#primeiroassedio

primeiro assedio

Pode ser linda a coragem de falar sobre uma coisa terrível. Inspiradas no @ThinkOlga e na hashtag #primeiroassedio milhares de mulheres compartilharam seus casos. No Twitter, no FB, em grupos de discussão. Foram 82 mil tweets sobre o assunto, até a meia noite de domingo, 25. E tem mais escondido na página do Zuck.

Para você que estava na Terra do Nunca, um resumo: na estreia do programa MasterChef Júnior, dia 20 de outubro, houve quem tivesse a coragem de fazer comentários sexuais sobre uma menina de 12 anos, que participa do programa.

Houve homens contando seus casos de assédio. Assédio – principalmente com crianças – é algo nojento horrível injustificável. Se adjetivos não faltam para desqualificar a atitude, sobram histórias – que continuam a reverberar, mais de 10 dias depois do fato.

O espaço público – e nossos corpos – nos pertencem. Mulheres, por incrível que possa parecer a alguns (cof, Cunha, cof) são, sim, cidadãs e têm direito à segurança e decidir o que querem para si. #primeiroassedio mostra que ainda estamos muito, muito longe disso.

Tudo bem não conseguir contar, tudo bem escrever e deixar só para você. Tudo bem só olhar fotos de filhotinhos por uma semana. O assunto é uma merda. Só não dá é pra ficar calada e quietinha – e fingir que nada aconteceu.

Como muito bem disse a JoutJout no vídeo sobre o assunto: tem que fazer escândalo, sim!

Sim, houve compartilhamento de histórias entre nós. Sim, elas estão abaixo, sem identificar as protagonistas.

 

Eu tava aqui pensando em como é difícil pra gente conseguir isso, essa libertação. Eu vi os relatos e fiquei arrasada. Eu chorava sem parar. É sempre gente muito novinha, muito criança. Às vezes por gente em quem a gente confia e às vezes por completos estranhos na rua, no ônibus, em qualquer lugar.

No meu caso, foi no caminho da escola e quando eu cheguei lá apavorada, contei pras pessoas, professores e colegas, que um cara tinha me seguido e falado um monte de coisa horrível, as pessoas disseram que eu devia estar feliz de ter arrumado um namorado, já que eu era gorda.

E quando eu fui contar o que aconteceu, ontem no fb, ainda ponderei. Mas não se eu estava pronta pra falar sobre aquilo, mas se eu não ia ser chata, se não ia me indispor com a família, se a família do meu marido ia interpretar mal e todas essas coisas.

Foi esse meu medo que me fez tomar coragem e falar.

A gente não pode mais se calar.

A.

Eu li alguns, fiquei angustiada, parei de ler e voltei pra rotina. Escrevi o meu, apaguei, reescrevi e apaguei mais umas trocentas vezes e não consegui publicar. Voltei pro twitter, li novamente, fiquei puta com uns imbecis que entraram na # no twitter e desisti de ler e acompanhar porque é muito triste pra quem sofre e pra quem não entende e julga.

P.

Não consigo parar de pensar na minha filha, com 4 anos e querer sair correndo com ela do Brasil. E abraçar e apertar.

Se eu empoderar ela pode apanhar. Se eu ensinar a ter medo, eles aproveitam para agredir. Ela é bonita. Até quando vou conseguir evitar que homens sexualizem a imagem dela? Não tem pra onde correr. Eu quero vomitar.

E.

Nossa, tô impressionada como cada mulher tem ao menos uma história de assédio pra contar… A minha eu havia esquecido até fazer uma sessão de renascimento e vir tudo à tona… Meninos mais velhos do prédio que me passavam a mão em todos os lugares e pediam pra ver a minha calcinha. Não consigo entender porque eu deixava e porque não contava aos meus pais… E também porquê meus pais e irmãos não conseguiam perceber, visto que a interação com estes meninos (amigos dos irmãos) era constante…

E como educar/ensinar as crianças a se protegerem quando não estivermos por perto? O que vocês fazem? A única coisa que eu e meu marido orientamos os filhos dele é que só eles mesmos, a mãe e o pai podem tocar/lavar/olhar o corpo, principalmente o pinto e o bumbum. Mas será que é suficiente?

C.

Pior é que eu lembrei de uma situação que nunca tinha pensado como abuso… Eu meio que recalcava que isso era “normal da idade”.

16 anos, numa viagem pro interior da Bahia com a escola. Todo mundo naquele furor hormonal, pegação total dentro do busão… Mas enfim, eu era bem fechada/tímida/meio carola até… Enfim. Num determinado momento eu resolvi ficar andando pelo ônibus e tava todo mundo em pé no corredor ou trepado nas cadeiras. E passei perto de um colega da sala que e achava bem bonito e tal, mas nunca tinha me dado muita moral. Ele me deu uma dedada por cima da calça jeans. Assim, do nada. Eu fiquei atordoada. Eu me sentia atraída por ele, mas isso era confuso pra mim. Será que só por isso ele tinha esse direito? Era assim que funcionava as pegações? Sei que ele me olhou bem nos olhos e deu uma piscada ou um sorriso, não consigo me lembrar direito. E eu fiquei bamba. De nervoso, de angústia. Ninguém nunca tinha me tocado nem nos seios. E pra tocarem mesmo, com meu consentimento e vontade, demorou uns 2 anos após isso e eu ainda tinha muito medo. E culpa. Maldita culpa. Malditas violências.

