Participe da Revista Deusas #3

Por Lucia Freitas

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No post de lançamento da Edição Especial da Revista, comentamos:

Produzir esta edição foi uma tarefa divertida e gratificante, embora trabalhosa. Gostamos muito desse modelo colaborativo, e estamos pensando em como seria possível adaptá-lo à proposta original da revista. Assim que tivermos novidades, elas serão anunciadas aqui no blog; fique atenta.

Bem, as novidades chegaram. :)

A partir da edição número 3, inspiradas pelo sucesso da Edição Especial de Março de 2009, nós temos uma nova proposta a vocês, que nos acompanham e gostam desta publicação: colaborar.

Para isso, criamos uma lista de pautas – espalhadas por todas as seções da revista – nas quais vocês podem escrever, seguindo as regras de cada colaboração. A seleção será feita pelas editoras, de acordo com o tema proposto e o espaço disponível.

As matérias serão publicadas na Revista Deusas e podem ser republicadas aqui no LuluzinhaCamp, no blog da revista e no Deusario.  O prazo para enviar sua colaboração é até dia 24 de Abril, e os lugares são limitados – então, não perca tempo! Quem tiver interesse em colaborar, deverá mandar um e-mail para:

revistadeusas at gmail

Imagem: Vintage nib, royalty free

Luluzinha indica: Na Sala do Tatá

O Luiz Chagas, meu amigo guitarrista, continua a mandar muito bem nas suas NEPONEWS. Hoje ele indicou para a gente um videocast que eu ainda não conhecia, o Na Sala do Tatá, produzido pela Enxame.TV. Conversamos rápido, por e-mail. E você vai conhecer toda a história. A dica? Antes assista ao programa com o Maurício Fleury e a Tulipa Ruiz, que já apresentamos a vocês aqui no blog.

Veja o depoimento livre, leve e solto do Artur Louback, diretor e idealizador do programa:

O “Na Sala do Tatá” foi juma ideia minha em parceria com o Ronaldo Evangelista – jornalista, crítico de música (Folha, Bizz, Jazz+, Trip…), DJ, ex-curador da programação musical do StudioSP, produtor da YB…e personagem/apresentador do “Na Sala do Tatá”.

O Ronaldo é meu amigo e há tempos que falávamos que existia uma nova onda de músicos brasileiros que não estava sendo registrada devidamente. Na época que começamos a falar sobre isso mais a sério, o Ronaldo selecionava novos músicos para abrir as noites do StudioSP, em uma faixa de shows chamada “Cedo e Sentado”. Ali a gente teve contato com muita gente nova e boa e notamos que há um movimento de encontro entre elas…muitos já se juntam naturalmente e, quando isso não acontece, adoram quando alguém faz a ponte entre um e outro. E me dei conta de que o Tatá, devido à simpatia, generosidade e musicalidade eclética, é o meio do caminho entre muitos dos caminhos tomados pelos músicos dessa nova música brasileira.

Então juntei essa ideia com um vídeo gravado no auge do hippismo do Caetano Velloso, em que ele recebe o Chico Buarque na sala de casa para bater papo e “fazer um som”.

Eu e o Ronaldo pensamos então: “É isso: o Tatá recebe os novos músicos na sala da casa dele!”. Não existe nada parecido por aí e tem um monte de artistas novos que, além de talentos, tem coisas boas para falar. Mas o Tatá não se sentia seguro sozinho, temia não saber o que falar com as pessoas, enfim…por isso entrou o Ronaldo, um jornalista, pra catalisar os papos quando o silêncio constrangedor tomar conta do encontro.

Dito tudo isso, vou ser direto com as suas perguntas:

Como vocês selecionam os convidados?

Antes de gravar o primeiro programa eu e o Ronaldo fizemos uma lista enorme de duplas de convidados. Alguns dias antes, falamos com alguns deles e, de acordo com a disponibilidade, fechamos. Na verdade, contamos com a empolgação deles também… se não se mostrarem muito interessados no momento em que chamamos, não insistimos, porque buscamos uma parceria que agrade a todos…afinal, ninguém ganha dinheiro com o programa e não temos uma orientação “jornalística” de ser “quentes”, responder a alguma efeméride…enfim…é mais registro do que notícia.

Qual a frequência do programa?

O enxame.tv não se propõe a ter uma frequência rigorosa, afinal nenhum dos videopodcasts tem uma grade de programação fixa (a internet possibilita isso) e por enquanto não ganhamos dinheiro com eles. Ou seja, gravamos quando podemos. Mas gostaríamos de conseguir colocar um bloco por semana, como já acontece com alguns videopodcasts do enxame.

