” para melhorar, nunca parados!

Pronto, nasceu mais uma empreendedora! Sucesso, Cintia!

Rita Miller é meu nome

Oda Mae Brown como Rita Miller

Oda Mae... Não, não, meu nome é Rita Miller! Rita Miller, Rita Miller é meu nome!

Como começar?

É bem mais fácil escrever na lista de email, que tem assunto novo todo dia. E pra minha mente pegar fogo, lá tem faísca à beça. Mas como recusar um convite da Luluzona Freitas pra me expressar nesse espaço que valorizo tanto?

Sou uma pessoa muito grata por poder fazer parte dessa rede, dessa grande união de forças que é o Luluzinha Camp.

Minha ideia é poder trazer a vocês histórias de mulheres que mudaram muito ou mudaram pouco, mas que fizeram diferença nesse mundo. E, também, dar uma pequena e possível contribuição para que você faça a diferença (continue conosco nos próximos posts, oká?). Então, acho que devo mesmo começar falando sobre as mulheres que fazem a diferença na minha vida todos os dias. Afinal, é isso que o Luluzinha Camp is all about.

Posso dizer com toda a segurança que hoje sou uma pessoa diferente por causa do Luluzinha Camp. Quando quis chorar, chorei no ombro desse grupo. Quando quis entender, perguntei a esse grupo. E quando quis me aceitar, elas estavam lá, me aceitando.

Quem me conhece, sabe que gosto de imitar vozes (não só a do Silvio Santos, tá? :P). Uma das minhas imitações preferidas, ainda que precise de arroz com feijão pra ficar mais fortinha, é a de Oda Mae Brown, a vidente charlatã encarnada – cof, cof – por Whoopi Goldberg no filme Ghost (na verdade, tento imitar sua dubladora Selma Lopes). Oda vê uma forma de redimir-se dos anos de enganações ajudando Sam (Patrick Swayze), já morto, a roubar quem lhe roubou e causou sua morte. Para isso, Oda se transforma em Rita Miller, titular de uma conta fantasma (tudumpshh), usada para desviar dinheiro. Logo depois de dar esse arriscado golpe “do bem”, Oda faz planos para o dinheiro sacado: “vou colocar minha irmã num SPA, ela está muito gorda!”, mas, relutante, doa o dinheiro à caridade, e depois percebe que a sua caridade é para com Sam.

Oda é uma mulher divertida, em busca de redenção, triste, cara-de-pau, fútil e generosa, e é Rita, tudo ao mesmo tempo. E que mulher não pode ser tudo ao mesmo tempo? Isso é algo que aprendi no Luluzinha Camp. Dá pra ser o que eu quiser, sem abrir mão de ser várias, e, principalmente, de ser quem sou. Também dá pra gritar “não quero ser nada disso”!

E vejo tanto disso em todas vocês. Esse grupo me ensinou a ver a realidade sem lentes cor-de-rosa, a tirar as situações de seus estereótipos, e, mesmo assim, achar que esse mundo tem jeito. Posso dizer que agora vejo um espectro, e nele cabe o berrante magenta do conjuntinho de Rita Miller.

Pra mim, o mais legal do Luluzinha Camp é ver que, num grupo só de mulheres, há tanta pluralidade. Um tapa, com as costas da mão, em quem acha que mulher é tudo igual. 🙂

HQ não é só para seu namorado!

Quando morava no interior na Bahia e me via louca com os gibis que meu pai trazia a cada viagem eu nem pensava que poderia estar aqui.

Apesar de ser jornalista por formação, eu sempre fui doida com as Histórias em Quadrinhos e sempre quis aprender a desenhar. Por isso entrei em um curso depois que me mudei para Belo Horizonte.

Depois de 6 meses larguei o curso pois percebi que mais visitava a gibiteca do que desenhava! (Mas faço uns rabiscos de vez em quando rs)

3 anos se passaram e minha afeição por HQ’s continuou. Foi aí que alguns meses atrás resolvi fazer o blog Ladys Comics, chamei a Samanta Coan (que conhecei por meio do LuluzinhaCamp) e a Lu Cafaggi, grande ilustradora daqui de BH. Nos demos muito bem juntas, as três tímidas e com um gosto em comum o resultado foi: Ladys Comics – lançado hoje.

