Nós vamos ao Google I/O e precisamos da sua ajuda

logo google I/015

Orgulho pouco é bobagem. Duas mulheres da nossa comunidade, Camila Achutti e Bianca Brancaleone, foram selecionadas para ir ao Google I/O. E o que era festa virou desespero. Só de entrada são 900 dólares. Some a isso passagens aéreas, estadia (mesmo em hostel, cobrada em dólares) e um dinheirinho pra comer e a conta fica, por conta do câmbio, em R$ 3.500 para cada uma fácil.

A Bianca estava desesperada e nós resolvemos intervir. Sim, o LuluzinhaCamp quer você – e a sua contribuição – para enviar estas duas mulheres guerreiras, trabalhadoras da nossa internet, para Mountain View e São Francisco, viver em primeira mão não só as novidades do Google, mas também como é o racionamento e a seca no primeiro mundo.

Como não vai dar tempo de criar um projeto colaborativo como deveria ser no Catarse, a gente está colocando aqui embaixo um botão de doação. Você doa quanto puder, através do PagSeguro e nós vamos prestar contas não só da arrecadação como dos custos e gastos das nossas duas “enviadas”.
Capa da página Mulheres na Computação no Google+

Camila Achutti:

Camila Achutti tem 23 anos é Engenheira de Software da Iridescent, ONG americana de ensino e formação científica e tecnológica e Influenciadora digital na FIAP, onde esta liderando a Maratona de Aplicativos. Fundadora do blog Mulheres na Computação, Embaixadora do Technovation Challenge Brasil e Fellow do Brazil Innovators. Formada em Ciência da Computação pelo IME-USP e também mestranda pela mesma instituição, estagiou no Google em Mountain View e voltou para o Brasil decidida fazer o que ama: mostrar o poder de transformação da tecnologia e empreendedorismo!

Interessada em incentivar, discutir, difundir…assuntos relacionados a tecnologia e empreendedorismo. Com um pequeno detalhe: sob a ótica de uma jovem mulher!

Lidera atividades, principalmente para jovens, de ideação e prototipação de aplicativos! Ministra palestras sobre a questão de gênero na tecnologia em empresas e eventos.

  • (já resolveu a passagem, gentilmente oferecida pela FIAP)
  • 4 dias no Hostel Downtown -> $198 = 653 reais(gentilmente oferecida pela Fernanda Wieden)
  • ingresso $900 = 2.970 reais(gentilmente oferecida pelo Google)

facebook: https://www.facebook.com/camila.achutti

twitter: @CamilaAchutti

instagram: @camilaachutti

 

Bianca Brancaleone no Technovation Challenge, Sorocaba, SP, fevereiro de 2015

Bianca Brancaleone:

Sou de SP, me mudei pra Sorocaba há 1 ano e meio e moro com o Gui (que conheci pela internet pelos idos do Weblogger e ICQ) e com o Pacato. Tenho 27 anos, me formei em design e pós-graduei em Arquitetura da informação. Desde os 17 trabalho com web (comecei como designer), mas com 14 já fazia cursos pra aprender HTML no bloco de notas usando ~~frames~~

Adoro ler sobre tecnologia, ciência, comportamento, filosofia e afins. Minhas abas estão sempre lotadas (normalmente sobre textos com esses temas). Gosto bastante de cozinhar, de pintar camisetas, não gosto de ouvir música enquanto trabalho, gosto de tênis, estrelas, cores pastéis e de verde (não pastel), hahah!

Meu FB: https://www.facebook.com/bianca.brancaleone

Meu Pinterest (amo/sou Pinterest): https://www.pinterest.com/biabe/
Linkedin: https://www.linkedin.com/pub/bianca-brancaleone/8/855/432

 

  • Passagem aérea: US$ 665,00
  • Hospedagem: US$ 230,29
  • Alimentação/transporte: US$ 600,00

 

Nossa meta é arrecadar R$ 3.500,00 reais pra cada uma das moças o suficiente para que a dupla consiga ir. Isso vai dar conta do recado. Faremos atualizações semanais aqui e em nossos canais de comunicação para mostrar os resultados. Prestaremos conta de cada centavo arrecadado.





