Aprenda a editar na Wikipedia! Veja como foi o Edit-a-thon que celebrou mulheres no Rio de Janeiro

Contém trechos do release escrito por Heloisa Andrade

Em 2015 aconteceram por enquanto eventos 20 de junho no Rio de Janeiro, 18 de julho em Salvador e o Raul Hacker Clube se entusiasmou: no dia 22 de agosto teve Edit-a-thon das minas – folclore brasileiro e 19 de setembro Edit-a-thon das piratas! No próximo dia 31 de outubro a edição acontece em em São Paulo

O tempo frio e chuvoso segurou alguns inscritos em casa, mas não desanimou os presentes e outros participantes que acompanharam online. O evento foi na sede da empresa CI&T em Botafogo que gentilmente cedeu o local de trabalho simpático com um café que não deixou o pique cair durante todo o dia. A ideia era promover a Wikipédia para editoras mulheres (que ainda são sub-representadas na comunidade, com apenas 15% de participação) e aumentar o conteúdo disponível sobre mulheres notáveis. 

No vídeo você pode tirar outras dúvidas que rolaram enquanto os participantes do Rio aprendiam a editar e se ainda não tiver uma conta na Wikipedia, crie uma e leia o tutorial para se familiarizar:

O mais importante é que as participantes novatas se animaram a continuar participando da comunidade. “Eu criei um verbete sobre uma coreógrafa que criou uma metodologia para ensinar balé a pessoas cegas. Agora outras pessoas também vão contribuir e eu vou saber ainda mais sobre ela!”, disse Pilar Borges Barbosa, estudante universitária e editora estreante.

Ao todo no evento do Rio de Janeiro, foram 13 páginas criadas ou melhoradas pelos voluntários: Meridel Le Sueur, Jennifer Niederst Robbins, Stormy Peters, Audre Lorde,  Fernanda Bianchini, Margaret Hamilton, Anna Anthropy, Mary Seacole, Rosana Munhoz Silva, Elisa Frota Pessoa, Elza Furtado Gomide, Maria José von Paumgartten Deane e Ada Lovelace.

Que venham mais edit-a-thons e que o conteúdo brasileiro na internet melhore em qualidade e confiabilidade quando se trata de grandes mulheres!

 

Saiba mais:

 

Desde 2012 existem esforços concentrados em conjunto com o Ada Lovelace day

http://www.bbc.com/news/technology-19675169

http://www.nature.com/news/edit-a-thon-gets-women-scientists-into-wikipedia-1.11636

Como iniciou http://chronicle.com/blogs/profhacker/how-to-organize-your-own-wikipedia-edit-a-thon/49757

 

Primeiro Wiki-mulheres, no Dia da Mulher no Brasil (2013): http://goo.gl/5bhwqy

Edit-a-thon da minas 2.0 planejamento sobre a rodada 2015: http://goo.gl/5y3nkm

Primeiro  Edit-a-thon das minas em São Paulo organizado pelo Think Olga e Cinese (2014)

http://br.okfn.org/2014/05/13/edit-a-thon-das-minas-por-mais-mulheres-na-wikipedia/http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Video_Luciana_Galastri_e_o_Editathon.webm

 

O que é editathon?

Editathon é uma maratona de edição das páginas da Wikipedia. Este, em especial, é para criar e melhorar os verbetes em português de mulheres que fizeram a diferença em seus campos de atuação, sejam elas brasileiras ou estrangeiras, contemporâneas ou históricas, cientistas, esportistas, ativistas ou políticas.
Interessadas (e interessados também) aprenderão a usar a ferramenta de publicação e, durante o editathon, acessarão os perfis escolhidos das mulheres de destaque para gerar novo conteúdo e informações. Dá trabalho? Sim, um pouco – mas é uma chance de fazer mudanças pra valer!
Se desejar, escolha de antemão quem são as mulheres cujos verbetes você quer melhorar. Escolha alguma destas mulheres incríveis ou sugira outras: http://goo.gl/d3S2YZ. Pesquise material offline ou links sobre elas, fique à vontade. A Wiki permite que qualquer pessoa crie tópicos, edite artigos e ajude a divulgar informações com fontes confiáveis. Devido à relevância da Wikipédia, tudo o que for escrito será mostrado nos primeiros lugares nas buscas do Google. A ferramenta é uma das portas de entrada para o conhecimento, utilizada por pesquisadores e jornalistas, então é importante que as mulheres que fizeram trabalhos extraordinários estejam representadas ali. Estaremos, na prática, diminuindo o hiato de gênero (“gender gap”), e isso é de fundamental importância!