Falar das mulheres nessa área  partiu da necessidade de encontrar um lugar no ciberespaço destinado as elas. Sempre soube de mulheres que desenhavam, mas  pouco se via  nos blog ou em jornais sobre seus trabalhos. (Questão de gênero? oportunidade? mercado?) Então resolvi juntar as coisas! E começar a mostrar que os quadrinhos também são feitos por elas e pra elas. Por isso convido quem gosta de ler, quem desenha, quem nunca se interessou ou quem quizer entrar neste universo.

Solteira ou solteirona? Oras, vocês não têm nada melhor para fazer?

That Girl, de Jim Bob Blann, em CC

foto de Jim Bob Blann, em CC

Tudo começou em nosso grupo de discussão (mulheres são bem-vindas, basta entrar em contato), disparada por um texto muito do bom da Ruth de Aquino: Quando uma solteira vira solteirona?

As Luluzinhas riram, tiraram sarro, contaram suas histórias. E a Lanika, mulher inteligente que é, mandou muito bem no seu e-mail. Eu falei: publica no teu blog. Ela falou para publicar aqui. Então que seja.

Cara, eu tenho de rir dessas pressões da sociedade.

Quando você é adolescente, te perguntam se você já tem um “namoradinho”.

Quando você namora firme, quando vai casar.

Quando você fica noiva, pra quando é. E se marcar o casamento muito rápido, é porque está grávida. Se demorar para marcar é porque o homem está enrolando ou você não está fazendo algo direito para “fisgá-lo de uma vez”.

Aí você casa. Mal volta da lua de mel, te perguntam quando você vai ter filhos.

Quando você está grávida, te perguntam se você prefere menino ou menina, se já escolheu o nome… e é bom você ter uma opinião formada senão te olham como um alien.

Quando você tem um filho, perguntam se você não quer outro. Quando você responde não, perguntam por que. Essa me incomoda especialmente porque eu SEMPRE tenho de responder que eu não posso ter filhos sem tomar remédio para segurar, que eu já perdi dois bebês e consegui segurar um e tá muito bom. Porra, quem gosta de ser lembrada disso todo santo dia????

Aí você separa. Mesmo que o ex-marido tenha aprontado horrores, quem não sabe da história se pergunta o que você fez de errado para ele se separar de você (mesmo que tenha sido o contrário) e você é a coitadinha que voltou a ficar solteira.

Aí você está solteira, perguntam quando você vai arrumar um namorado.

Você arruma um namorado, perguntam quando vai casar de novo.

Casa de novo, perguntam por que não teve outro filho.

E se você optar por não fazer parte dessa roda viva maluca, dizem que você tem algum problema, é “excêntrica” etc. Mulher separada e solteira por muito tempo está “magoada com a vida depois do primeiro casamento”. Mulher que nunca se casou “tem algum trauma forte com casamento no passado” ou é “sapatão”.

Alguém aí já parou para reparar no machismo extremo de tudo isso aí em cima? Uma mulher só existe e é “respeitável” e “normal” se estiver acompanhada de uma muleta, ops, quer dizer, um caralho, ops, quer dizer, um homem.

[]’s

Lanika

Dia da Mulher: o que nós, mulheres, queremos?

Os homens nunca entendem. E vamos confessar, é difícil mesmo descobrir o que a gente quer. Por isso, convocamos todas as Luluzinhas a escrever: o que nós queremos?

Estes posts vão servir de base para uma das conversas que acontecerão nos nossos encontros no próximo dia 20 de março. As inscrições para S. Paulo e Curitiba já estão abertas. A galera de Brasília logo logo deve dar todos os detalhes do encontro aqui no blog. E o encontro do Rio também vai sair!

A @tatatais publicou um vídeo bacana lá no Videolog que eu deixo aqui com vocês.

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