P.

Eu travei várias vezes. Chorei todos os dias ao longo da última semana. Tive raiva, nojo, medo, angústia, vontade de sumir do mapa, literalmente. Briguei com o marido só pra não ter contato íntimo. Mas eu concordo que só dá pra mudar se o assunto se assume um assunto. Se fica nas sombras, não tem diálogo. Mexer na merda faz feder, mas tem que varrer, tem que tirar da frente, não tem outro jeito.

Eu sempre tive a sensação de olhar ao meu redor e ver que todas tinham uma história dessas guardada. Mas ninguém dava o pontapé inicial, todo mundo se achava exceção, todo mundo tinha medo e vergonha, então todas se escondiam naquela “carinha de menina pura que nunca fez nada pra merecer algo do tipo” ou de “menina pura que não tem marcas desse tipo”. Você não podia nem transparecer a possibilidade de já ter vivido um abuso, a gente vivia num jogo de aparências. Mas eu percebia os olhares, meio que o tal do “entendedores entenderão”.

Por causa do #primeiroassédio, hoje eu posso falar disso sem me expor individualmente, sem esperar aqueles olhares curiosos de “se você está falando isso é porque viveu”, como se eu fosse um ET. Como se eu tivesse obrigação de contar o meu caso, já que estou falando com tanta certeza que isso é relevante. Ou até de que eu seria uma exceção, que não poderia generalizar, já que foi uma experiência individual. Resumindo, eu fiquei feliz porque saímos do âmbito individual. O tema virou coletivo, e isso nos protege e nos liberta. Isso é lindo.

Mas, mesmo assim, eu ainda não me sinto à vontade de falar publicamente sobre o meu caso. Não por ser pior do que qualquer outro, mas é um misto de sentimentos e conflitos internos muito difíceis de lidar. Como em muitos casos, envolve minha família, gente que eu gosto muito e que vai ver o mundo cair. Não estou preparada pra sentir (de novo) o machismo contra mim, dentro da família, manja? Vejo minha mãe toda engajada no tema e com medo de fazê-la sofrer com meus relatos. Ela até sabe (muito por alto), mas foi o pai dela, com a filha dela. É muito foda pra todo mundo. Eu só queria que ele morresse logo pra eu poder mandar ele à puta que o pariu, que o fantasma de que ele está vivo por aí fosse embora deste mundo. Pensa em como eu olho pros avós da minha filha hoje? Pro meu próprio pai que nunca me fez uma gota de maldade? Não confio em ninguém. É uma neurose eterna. Quanta gente vive assim? Tem que gritar, mesmo, como a Jout Jout falou. E dar soco na cara e chute no saco, desculpem a sinceridade.

Vou dormir com um nozinho na garganta agora, porque dói mexer em ferida, mas é assim que ela vai curando aos poucos também.

M.

Meu #primeiroassedio também aconteceu dentro de casa. Tinha no máximo uns 7 anos e é muito tenso pensar que alguém que hoje tem filhos e fica pregando o amor de Deus, tenha tido coragem de fazer o que fez. Sendo filho dos mesmos pais, sendo sangue do meu sangue.

Depois tiveram outros. Um primo que “gostava tanto de mim” que vivia me levando pra passear pelo bairro pra poder passar a mão no meu corpo com a desculpa de que ia ajeitar minha roupinha. Depois o filho da minha madrinha de batismo q uma vez mostrou o pinto e disse que iria colocar todinho em mim, que uma hora ele iria “me pegar” sem se importar se eu quisesse, claro que corri dele a vida toda e dei graças a Deus quando ele foi atropelado e morreu ainda adolescente.

E a ultima que me lembro de um outro primo já adulto, era vizinho, eu devia ter uns 13 anos, esperou a oportunidade de me encontrar sozinha em casa pra entrar e trancar a porta, falando “agora você não me escapa”, corri dentro de casa mas ele conseguiu me encurralar na lavanderia e se esfregar em mim com o pau pra fora. Essa foi a única vez que tive coragem de contar pra minha mãe, afinal eu já era grandinha pra falar do assunto que sempre fora tabu entre nós duas (ela nunca falou sobre sexo comigo sob hipótese alguma) e claro que dentro do machismo incutido na mente dela, achou que eu tinha provocado e por isso ele foi pra cima de mim. Bem feito! (sim, ela me disse isso!)

Hoje tenho muitos problemas relacionados a sexualidade e tenho certeza que estes acontecimentos tem uma grande parcela de culpa nisso. Sou casada e tento remediar a situação conforme dá, já pensei até em fazer terapia, mas sempre vou deixando pra depois… enfim, já me sinto mais aliviada por ter podido contar pelo menos pra vocês aqui.