#Luluzinhacamp2015 – Oficina de Coaching

Entre as várias rodas que aconteceram no LuluzinhaCamp 2015 uma bem interessante foi a dinâmica de coaching que a Patrícia Martins de Andrade, da YBR fez com a gente. Nos últimos encontros do grupo a Patrícia tem feito diferentes dinâmicas com as Luluzinhas, que fazem com que a gente pare e olhe para nós mesmas. A partir dessa auto-observação, conseguimos entender um pouco porque agimos de determinadas formas e se é válido – e possível – mudar algumas coisas em nós.

Dessa vez, Patrícia propôs uma análise SWOT. Quem trabalha, ou estuda, com marketing e propaganda está acostumado com o termo [ou sua versão em português, a análise FOFA] aplicado a empresas, marcas, mercados. SWOT significa Strenght, Weakness, Oportunity, Threat [ou em português, FOFA – Força, Oportunidade, Fraqueza, Ameaça], e são esses quesitos que são analisados com essa ferramenta. No coaching esse estudo é voltado para a pessoa.

Você pode tentar fazer essa autoanálise depois de ler esse post. Pegue uma folha de papel e divida-a em quatro quadrantes. Agora, marque cada um como Força, Fraqueza, Oportunidade e Ameaça. Veja como preencher cada um deles agora.

Análise_swot

 

Quais os meus pontos fortes?

São aqueles pontos que são positivos em mim, o que pode me ajudar a atingir algum objetivo, realizar alguma coisa. Para algumas pessoas esse ponto é bem difícil, lembrar de características que são elogiadas, atitudes que você toma e te deixam orgulhosa consigo mesma.

Ser atenciosa a detalhes, ser organizada, ter mãos firmes, raciocínio rápido, ser pontual…

Quais meus pontos fracos?

Aqui entram as características que você normalmente não gosta, e que você acha que dificultam que você vá adiante. Algumas pessoas têm dificuldade em listar esse tópico porque não gostam de admitir muitas das coisas que entram aqui.

Pouca criatividade, pouca sociabilidade, insegurança, falta de pontualidade, distraída, desorganizada…

Quais as oportunidades que eu tenho, de maneira palpável, na minha vida?

Aqui são as coisas que você pode realizar, dentro da sua realidade. Se você é jornalista, virar astronauta não é exatamente uma oportunidade [pode até ser, trabalhar para a NASA, fazendo crônicas, quem sabe?]. Esse é um ponto bastante particular, porque deve levar em conta suas ambições e habilidades.

Dar aula, mudar de cidade, estudar fora do país, fazer um mestrado, casar…

Quais as ameaças que podem existir para que eu execute essas oportunidades?

Aqui você deve cruzar as oportunidades com suas fraquezas, e ver o que te impede de realizar as coisas que você deseja fazer.

Demora em executar os planos, paralisia, falta de dinheiro…

 

Luluzinhas durante a oficina de coaching

Luluzinhas durante a oficina de coaching

A partir dessa análise, principalmente das fraquezas e ameaças, você começa a traçar alternativas, formas de contornar as ameaças. Se o meu problema é não ter dinheiro para abrir um negócio, posso procurar um investidor. Se meu nível de inglês não é bom, mas a melhor especialização que posso fazer é nos Estados Unidos, começo a fazer aulas, e assim por diante.

Fez a sua análise SWOT? O que achou? Vamos começar a fazer diferente e atingir os objetivos?

Se você achou legal a dinâmica, conheça o trabalho de coaching da Patrícia. No fim de semana dos dias 7 e 8 de novembro acontece a maratona de coaching YBR e Trampos, e pode ser uma ótima chance de começar a mudar.

No & Low Poo – O que é?

[Este post é resultado de uma discussão interna do LuluzinhaCamp]
No Poo e Low Poo são duas técnicas menos agressivas para cuidar dos cabelos, e que estão se tornando cada vez mais conhecidas.

O No Poo significa lavar o cabelo sem o uso de shampoo, os adeptos fazem a limpeza com produtos que não danificam o cabelo e a pele.

Low Poo é o uso de shampoos sem substâncias nocivas, como os sulfatos. O método de lavagem tradicional, com qualquer shampoo/condicionador muitas vezes deixa resíduos fazendo o cabelo ficar ressecado, sem vida.

As duas técnicas “proíbem” o uso de substâncias como sulfatos, óleos minerais, petrolatos, parafinas. O No Poo inclui a essa lista os silicones insolúveis.