 

Como retribuição:

Vamos produzir posts e palestras para os quais você será convidada(o)

Camila vai produzir vídeos, que serão publicados oportunamente, liberados para todo mundo.

A nossa ideia é compartilhar tudo com vocês, que vão ajudar as nossas mulheres a irem a Mountain View e São Francisco descobrir as entranhas do Google – e todas as novas tendências.

 

UPDATE
 


UAU! Hoje, 13 de abril, contabilizamos R$1282,94 em doações. Agradecemos a:

  • Cintia Costa
  • Mariana Marcondes
  • Diego Yoneyama de Toledo
  • Bruno Longo
  • MARCIO MAZZA
  • Renata Alvetti Benevolo
  • Marina de Oliveira
  • Neep Host
  • Michel Porcino
  • Flávia Silva Alves
  • Cintia Danielle Buarque Vanderlei
  • raulmangolin
  • pxzin
  • HELOISA ANDRADE DE PAULA
  • Dex Works
  • Débora Pescuite Gonçalves Batista
  • Maytê de Carvalho Soares
  • Lidiane Silva Faria
  • MAÍRA CARVALHO TERMERO
  • Luiz Gustavo Gavinho
  • Ana Paula de Luca

Cada um doa quanto pode, quem não pode divulga, todos ganhamos.

Decoração de Natal com reciclagem tecnológica

Hoje em dia muita gente tem, pelo menos, um computador em casa. E com os avanços tecnológicos, o troca-troca que fazemos de material antigo para um novo, está cada vez mais frequente.

para quem não sabe, algumas peças de informática não podem ser descartadas em lixo comum (as placas, memórias, HDs, fontes, monitores e drives de DVD). Isso porque esses produtos, além de conterem partes recicláveis em sua composição, ainda contêm substâncias extremamente tóxicas tanto ao meio ambiente quanto para os seres humanos.

Então como proceder? E peças que não vão agredir o ambiente, como teclados e mouses? O que fazemos com tudo isso?

Bom, no blog Tecnologia Outonal eu já abordei esse tema pela parte do descarte consciente, informando onde você pode levar seu lixo eletrônico. Para ver o post, clique aqui.

Mas, já que nos aproximamos do Natal, por que não aproveitar algumas peças para uma decoração inusitada e bem diferente? Então, geeks, mãos à obra! 😉

Algumas memórias defeituosas (ou antigas) acumuladas ao longo do ano, podem gerar essa linda guirlanda!

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Ok, vc começou tem pouco tempo e não tem tanta plaquinha de memória assim? Então faça diferente… pendure-as na sua árvore com um lacinho e pronto!

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Aqueles teclados velhos podem formar lindas palavras.

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Um CD ou DVD que não vá usar mais ou que ficou com defeito… não jogue fora!! Veja como é fácil!

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Essa guirlanda aqui é pra quem tem um mix de peças e não sabe o que fazer com elas..rs

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Ada lovelace day: ou parem a violência de gênero dentro da área tecnológica

Revisão textual e contribuições da programadora web: Lanika Rigues

O “Dia de Ada Lovelace” foi criado em 2009 por Suw Charman-Anderson, como resultado do apagamento da presença feminina que algumas empresas insistiam e insistem em fazer nos eventos de tecnologia, sempre optando por palestrantes homens – apesar do destaque de mulheres em diversas áreas. A data escolhida foi em outubro, para melhor acomodar as atividades de todos os participantes do grupo, mas o aniversário real de Ada Lovelace é em dezembro. Em 2015 ela fará 200 anos de nascimento.

Tratamos o preconceito como algo do passado, mas ele ainda está presente no cotidiano de forma violenta, chegando ao ponto de uma pessoa se sentir ameaçada fisicamente e não se sentir segura ao se locomover pelo simples fato de ser mulher. O apagamento também é uma forma de violência – o número de mulheres na área de tecnologia já foi maior e diminuiu. Hoje, algumas organizações realizam eventos pelo mundo em homenagem à primeira programadora e a outras mulheres de destaque, com palestras dadas por mulheres que causaram impacto nas áreas de ciência, matemática e tecnologia. Ada, mesmo reconhecida internacionalmente pelo caráter único do seu trabalho, ainda hoje possui alguns detradores que colocam em dúvida a sua autoria.

