Filme: Os 3

Era uma tarde preguiçosa de quarta-feira. Depois de almoçar precisava matar o tempo até as 18h. Olhei rapidamente a lista de filmes no cinema do shopping e lá estava ‘Os 3′. Um boa surpresa. Um filme despretensioso que nos fala muito sobre as possibilidades que o amor encontra e que nós insistimos muitas vezes em negar ou não aceitar.

Cena do Filme Os 3.

Camila, Rafael e Cazé são três jovens estudantes que saíram de suas cidades pequenas e entediantes para morar em São Paulo. Se conhecem numa festa e decidem não se separar até o final do curso. Mas com uma condição: não pode rolar nada entre eles. E o filme existe justamente para mostrar o que acontece quando essa regra é quebrada. Sempre enchemos os relacionamentos de regras, tentamos fazer de tudo para que seja perfeito, mas somos imperfeitos e o bom é reconhecer isso. A trama, que envolve a participação em um reality show transmitido pela internet acoplado a um site de compras, serve apenas para amadurecer os personagens. Porque mesmo vivendo juntos, nem sempre somos totalmente verdadeiros.

Além de tudo, o filme questiona nossas formas limitadas de amar. Ao mostrar que o amor tem múltiplas possibilidades, que não precisamos acreditar que em fórmulas ou receitas, o importante é o desejo de estar junto. Um filme com poucos atores, mas muita sensibilidade.

 

Na cama pela paz

Yoko Ono, artista plástica e viúva de John Lennon, disponibilizou em seu canal do youtube o documentário Bed Peace, que acompanha o famoso protesto Bed-In. John e Yoko tinham se casado recentemente e decidiram usar a popularidade do evento para promover a paz. Ficaram uma semana em um quarto do hotel Hilton em Amsterdã, cercados por visitantes e jornalistas para pedir o fim da guerra do Vietnã. O protesto foi repetido em Montreal, atraindo enorme atenção midiática com um ato que até hoje permance icônico na cultura pop. No segundo final de semana, nasceu a canção “Give Peace a Chance”.

Yoko e John, no Bed-In

O objetivo de disponibilizar o documentário é apoiar pacifistas, Yoko resolveu liberar o vídeo nesta semana por conta da onda de violência em Londres. O vídeo fica no ar só até 21 de agosto, portanto corra para dar o play aí embaixo. Junto com o documentário Yoko deixou a seguinte mensagem:

“Queridos amigos,

Em 1969, John e eu fomos ingênuos ao pensar que fazendo o Bed-In ajudaria a mudar o mundo. Bem, pode ter ajudado. Mas na época, nós não sabíamos.

Mas foi bom que filmamos tudo. O filme é muito poderoso agora. O que dissemos naquela época poderia ter sido dito agora.

Na verdade, há coisas que dissemos no filme que podem encorajar e inspirar os ativistas de hoje. Boa sorte para todos nós. Vamos lembrar que a GUERRA ACABA se nós quisermos. Está nas nossas mãos e de ninguém mais. John gostaria de ter dito isso”.

Amor, Yoko.

Drew Barrymore

Faz tempo que Drew Barrymore não é mais a garotinha de E.T. Hoje além de atriz ela também é produtora e diretora, sempre procurando sair do óbvio, mesmo que seus filmes sejam comédias românticas. Ela inclusive defende a existência de comédias românticas ou rom-coms como são conhecidas nos Estados Unidos. Em uma entrevista de divulgação de seu filme Amor à Distância, Drew disse:

Pergunto sobre Amor à Distância e a importância de comédias românticas. “Preciso delas no final de um dia de merda – um final feliz e agradável, um conto de fadas”, ela concorda. “Por outro lado, gosto de filmes que são baseados na realidade, mas ainda assim mantêm a sua comédia.”

Sua personagem Erin é, ao mesmo tempo, dura e vulnerável ??- uma moderna Katharine Hepburn. “Não estou em um ponto da minha vida onde quero interpretar uma personagem que diz: “Eu só preciso me casar”. Juro por Deus, em algumas comédias românticas, as mulheres parecem estar tomando injeções de esteróides, e eu sinto que elas vão comer o marido vivo no dia do casamento. Isso só me apavora – Eu não quero fazer nada relacionado a isso. Eu quero ter um emprego. Na verdade, este filme faz a pergunta: Como você mantém o trabalho e o cara ‘? Essa é uma pergunta que estou interessada em discutir, não como eu vou arrancar seu cabelo fora, porque você roubou meu vestido de noiva “. Não me importo com isso. “

Drew Barrymore no filme Os Garotos da Minha Vida. Um dos meus preferidos.