 

no-poo-low-poo

Os sulfatos são detergentes muito fortes, que tiram as sujeiras, e também toda a oleosidade natural [e boa! ] do cabelo, todos os tratamentos hidratantes, enfim, tudo que estiver no caminho. Já os óleos, petrolatos, parafinas e silicones, são vendidos como hidratantes, mas eles agem apenas nas cutículas externas do cabelo, não hidratando profundamente, e impedindo que o cabelo absorva hidratação do meio. Eles criam uma capa, parecendo que o cabelo está hidratado, macio e sedoso, mas na verdade, a longo prazo, acabam prejudicando os fios.

Vou começar explicando mais sobre o No Poo:

Originalmente, No Poo era lavar os cabelos sem o uso de qualquer tipo de cosmético, então muitas pessoas usam apenas bicarbonato de sódio e Vinagre de Maçã. A Denise Rangel é uma dessas pessoas e diz que tem ótimos resultados. Ela fez até uma série de posts no Sturm und Drang contando como foi a mudança de produtos tradicionais para esta técnica.

Numa discussão no nosso grupo de e-mails sobre No e Low Poo, a bióloga Suzana Elvas falou um pouco do que acontece ao usar bicarbonato e vinagre nos cabelos.

“Ácido + base = sal + água. A gente foge de xampus com sal na fórmula e entope a cabeça com o mais básico deles toda a vez que lava a cabeça com bicarbonato e vinagre.

A longo prazo – bem longo, mas de maneira quase irremediável – a gente destrói o cabelo usando essa técnica. Quando você põe bicarbonato – diluído ou não – abre as escamas bem abertas, expondo a medula do fio no único lugar onde ele ainda tem vida (porque cabelo é tecido morto, como as unhas): perto da raiz. Aí você joga o vinagre e as escamas fecham. E você fica nesse abre e fecha e o resultado, depois de uns dois anos, é que o pedaço que estava perto do couro cabeludo cresce e o cabelo, depois de semanas, meses de abre-e-fecha, tá uma palha e o couro cabeludo, depois de um longo desequilíbrio da camada de lipídio, não sabe mais pra que lado correr.”

“Mas então, como é que faz pra limpar a cabelêra sem usar shampoo, e sem usar bicarbonato?”

O No Poo se baseia numa técnica chamada co-wash, ou seja lavar o cabelo com condicionador. É, parece estranho, mas dessa forma você não perde tanto a oleosidade natural do cabelo. Algumas pessoas usam uma mistura de condicionador [sem todos aqueles químicos] com o cocoamidopropil betaine, que ajuda a limpar o cabelo, mas de maneira menos agressiva que os sulfatos. E depois passar leave-in, gel, enfim, finalizar o cabelo como sempre

No caso de Low Poo você pode fazer o processo normal de cuidar do cabelo: shampoo, condicionador, finalizador, hidratação uma vez por semana, etc. com os produtos que não tenham aquelas substâncias na fórmula. É legal intercalar o uso do co-wash também para que o cabelo mantenha a hidratação natural.

Eu comecei a pesquisar, levei esse debate para o grupo de e-mails do LuluzinhaCamp, e agora estou abrindo o assunto aqui no blog, porque cada vez mais pessoas estão se interessando por alternativas para se cuidar. Escrevendo o texto conheci o canal do Youtube de uma fofa chamada Mari Morena. Neste vídeo ela explica de uma forma simples como funciona o No e Low Poo.

 

Se você se interessou por tudo que falei, veja os outros vídeos da Mari, procure grupos no Facebook sobre o assunto, escreva nos comentários, pesquise bastante! Esta lista de produtos liberados para técnica ajuda bastante quando você está começando a entender.

Estou há duas semanas fazendo o Low Poo e acho que ele está mais macio, mais ondulado. Mas vale lembrar que o processo demora a mostrar grandes resultados, principalmente se você costuma usar química no cabelo. O cabelo vai passar por um tipo de detox e então ficar lindo. E outra coisa importante: cada cabelo tem suas características, os produtos que dão certo pra uma podem não dar certo pra outra. Se você acha a ideia legal, pesquise, teste, experimente, e dê tempo ao cabelo.

#Luluzinhacamp2015 : o evento!

A edição deste ano do LuluzinhaCamp foi maravilhosa! Se você não foi, perdeu! 🙂

Com o oferecimento do WordPress.com, mulheres de várias partes do Brasil e do mundo, reuniram-se na Casa de Viver, em São Paulo, para mais um encontro nacional regado a doces, conversas e muito amor.

Luluzinhas! Foto de Nat Gunji

Luluzinhas! Foto de Nat Gunji

As conversas tomaram grande parte de nosso dia. Discutimos  e conversamos em roda sobre variados assuntos. Enquanto as discussões aconteciam, o bazar de trocas e a lojinha das Lulus prendadas faziam a alegria das mulheres presentes. Tudo regado a gostosuras e muita descontração.