 Participe:

(lista Luluzinha Camp)   https://groups.google.com/forum/#!forum/luluzinhacamp

(dados abertos e aplicativos do governo – tecnologia e gênero)  http://edemocracia.camara.gov.br/web/hackathon-de-genero-e-cidadania/forum#.VDZVePldV9t

Se você acha esta situação ruim, descobertas fundamentais realizadas por mulheres negras que participam da academia são ainda mais colocadas em xeque – elas precisam constantemente provar a sua capacidade – e isso vem de muitos anos antes da política de cotas sequer ter a possibilidade de implementação ou discussão. Muitas cientistas nunca foram reconhecidas, e isso ajudou a disseminar a ideia de que mulheres não são aptas para os números: Lisa Meitner fez cálculos que permitiram a descoberta da fusão nuclear; Rosalin Franklin fez a fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA; Nettie Stevens descobriu os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas. Por fim Hedy Lamarr, que durante a Segunda Guerra Mundial criou um aparelho de comunicação capaz de despistar radares nazistas – esta tecnologia serviu de base para criar o celular. Nos casos em que a equipe ganhou o prêmio Nobel, as mulheres muitas vezes não foram citadas, sequer como co-autoras!

Lady Ada, por Lisa Congdon. Fonte: http://www.vlsci.org.au/page/publications

Se falamos em pouco progresso, em 2014 houve o #gamergate: as ofensas não eram críticas somente à capacidade, mas apenas e tão somente devido ao fato de ser mulher. Em uma indústria que se diz de ponta, seria de se esperar que a maneira de tratar a mulher devesse ser também avançada, mas o que vimos foi a comunidade gamer ignorar, minimizar e distorcer um acontecimento e ainda espalhar fotos de uma desenvolvedora de jogos nua. Lembrando que o machismo pode ser reproduzido por outros gêneros e não se restringe apenas ao masculino.

Na contramão disso houve o engajamento e a declaração da artista Emma Watson, que lançou a campanha He for She. Nele, ela reafirma que o protagonismo, discussão e liderança no feminismo são das mulheres, sempre; o programa incentiva a parceria, apoio e reflexão dos homens na luta pela igualdade dos gêneros na prática e diz que a presença masculina é mais que bem-vinda.

Filha do poeta Lord Byron e Annabella Milbanke – chamada pelo esposo carinhosamente de Princesa dos Paralelogramos – Augusta Ada Byron foi fruto de um casamento que durou pouco e teve pouca convivência paterna. Tinha saúde delicada, e teve como tutora na área a matemática Mary Sommerville (que traduziu para o inglês Mécanique Céleste de Laplace).

Em 1833 aos 18 anos Ada Byron foi apresentada a Charles Babbage, que era amigo de Mrs Somerville, em uma festa na corte. Fascinada com a máquina analítica após visitar o laboratório de Babbage, acompanhou suas pesquisas e mais tarde se dedicou a traduzir um artigo de Luigi Menabrea “De sur la máquina analytique”. As notas que a “Encantadora dos Números” escreveu tinham o triplo do tamanho do que traduzira, mais longas do que o texto em si. A tradução a levou a escrever o primeiro algoritmo para calcular números de Bernoulli.

Após o casamento, Ada tornou-se Lady Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, mãe de três filhos. Era uma mulher à frente do seu tempo, que flertou abertamente e protagonizou vários escândalos – por isso parte da sua correspondência foi perdida, destruída pelo marido. A continuidade de seu trabalho científico foi prejudicada pela falta de interlocutores após a doença e falência de Babbage. Parte ainda se prejudicou pelo seu hábito de fazer apostas em cavalos e a fragilidade do seu estado de saúde se acentuou quando substituiu suas refeições por vinho e ópio.