E os seus objetivos? Só entra mesmo músico independente ou haverá exceções?

Meu objetivo principal é ter a produção musical novíssima em folha registrada. Pra você ter uma ideia, a maior parte das músicas que apresentamos nesses três encontros que já foram ao ar são inéditas, nunca foram gravadas e, na maior parte dos casos, não há registro em nenhum lugar – são músicas que eles compõem, tocam em shows, tocam nos encontros com os amigos, mas muitas vezes não chegam a gravar.

E não há orientação quanto ao status dos músicos. Todos são muito bem vindos, deste que se sintam motivados a estar lá e dispostos a conversar e tocar livremente. Se o Caetano e o Chico quiserem fazer o próximo encontro lá no apartamento do Tatá, estaremos lá os esperando de braços abertos.

Garota processa RIAA por práticas ilegais

Sahandra MoursyO caso de Shahanda Moelle Moursy, uma estudante da Carolina do Norte, poderia ter se tornado apenas uma estatística. Ela seria mais uma das muitas pessoas processadas pela RIAA por baixar músicas em redes peer to peer. Mas a garota não deu de barato. Ela está processando quatro gravadoras e a Media Sentry (link para PDF em inglês) por práticas ilegais, como conspiração e violação de seus direitos. Que é exatamente o que eles fazem para descobrir os IP’s, sem qualquer autorização judicial.

Dizem os advogados de Shahanda no processo (via p2pnet):

Por muitos anos, um grupo de grandes gravadoras multinacionais, que ganham bilhões de dólares, incluindo as Gravadoras Rés (Vivendi Universal, Warner Music and Sony BMG) abusam do sistema judicial com o objetivo de criar uma campanha gigantesca de relações públicas e ameaças contra os sistemas de compartilhamento de arquivos digitais. Como parte desta campanha, estas companhias contrataram uma investigação privada e não-licenciada, a Media Sentry – violando a lei da Carolina do Norte e outras – que recebe incentivos para invadir computadores pessoais e redes pessoais de computadores para obter informações, na forma de Internet Protocol (IP), que lhes permite identificar os computadores ou redes de computadores que invadiram. Media Sentry faz estas investigações na Carolina do Norte e em outros Estados.
Através desta informação obtida de forma ilegal, as gravadoras movem ações apelidadas de João Ninguém – contra mais de 30 mil João Ninguém anônimos. Estes processos são feitos com o único objetivo de utilizar os poderes do sistema judiciário, principalmente o precedente para obter registros dos provedores de internet e ligar os IPs aos nomes de pessoas que supostamente usaram estes IPs no momento da invasão. Entretanto, os provedores não têm como identificar a pessoa ou pessoas que usaram o computador ou a rede de computadores no instante em que foram invadidos pelas gravadoras. Na verdade, não existe uma única forma de verificar se estes investigadores sem licença conseguiram os IPs corretos.
Depois de coletar os nomes dos donos das contas através destas intimações, as companhias em geral abandonam as ações João Ninguém. E, então as gravadoras, com esta informação e crença, oferecem informação pessoal a um agente que realiza práticas ilegais para extrair dinheiro de pessoas supostamente identificadas nestas ações secretas. A maioria dos réus que foram objeto destas ações secretas jamais souberam das ações até que foram cobrados pelos agentes das gravadoras.
A cobrança praticada por estes agentes das gravadoras têm como único objetivo contatar os prováveis réus e exigir que paguem milhares de dólares cada para que evitem um processo federal. Esta exigência não leva em conta nenhum mérito da reclamação, nem lhes dá chance de defesa, mas se baseia unicamente na desigualdade de recursos e possibilidade de defesa entre as gravadoras e suas vítimas individuais.
Como parte desta campanha de processos, as gravadoras aumentam a intimidação ao realmente entrar com processos em diversas instâncias sem qualquer aviso. Estes processos são feitos para atrair a atenção da mídia – e quase sempre atraem – como histórias das Gravadoras Rés contra os mais velhos, impossibilitados, sem noção de tecnologia e outras vítimas bastante vulneráveis. Muitas destas vítimas não têm idéia de como operar um computador, o que dirá instalar e usar softwares peer-to-peer e ouvir música que eles não ouviriam de forma nenhuma. Mas a inocência é a última consideração das Gravadoras Rés.
O processo em questão é apenas um exemplo, mas faz parte da campanha de intimidação das Gravadoras Rés. Como resultado, é uma ação afirmativa em milhares movidas pelas Gravadoras Rés em sua campanha de intimidação.
A campanha de litígios movida pelas Gravadoras Rés, suas exigências e investigações ilegais são parte de um padrão bem orquestrado de litígio vergonhoso. O verdadeiro propósito das Gravadoras Rés não é obter a compensação que clamam, mas intimidar, assediar e oprimir as pessoas que acusam e todos os usuários da internet.