Veja o que rolou no Luluzinhacamp 2015

Trilha LuluzinhaCamp – Discutimos sobre onde estamos e para onde vamos.? Com a querida Lucia Freitas, a doce Cátia Kitahara e todas as lulus presentes.

Trilha LuluzinhaCamp . Foto de Nat Gunji

Trilha LuluzinhaCamp . Foto de Nat Gunji

Roda de leitura, com Denise Rangel, uma reflexão  sobre desejos e mudanças, com um poema lindo da Roseana Murray.

Roda de Leitura. Foto de Nat Gunji

Roda de Leitura. Foto de Nat Gunji

Oficina de Coaching, com Patrícia Andrade, dicas sobre o que fazer para minimizar as ameaças e aproveitar as oportunidades. Valorize-se!

Oficina de Coaching. Foto de Denise Rangel

Oficina de Coaching. Foto de Denise Rangel

Discussão sobre blogs, com Cátia Kitahara e Juliana Garcia Sales. A criação de conteúdo e as mudanças de cenário na produção de conteúdo atual.

Blogs e Conteúdo. Foto de Paula Freitas.

Blogs e Conteúdo. Foto de Paula Freitas.

Feirinha de trocas e Lojinha de sabonetes artesanais maravilhoooosos da Dani Koetz. Um point no Luluzinhacamp!

Feira de Trocas e Lojinha das Lulus. Foto de Nat Gunji

Feira de Trocas e Lojinha das Lulus. Foto de Nat Gunji

Palestra sobre Tendências e Cool Hunting, com Cláudia Dedeski. A observação das pessoas e do mundo, a fim de definir novas tendências.

Palestra sobre Cool Hunting. Foto de Lanika.

Palestra sobre Segurança na internet, com Camila Gomes. Não ser rastreado na internet é uma necessidade para os mais diferentes perfis de pessoas.

Palestra sobre Segurança na internet. Foto de Denise Rangel

Palestra sobre Segurança na internet. Foto de Denise Rangel

Isto foi apenas uma palhinha do que aconteceu em nosso encontro. Nos próximos posts, traremos mais detalhes sobre as discussões e atividades desenvolvidas no LuluzinhaCamp2015.

Aguardem!

LuluzinhaCamp 2015

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Com o oferecimento luxuoso do WordPress.com (sim, aquele lugar santo onde a gente faz blogs gostosos em um segundo), está no ar a edição deste ano do LuluzinhaCamp.

Organizamos nossas conversas em três trilhas principais:

1. Meta: discutir o próprio grupo, falar sobre o site, manutenção, reforma, ideias pro futuro, potenciais.

2. Oficinas: bike, Roda de Leitura, .

3. O mundo (online/offline) que nos cerca: SUS, voluntariado, política, segurança, sustentabilidade.

Atividades já confirmadas

Segurança para Mulheres com a Camilla Gomes do MariaLab.

Roda de Leitura com a Denise Rangel

Trilha WordPress.com – Blogs, criação de conteúdo e as mudanças de cenário na produção de conteúdo atual (Cátia Kitahara, LuFreitas, Juliana Garcia Sales e quem mais quiser)

Trilha Outubro Rosa – SUS, saúde da mulher em geral e o que mais quisermos discutir sobre o assunto.

Trilha LuluzinhaCamp – Onde estamos e pra onde vamos? 

Feirinha de trocas – porque sabemos que vocês adoram!

Lojinhas das Lulus – um espaço para cada uma levar o que anda produzindo e vender/apresentar para as outras. Já temos algumas confirmações e vamos atualizando conforme o caldo engrossa.

Dicas para falar em público, com Carolina Fraga – que promete conversar sobre #AI com a gente também

Bate-papo sobre Mobilidade Urbana, com Vevê Mambrini

 

O que você precisa fazer para participar?

  • Preencher o formulário E pagar a inscrição
  • Traga a sua caneca e bebidas
  • Estamos organizando comidinhas para servir lá, mas se você quiser trazer aquele prato que só você faz, será mais que bem-vindo.

ONDE?

Casa de Viver, R. Afonso Celso, 140, Vila Mariana. Crianças são bem-vindas (e vocês avisem no grupo ou nos comentários para a gente reservar a sala das crianças…)

Horário

Das 10h às 18h. O horário entre 10h e 13h está reservado para a trilha meta do LuluzinhaCamp e instalação do layout novo aqui no site. 🙂

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