Hoje conhecida como Ada Lovelace, Lady Ada é considerada a primeira programadora da história pois escreveu o que se considera o primeiro algoritmo a ser interpretado por uma máquina. Segundo historiadores, a maior contribuição de Lady Ada à programação foi vislumbrar que o computador mecânico poderia fazer outras operações além de simplesmente fazer contas com números – operações complexas relacionadas à composição musical, por exemplo.

Notas de Lovelace foram publicadas pela primeira vez no The Ladies’ Diary, e no livro de Richard Taylor Memoirs Científica Volume 3 em 1843 como AAL. O algoritmo teria funcionado se a máquina de Babbage tivesse realmente sido construída, mas o projeto só foi realmente efetivado em 2002 pelo Museu da História do Computador, em Londres.

 

Participe mais:

http://luluzinhacamp.com/sobre/

http://mulheresnacomputacao.com/

https://www.facebook.com/GiTSaoPaulo/

https://www.facebook.com/onumulheresbrasil

https://www.facebook.com/femininolivre/

https://pt-br.facebook.com/nucleogetec

https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

 https://www.facebook.com/groups/533067570082981/

(traduza) http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Meetup/Ada_Lovelace_Edit-a-thon_2013_-_Brown

 

Biografias e livros :

A Passion for Science: Stories of Discovery and Invention

http://findingada.com/book/ada-lovelace-victorian-computing-visionary/

Negras e Negros Inventores, Cientistas e Pioneiros – Contribuições para o desenvolvimento da humanidade http://leiaoestatutodaigualdaderacial.blogspot.com.br/2013/01/negras-e-negros-inventores-cientistas-e.html

Essinger, James: (2013) A Female Genius: How Ada Lovelace Started the Computer Age.

Ada´s Algorithm: How Lord Byron’s Daughter Ada Lovelace Launched the Digital Age (lançamento out/2014) http://www.theatlantic.com/technology/archive/2014/09/before-computers-people-programmed-looms/380163/

Walter Isaacson (mesmo autor da biografia do Steve Jobs) : lançamento out/2014 THE INNOVATORS How a Group of Hackers, Geniuses, and Geeks Created the Digital Revolution. New York Times (em ingles) http://www.nytimes.com/2014/10/09/arts/walter-isaacsons-the-innovators-studies-computer-wizards.html

J Baum, The Calculating Passion of Ada Bryon (Hamden, 1986).

M Elwin, Lord Byron’s family : Annabelle, Ada, and Augusta, 1816-1824 (London, 1975).

D L Moore, Ada, Countess of Lovelace: Byron’s Legitimate Daughter (London, 1977).

D K Stein, Ada : A Life and a Legacy (Cambridge Mass., 1985).

B A Toole, Ada, the enchantress of numbers : a selection from the letters of Lord Byron’s daughter and her description of the first computer (Mill Valley, Calif., 1992).

 

 Saiba ainda mais:

https://www.adafruit.com/about

16 outros grandes nomes femininos na computação https://www.sdsc.edu/ScienceWomen/

Vídeos sobre Ada Lovelace http://mulheresnacomputacao.com/2013/10/15/ada-lovelace-day-2013/

Biografia de Lovelace em quadrinhos http://sydneypadua.com/2dgoggles/lovelace-the-origin-2/

presença em peso de mulheres em evento de tecnologia – qual a diferença? http://www.ebc.com.br/tecnologia/galeria/imagens/2012/10/latinoware-2012-se-destaca-pela-grande-presenca-de-mulheres

https://www.facebook.com/GarotasCPBr

http://mulheresnatecnologia.org/evento

http://www.hackagenda.com.br/

http://ada.vc/

 

(patrocine)

 https://www.indiegogo.com/projects/ada-lovelace-day-live-2014

http://observador.pt/2014/08/21/bonecas-com-profissoes-ligadas-querem-inspirar-criancas/

http://rodadahacker.com/quanto-custa-uma-rodada-hacker-uma-conta-de-papel-de-pao/

 