Além disso, Shahanda está em campanha nos blogs para deixar claros os abusos da indústria. E aqui você encontra a tradução da carta desta valente norte-americana, que luta por seus direitos.

Meu nome é Shahanda Moursy. Eu não sou criminosa. Eu não sou grosseira. Nestes últimos dias eu choro quase todas as noites e estou apavaorada com o que vai acontecer comigo. Acima de tudo, eu não sou uma pirata, não tenho perna de pau, nem um gancho na mão, e não navego pelos mares fazendo saques. Eu fui uma criança normal (Tenho 22 anos agora, mas eu ainda dependo de meus pais para quase tudo!). Eu não tenho muito conhecimento do mundo nesta altura da minha vida além de o quanto é difícil conseguir crédito ou um empréstimo.
Hoje, 3 de fevereiro, eu tive uma ótima conversa com um tal de Morgan Schwartzlander [líder do centro de extorsão da RIAA] e vou contar para vocês, foi tão surpreendente, que eu desliguei o telefone em prantos. Meu acordo de US$ 2 mil foi ridículo comparado com o acordo (não negociável) de US$ 8.100.
Morgan me disse que ela não é uma advogada, mas ela vai te dizer o que faria em seu lugar, ela vai contar algumas estatísticas sobre como processos não são garantidos e depois ela vai te contar que qualquer um que entre com uma ação contra eles é um idiota (Eu acho que ela não sabia que este era meu pai.).
Eu ganho US$ 4.500,00 por ANO trabalhando no Dairy Queen e eles querem que eu pague mais de US$ 8mil? Não sei como é que isso pode funcionar. Eu compro músicas no iTunes por US$0,99. Nem todos os estudantes têm mamãe e papai para pagar para que seus problemas desapareçam.
Eu corri para o meu diário para refrescar minha péssima memória de como tudo aconteceu e aí resolvi que não vou aborrecer vocês com datas. Vou contar o que aprendi sobre mim mesma nos últimos dois anos.
Hoje eu chorei muito! Eu penso e repenso: “Será que eu sou má?” Eu nunca matei ninguém, sou simpática e compadecida, sou voluntária, vou à igreja.
Mas estas pessoas da RIAA sabem como fazer eu me questionar. Existem pessoas programadas para ser más, não importa o quanto tentem ser boas? É exatamente assim que isso funciona para mim: um passo pra frente, dois pra trás (ou é desta forma que funciona para minha auto-piedade).
Então a minha mãe me assegura que não sou eu. Os trabalhos (eu os chamo assim porque presumo que uma carreira te faz sentir bem a respeito de suas realizações) destas pessoas são fazer as pessoas se sentirem mal porque não têm dinheiro para fazer seus problemas desaparecerem. Eles são “bullies” (briguentos, atormentadores)
Imagino como pessoas como a Sra. Schwartzlander ou o Sr. Kelso dormem à noite. Eu imagino se vão à igreja aos domingos e pensam “Eu sou uma boa pessoa”.
[Nota: Kelso é Donald J, um adovogado de acusação no escritório Holmes Roberts & Owen, que atua em nome das 4 grandes da RIAA para estorquir estudantes norte-americanos como a Brittany]
Eu penso o tempo todo: como algo de que gosto tanto pode me trazer tantos problemas?
Eu nunca vendi música com copyright para ganhar dinheiro. Eu usei a rede (p2p) para encontrar músicas ou descobrir se eu gostava da banda o suficiente para comprar o CD. Eu detesto comprar um CD por causa de uma única música. Eu jamais imaginei que estava prejudicando as bandas que adoro encontrando mais de sua música, escutando-as e comprando seus CDs. Isso é surreal!
Eu nem mesmo sabia o que era copyright até que fui chamada ao Escritório do Diretor.
Eu não sei como as outras pessoas usam suas vidas na faculdade, mas para mim, a maior parte dela eu gasto imprimindo quantidades infinitas de documentos cuja linguagem eu não entendo, fazendo telefonemas agradáveis para agências de acordos e correndo com papéis até o tribunal local.
Este tempo precioso eu poderia usar para estudar ou ficar com meus amigos está sendo desperdiçado por causa de dinheiro.
Eu imagino quantos estudantes têm que ir à delegacia para dar queixa sobre um “investigador particular” que invadiu a minha privacidade e então ver o policial olhar para eles como se fossem totalmente incompetentes?
Quantos estudantes foram entregues por suas universidades como um pedaço de carne a uma corporação de lobos famintos de bilhões de dólares?
Hoje eu sei que a Universidade de Michigan não fez isso, que a Universidade de Harvard também não fez.
Eu me sinto mal por meus colegas de quarto e amigos, porque eu sei que eles estão envolvidos nos meus problemas. Eles foram pegos ao atender o telefone de uma agência de acordos e não têm a menor idéia do que fazer ou falar.
Como eles devem me ajudar quando eu tenho um dia ruim? Eu conheço centenas de caras na NMU que uma vez ou outra baixou uma música. Mas eles não tiveram seus computadores hackeados, nem foram acusados de pirataria como eu, e são uns sortudos. Eu acho que eles sabem disso.
Eu não sou uma estudante normal. Eu sou um exemplo para todo mundo olhar, com um cartaz gigante na minha testa que diz: “Não seja como eu. Eu cometi um erro quando era adolescente e isso vai arruinar o resto da minha vida”.
Você não vê meu rosto ou nome em todo canto, mas eu te garanto, estou em todas as estatísticas sempre que você ver o cartaz te alertando contra o download ilegal.
É de mim que eles estão falando. E eu sou um dos “idiotas” que luta contra a RIAA.
Eu sou Ninguém número 5, mas prefiro ser chamada de Brittany, porque é quem eu sou.
Eu sou uma pessoa, não um IP e muito menos um número de processo.
Eu sou uma pessoa e ninguém pode tirar isso de mim. Eu sou eu e ninguém vai me fazer diferente disso. Eu preciso acreditar nisto. Todos cometemos erros e as pessoas que estão fazendo isso comigo não são diferentes de mim.
Estou apavorada e agora me preocupo o tempo todo com o que vai acontecer comigo.
Eu não sei se isso vai me fazer uma pessoa mais forte ou mais fraca. Eu estou com dificuldade para dormir, meu cabelo cai aos montes. Eu não consigo me concentrar nas aulas, e na maior parte do tempo eu me odeio porque arrastei minha família inteira para dentro deste caos.
Meu pai me ajuda o tempo todo a decidir o que fazer, minha mãe me escuta quando eu tenho um dia ruim e preciso de um ombro para chorar, , meu irmão e minha irmã, tenho certeza, estão sem o tempo que os meus pais estariam com eles e sempre há a questão eterna: “ei, a sua irmã não está sendo processada por fazer download de música?”.
Agora isso parece que nunca vai acabar. Eu estou entrando no túnel e a luz está a muitos quilômetros de distância.
Eu sei que vai acabar. Só não sei quanto tempo vai levar para chegar até lá.
Acho que o Murder by Death estava certo quando dizem: “Às vezes, a linha te faz andar”