Sempre gostei de ver Drew em cena com seu rostinho de menina. Ela lembra aquela nossa amiga louquinha que sempre sabe onde estão as melhores baladas escondidas na cidade e que tem os amigos mais modernos. Além de produtora do remake da nova série de tv As Panteras, Drew tem caminhado pela direção. Estreou em 2009 com o divertido Whip It! — que no Brasil ganhou o título: Garota Fantástica. Neste filme Ellen Page é Bliss Cavendar, uma texana de 17 anos que se vê diante de duas opções: levar a sério o concurso de beleza da cidadezinha onde vive ou tentar a sorte no circuito do “roller derby” – modalidade esportiva predominantemente feminina, com equipes disputando corrida de patinação em pistas ovais. No meio de tudo isso, é claro, ela conhece um carinha por quem se apaixona. Mas Bliss é nossa heroína da adolescência, vai lidar com os pais, a melhor amiga, o paquera e não vai deixar nada barato. Um filme com ótima trilha sonora, cenas de ação sobre patins e muito girl power.

E essa semana descobri que Drew dirigiu o clipe da música “Our Deal” para a banda Best Coast. No clipe uma garota e um garoto de gangues rivais se apaixonam, há todo um clima West Side Story e a música é ótima. No papel principal ainda temos a fofíssima Chloë Moretz, que é outra atriz que adoro. E a mão de Drew está lá, contando uma história cheia de sensibilidade e amor, com uma personagem durona e vulnerável, como todas somos.

O Fim da Saga Harry Potter

Talvez você seja do time das pessoas que estão felizes porque as pessoas vão finalmente parar de falar de Harry Potter, mas a verdade é que nesse mês, milhões de pessoas darão o seu adeus pessoal a maior saga literária/cinematográfica da atualidade. Sou o tipo de pessoa, completamente sem critério, que gostou de todos os filmes porque eles prolongaram o gostinho dos livros.

O último livro foi lançado em 2007, só coloquei as mãos em um exemplar no primeiro dia de 2008 e não larguei até terminar. Li em dois dias deitada numa rede, numa chácara completamente isolada, sem internet, sem telefone que pegasse direito, apenas com uma outra amiga para dividir a paixão pottermaníaca comigo. E chorei muito, porque J. K. Rowling pode não ter uma prosa elegante, mas sabe contar uma história como poucos sabem. Também odiei o epílogo como tantas outras pessoas, mas confesso não saber se foi por não gostar ou se foi para me iludir após o fim.

Imagem do filme "Harry Potter e as Relíquias da Morte - pt. 2"

Com o último filme foi a mesma coisa. Sexta-feira à noite do dia 15 de julho, e já comecei a chorar quando pressenti que tudo estava chegando ao fim. Não senti nada na minha cena favorita vista na tela grande, pois achei que foi tudo muito rápido, nem mesmo tive tempo de vibrar. Mas chorei copiosamente, soluçando, no fim daquele que acabou mostrando-se o maior personagem de toda história, Severo Snape.

Este post não é para fazer uma crítica do filme, porque simplesmente não consigo fazer isso. Esse post é para dizer a você que ama as histórias de Harry Potter e seus companheiros, que você e mais milhões em várias partes do mundo estavam comigo naquela sala escura, despedindo-se de seu personagem favorito, torcendo para que aquele momento fosse eterno.

Meia-Noite em Paris

Esse é o tipo de filme que fui sem esperar muita coisa. Fui porque gosto de Woody Allen, mas achei “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos” bem chatinho. Então, comprei o ingresso sem nenhuma pretensão, só porque entre tantos filmes chatos, um filme chato do Woody Allen não é tão chato assim. E qual não foi minha surpresa ao ser levada por uma viagem no tempo, cheia de charme. E mais, Allen me fez sentir alguma simpatia por Owen Wilson como ator.

Não posso contar muita coisa do filme, porque não quero estragar surpresas. O trailer espertíssimo, não conta absolutamente nada, então não sou eu quem vai tirar de você a chance de dar uma boa risada. Porém, além de toda mágica e energia do filme, há uma mensagem muito bacana. Sobre como nos prendemos a um passado idealizado e esquecemos do presente cotidiano. Há a dança, as frases de efeito, as grandes mentes, os clássicos, mas não podemos ficar presos a um passado em que não somos realmente alguém.

O filme é como um brioche. Provavelmente não mudará sua vida, mas será uma ótima experiência degustá-lo. A música é deliciosa, os figurinos preciosos, há milhares de cenas deslumbrantes de Paris, mas bom mesmo é sentar e se jogar nesse céu impressionista ou nos rinocerontes surrealistas. Rinocerontes!

Owen Wilson e Marion Cotillard em uma cena do filme Meia-Noite em Paris

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