Doodle de 2012 em homenagem ao primeiro dos programadores da história : 197º aniversário de Ada Lovelace

fonte: google http://www.google.com/doodles/ada-lovelaces-197th-birthday

 

Referências:

http://findingada.com/blog/2009/01/05/ada-lovelace-day/

http://www.newscientist.com/blogs/shortsharpscience/2009/03/ada-lovelace-day.html

http://www.geledes.org.br/racismo-e-preconceitos/casos-de-preconceito/

http://www-history.mcs.st-and.ac.uk/Biographies/Lovelace.html

http://www.britannica.com/eb/article-9049130/Ada-King-countess-of-Lovelace

http://blogs.estadao.com.br/link/as-pioneiras-que-a-tecnologia-esqueceu/

http://www.miniweb.com.br/atualidade/tecnologia/artigos/ada_%20byron.html

http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/7-coisas-que-voce-deveria-saber-sobre-ada-lovelace/

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/paisagem-fabricada/2012/10/22/ada-lovelace-a-primeira-programadora/

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/internacional/noticia/2014/10/12/evolucao-da-tecnologia-nao-seria-a-mesma-sem-as-mulheres-150665.php

http://operahouse.com.br/blog.php?u=ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia

http://blogs.estadao.com.br/link/quem-e-ada-lovelace-e-por-que-ela-tem-um-dia/

http://www.dirigida.com.br/news/pt_br/ada_lovelace_a_primeira_programadora_do_mundo_r7/redirect_10678055.html

http://br4d4.wordpress.com/tag/ada-lovelace/

http://www.softwarepublico.gov.br/O_que_e_o_SPB

http://thinkolga.com/2014/04/11/as-seguidoras-de-ada-lovelace/

http://jurassicdos.blogspot.com.br/2012/10/ada-lovelace-day.html

(discussão sobre programador/programadora)

http://vidadeprogramador.com.br/2011/09/03/desde-quando-mulher-sabe-programar/

http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/mulherio/ada-lovelace-a-primeira-programadora-da-historia-4/

Camila Achuti no Papo Acima da Média

Camila Achutti no Google Women in Tech

Camila palestrando no Google Women in Tech, que aconteceu em março de 2014

A Camila Achutti, do Mulheres na Computação, entrou no horizonte LuluzinhaCamp quando fui dar uma força pra RodAdaHacker. Foi amor à primeira vista. Grandona, ativa, ativista, a Camila, ainda por cima, é inteligente e linda!

Depois disso, claro, passei a seguir a moça por aí. Fui testemunha da sua ida para o Google, as rodas do Technovation Challenge e ela ser capa da InfoExame em março, numa matéria em que as mulheres eram o destaque.

Claro que quem conhece a Camila não se surpreende. A moça é fera mesmo e está só começando a voar. Daí que este post é pra falar um pouco de tecnologia, inovação e vontade de mudar o mundo, pelos olhos da Camila.

Daí outro dia, vi um convite dela para o hangout Papo Acima da Média, com universitários. E assisti. Foi daí que nasceu esse post, porque ouvir a Camila falar é um prazer. E ela fala sem medo de algoritmo, como fazer tecnologia e como a tecnologia é muito parecida com a vida, isso se aplica pra todo mundo – basta você ter um tiquinho de imaginação e ver o mundo de forma mais aberta.

Abaixo, as frases da Camila que me tocaram… (logo depois está o vídeo com o hangout).

Tem que testar e errar, não tem como analisar e ficar só com isso.

Eu quero mudar o Brasil. Fora eu me sinto mais uma, aqui eu me sinto catalisadora de mudanças.

A vida profissional tem que estar alinhada com o pessoal e os ideais.

Falta, no Brasil, que a academia e o mercado conversem mais.

Não acho que a faculdade vale pelas aulas. Interessa o cenário. Acho a iniciação científica uma experiência essencial.

Eu tenho como regra me expor o máximo que posso, raramente digo não para qualquer coisa logo de cara. Tudo o que me aconteceu foi por conta disso.

Façam esporte.

Se jogue.