Via MacMagazine

Nova tecnologia: Lego Musical


Siftables Music Sequencer from Jeevan Kalanithi on Vimeo.

O Siftables Music Sequencer é uma nova tecnologia que permite criar música ao vivo e a cores. O produto foi desenvolvido pelo Taco Lab.
No site eles descrevem os quadradinhos assim:

Os Siftables são dispositivos independentes e compactos, com interfaces gráficas que se comunicam sem fios. Eles podem ser manipulados como um grupo para criar informação e midia digital. São uma nova plataforma e sistema operacional que permitem criar aplicações concretas, visuais e móveis.
Já fabricamos e distribuímos algumas centenas de siftables; existe uma comunidade independente de designers e pesquisadores que está desenvolvendo aplicações para eles. Eles foram projetados e construídos, originalmente, Por David Merrill e Jeevan Kalanithi no MIT Media Lab. A patente já foi requerida.

Via BallooShopBlog

Nossa querida Luana, arrasando na CParty!



Não é linda? É minha amiga

Originally uploaded by renata.lino


A Renata Lino, para variar um pouquinho, estava em cima do lance… bastaram segundos de música para nossa amiguinha Luana, a @hazine, que já vimos arrasando no Pole no último Luluzinha SP, juntar uma multidão de nerds.
Te cuida namoradão! A Luana fez um show maravilhoso, que chacoalhou as fundações do Centro de Exposições Imigrantes no primeiro dia de verdade de Campus Party (ontem foi só abertura…)

(post escrito no HP Pavillion tx 2540, gentilmente cedido a esta blogueira para a cobertura na CParty 2009)

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