Nos EUA – as pessoas fazem. Com tecnologia tem que testar, tem que ir e testar, nada é bem sucedido se não sair de casa e testar. Essa é a grande coisa da tecnologia de alto impacto. Não somos uma lavanderia, neste negócio é mais fácil não falhar, tem modelo pronto.

É preciso valorizar a falha, aprende3r com o erro – e conte para os outros para eles não cometerem o mesmo erro. A chance de inovadores errarem é maior.

Aqui no Brasil, as pessoas não contam as suas ideias com medo de serem roubadas. Nos EUA, já saem perguntando: como posso ajudar?

Está na faculdade? Estude muito. Tem muita linguagem, muito tudo, tem que se expor ao máximo. Claro que você não vai conhecer tudo. Para se destacar, tem que saber T – estuda muito algo específico, que você é boa, para ser conhecida, mas sabe as outras áreas.

Nunca parar de estudar. Se ficar parado é mais difícil – é preciso ler tudo: feed, twitter, Facebook.

Quais são as mulheres que inspiram a Camila? Ada Lovelace, paixão pela matemática. Valeria Aurora. Maria Gaetana, filósofa, linguista, matemática, doodle de hoje.

A maior vantagem de trabalhar como eu, em home office, é que você faz tudo o que quer, como quer. Não se contentem com empresas ruins quando existem tantas oportunidades. Se ninguém quer trabalhar com você, você está fazendo cagada.

O hangout na integra:

foto: divulgação.

Um leitor digital para chamar de seu

e-reader / imagem: Jéssica Aline

Kindle  / imagem: Jéssica Aline

E foi assim… A Fran (@francineemilia) foi na casa da Re Correa (@letrapreta), que apaixonou pelo Kobo Mini dela e ficou sonhando com um leitor digital para chamar de seu.

“Quais são as opções do mercado? Porque o kindle é hypado? Posso fazer anotações? Eles possuem navegador para se eu quiser, sei lá, copiar um parágrafo e postar no meu face ou no meu blog? E os custos? A oferta de títulos é mesmo farta?” – Renata Correa

E como todo bom papo no grupo Luluzinha Camp merece ser compartilhado, segue uma compilação com dicas, truques e quebra-galhos. Aproveitem!

Os prós e contras dos leitores digitais

“Ainda prefiro o livro de papel (<3), mas pela praticidade não tem nem como discutir!” – Ana Paula Sá

No geral, as vantagens de um eReader são:

  • Não emite luz direta: o problema de se ler no computador ou em outros dispositivos eletrônicos é que a luz emitida pelo aparelho incide diretamente em nossos olhos, tornando a leitura cansativa. Ajustar o brilho das telas sempre é uma opção, porém, os e-readers utilizam uma tecnologia em suas telas chamada e-ink cuja visibilidade se aproxima muito a do papel, além de não emitirem luz ou possuírem luz indireta para leitura nortuna;
  • Leveza: enquanto tablets de 7 polegadas pesam entre 400 e 600 gramas, e-readers pesam em torno de 200 gramas;
  • Preço: os e-readers chegaram com força no último ano no Brasil, com preços variando entre R$260 a R$699 dependendo do modelo e funções. Então, desde o estudante que faz estágio até quem está com o bolso mais cheio pode encontrar opções.
  • Bateria: os e-readers são extremamente econômicos em termos de bateria, especialmente os modelos em que não há nenhum tipo de luz sendo emitida. Em alguns deles a bateria pode durar um mês, mesmo utilizando-o por uma média de uma hora por dia.
  • Capacidade de armazenamento: o melhor benefício dos livros digitais é não ter mais livros enormes pegando poeira nas estantes. A maioria dos e-readers tem boa capacidade de armazenamento e alguns modelos possuem entrada para cartão micro SD.
  • Concentração na leitura: os e-readers acessam a internet para realizar compras de livros ou enviar informações a redes sociais, mas não acessam emails, nem possuem jogos, nem navegam na internet. Sua única e principal função é proporcionar a leitura, seja de livros ou assinaturas de revistas e jornais. Sem distrações fica mais fácil se concentrar.

Talvez, a principal desvantagem de um eReader seja o fato de que ele serve apenas para ler. Num mundo em que temos gadgets que realizam tantas funções ao mesmo tempo, parece até estranho ter um aparelho tão simples. Porém, um eReader pode ser um ótimo companheiro para momentos de lazer.

Vale lembrar também que cada aparelho eReader lê formatos específicos de arquivo. A maioria não lê o formato .pdf como nativo, havendo quebras na configuração, mas no final desse post há dicas de conversores que podem resolver seu problema.

Kindle

A Carla do Brasil iniciou a conversa compartilhando seu amor pelo Kindle Touch e, apesar de não ter experimentado outro leitor digital, não troca por nada nesse mundo. Afinal, o kindle permite compartilhar com twitter e facebook. Além de possibilitar anotações, grifar, e ler no computador o que foi lido no kindle, dessa forma conseguindo copiar/colar.

“Ganhei o meu Kindle Touch há um ano e não teve um dia desde então que eu não o carreguei na bolsa e gastei, pelo menos, 15 minutos lendo. Ele é básico, mas ótimo.” – Marina Maciel

Para Jessica Aline, “o kindle é hypado por conectar na biblioteca a amazon, ter sido o primeiro e, imo, tem o melhor acabamento, comparando com o nook e o kobo. e o suporte da amazon é lindo. meu primeiro kindle veio do mercado livre, pifou bem depois do fim da garantia e eles trocaram”. Para quem lê em inglês o acesso ao acervo da Amazon é vantajoso, porque os preços dos e-books em dólar costumam ser melhores.

Nota: Ele NÃO foi feito para navegar apesar de ter um navegador, ressaltou Bruna Bites. É bem limitado nesse sentido e aí aparecem as pessoas falando de iPad, que é bem mais caro e tem outro tipo de uso

Enquanto isso a Gabriela Nardy suspira pelo Kindle Paperwhite. Testado e aprovado pela Ana Paula Sá, ela já testou na praia e a noite e funcionou muito bem. A vantagem é que realmente não cansa a vista como um notebook ou tablet. A sensação é de papel mesmo, com a vantagem de ser muito leve. “Carrego sempre.”

O kindle só lê eBooks no formato dele. Para administrar, recomenda-se usar o Calibre, um software livre que permite converter e administrar títulos.

Kobo

E a Fran segue apaixonada pelo seu Kobo Mini. “Ele é básico. É feito pra ler e basicamente apenas isso… Dá pra logar no facebook e compartilhar alguns trechos e tem um dicionário bacana. E ressaltou seus pontos fortes (em sua opinião)

  • não tem dificuldade alguma de ser detectado no linux – o linux entende ele como pen drive e você joga o livro lá – e achou muito pratico para comprar livros.
  • realmente cabe no bolso. (para a Fran isso é muito bom, porque anda de transporte publico e as vezes precisa descer correndo do onibus. Sendo assim, mais facil pôr no bolso da frente que na mochila…

(Coisas de Francine… rs)

No caso da Bia Cardoso, a decisão de optar por um Kobo Touch e não um Kindle foi simples: ela não lê em inglês. Para Bia, a oferta de livros em português que a interessam é maior para o kobo, já que a livraria cultura esta vendendo e estimulando as editoras brasileiras a disponibilizar livros em formato digital.

Segundo ela, um ponto negativo é que o kobo é bem ruim para ler pdf, pois precisa ajustar o texto manualmente e toda vez que muda a página perde a configuração. No entanto, para ler os livros digitais nos formatos que ele acessa é lindo. E tem dicionário também.

Nook

Simone Miletic tem um Nook da Barnes And Noble, e pagou US$ 129 (o preto e branco), pois um amigo trouxe de uma viagem.

Escolheu este porque por aqui ainda não tinha o kobo e assim como a Bia Cardoso, não queria ler em inglês.

Ao contrário do Kindle, o Nook aceita qualquer formato sem precisar de conversão e assim foi possível adquirir os ebooks que existiam por aqui antes da Amazon aparecer.

iPads, Tablets e smartphones em geral

Apesar de ser uma opção como leitor digital, um ponto negativo foi unanimidade entre praticamente todas as Luluzinhas: a luminosidade excessiva de iPads e tablets, cansa demais a vista.

Até é possível colocar uma película fosca, que melhora, mas aí você perde a qualidade para vídeos, por exemplo, lembrou a Simone Miletic.

Nota: Lembrem-se: existem apps do kindle e do kobo para serem usados em iPads e tablets.

Dicas de Lulu para Lulu na escolha do seu leitor digital

E para desanuviar suas dúvidas (ou complicar de vez) seguem algumas dicas de Lulu para Lulu sobre porque escolher este e não aquele leitor digital.

  • “Todos os modelos do Kindle permitem grifos mas nem todos permitem anotações, é bom ir num quiosque e fuçar.” – Jessica Aline
  • “A iluminação é fator determinante pra mim, porque leio muito quando já to deitada (o iPad é ótimo nisso, mas tem o peso…)” – Rina Pri
  • “No kindle, como o arquivamento dos livros é na nuvem, eu tenho acesso a todos os livros em qualquer lugar sempre. No Kobo o arquivamento é em cartão de memória, então só tenho esse acesso se os livros estiverem no dispositivo.”- Rina Pri
  • “No kindle, livros que não são comprados/baixados diretamente da amazon não têm como serem enviados pra estante virtual. Ficam só no aparelho.” – Rina Pri
  • “No Kindle, as compras feitas ficam associadas a sua conta, ou seja, se você estiver em algum lugar sem seu Kindle, mas com um aplicativo Kindle para iPhone, por exemplo, e quiser baixar um livro já comprado você pode. Ele será baixado e guardado na memória do aparelho, assim como aqueles que você baixou no Kindle estão na memória do Kindle – caso contrário você não teria acesso a eles quando estivesse sem acesso a rede WiFi.” – Simone Miletic
  • “O Kobo, Nook, Galaxy (sem ser pelo aplicativo do Kindle), usam de outros aplicativos para carregar os livros nos aparelhos – eu uso o da Adobe, por exemplo – e normalmente estes aplicativos fazem a estante em seu computador de forma semelhante a esta que fica na Amazon e você carrega no aparelho os livros que quer.” – Simone Miletic

Conversores de e-books

O mais popular gerenciador e conversor de formatos para e-books é o Calibre. Ao baixá-lo, você indica qual é seu e-reader e ele automaticamente detecta os formatos nativos. A partir daí, pode-se converter qualquer arquivo de texto ou e-book no formato desejado. A interface é simples e intuitiva.

  • Site oficial do Calibre (gerenciador e conversor de ebooks)
  • E clique aqui para acessar um pequeno guia do Calibre

Acervo de livros digitais

Bruna Bites bem lembrou que a vinda da Amazon para o Brasil deixou as coisas ainda melhores. Há vasto acervo internacional e no Brasil está crescendo no mesmo sentindo.

Os preços dos livros podem variar bastante. Os lançamentos muitas vezes custam o mesmo do livro físico ou até mais. Na amazon há um quantidade enorme de livros por cerca de 9 reais. Já as edições do kobo são um pouco mais caras na kobobooks.com.

E Jessica Aline completou: a oferta de livros digitais é boa, especialmente de lançamentos, mas os preços nem sempre são exatamente competitivos. A Companhia das Letras está com um ótimo acervo, o problema é que o preço é praticamente o mesmo do livro comum, completou Srta Bia.

Livros sem copyright podem ser baixados em sites como Project Guthembergh. Que converte livros de um formato para outro. Quando eles não tem DRM, é trabalho de um minuto, seja usando um software (o Calibre, já citado) ou o site Online Converter. (Dica da Jessica Aline)

Links para baixar eBooks em português


*Agradecimento especial  a todas as Lulus que comentaram sobre esse assunto no grupo e ajudaram este post a ficar tão rico, sobretudo Bia Cardoso e Lucia Freitas que ajudaram na edição.

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Outubro Rosa

Outubro Rosa 2014

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