P.

Pelas entrelinhas do seu segundo parágrafo, percebo que sua história é parecida com a minha. Penso a mesma coisa. Sangue do meu sangue. Nunca consegui falar sobre isso com ninguém, ninguém mesmo. Tenho vergonha até de pensar na frase dentro da minha cabeça, escrever ou falar ainda é meio que inconcebível para mim.

Essa é uma das razões que não saio na rua sozinha, tenho muito medo. Tenho medo de ficar em qualquer ambiente sozinha com algum homem. Qualquer homem. Só me sinto segura com meu namorado (que nem sem sonha com o que aconteceu).

Essa é razão pela qual só consegui pensar (e fazer) em sexo aos 24 anos e ainda assim com muita dificuldade.

Então um abraço muito apertado para você, para mim, para nós. E que nosso coração (sofrido, cheio de marcas, medos) um dia possa bater em paz.

Sonho com o dia em que as mulheres não precisarão mais ter tanto medo. Que todos os homens sejam dignos, igual o meu namorado é. Que todas as mães saibam criar seus filhos da mesma forma que minha sogra soube.

J.

Meu primeiro assédio foi aos três anos e meio, pelo motivo alegado já aqui, de corpinho de menina grande. Lembro que minha mãe e eu mudamos para uma casa num bairro diferente e uma vizinha veio conversar com a minha mãe para que não deixasse que eu ficasse de calcinha sozinha no quintal de casa porque todo homem que passava mexia comigo e a vizinha ficou preocupada.

Tive primo me mostrando o pinto, prima do meu pai tentando passar a mão em mim, isso mesmo, prima. Entre inúmeros homens de várias idades que me fizeram propostas horrorosas. Com 14 anos um rapaz que tinha sido aluno da minha mãe, invadiu minha casa, e disse que eu não escaparia, mas lembrei que minha mãe tinha mandado colocar uma porta de madeira maciça no banheiro e corri para lá e ele depois de tentar colocar a porta abaixo e não conseguir foi embora. Ficar sozinha nunca mais foi a mesma coisa.

Depois lembro que com dezesseis anos um homem casado que resolveu me perseguir no caminho para a escola. Nem ai eu pude ficar sozinha. Minha mãe passou a me levar.

Acho o mais triste de tudo isso essa imposição sexual na nossa liberdade em todos os sentidos. Espero que tudo isso aqui sirva pra dizer que estamos juntas para dizer que chega de machismo.

Espero que minha filha e as filhas de todas vocês não passem por nada parecido com o que nós passamos, mas que se acontecer algo parecido elas possam ter em nós seus portos fortes.

F.

O meu primeiro assédio foi aos 12 anos, num carnaval de rua. Na verdade, antes desses relatos virem à tona, minha memória tinha escondido essa situação, não lembrava mais.

Mas o mais impressionante é ouvir do namorado: “nossa, eu não achei que era tão comum! vc viu a mulher do fulano? vc viu a namorada do beltrano?” E eu responder: “eu já passei por isso, isso, isso e isso.”

Me apavora num nível tão imenso saber que a filhota tem 9 anos e começa a entrar nesse “grupo de risco”, que vocês devem imaginar…

O silêncio que a gente manteve sobre isso é aterrador. Ainda mantemos, vejam só: eu não quero falar.

D.

Eu sou mãe de duas meninas. E pra mim é uma batalha diária interna que eu travo dentro de mim entre a mulher e a mãe, quando uma empodera e diz “você tem todo o direito de vestir o que quiser” e a outra emenda com um ” mas esse short está curto demais pra você sair e ir andando até a casa da fulana”.

Eu meio que cheguei a um meio termo, dizendo que elas não são fortes ainda o suficiente para não se deixar humilhar, constranger ao serem assediadas. Que elas precisam ainda aprender a se calejar e entender que o respeito não é “merecido” – é inerente a todo ser humano. Que elas vão aprender a revidar, a brigar, a discutir, a não abaixar a cabeça. E todas as vezes que eu leio que uma menina tentou contar que foi assediada e ninguém acreditou eu me lembro de um depoimento do escritor Primo Levi, que sobreviveu aos campos de extermínio nazista: quando acabou a guerra, ele queria contar o que tinha acontecido a ele e a milhões de outros judeus, mas literalmente ninguém quis ouvir. Todos diziam que era preciso “recomeçar” e “deixar tudo para trás” quando ele tentava falar. Toda a população do planeta se recusava a discutir o que havia acontecido a milhões de judeus, ciganos, gays, deficientes. Ele então escreveu, e muito. Mas era como falar sozinho; ele não sabia se havia alguém ouvindo. E foi assim até ele se matar, em 1987. Na época, Elie Wiesel declarou que “Primo Levi morreu em Auschwitz, quarenta anos atrás.”.

A gente morre um pouco a cada vez que é assediada. Vamos falar, e muito, e ensinar noss@s filh@s a falar, também.

S.

Eu lembro que quando eu era criança, alguma coisa no olhar de certos vizinhos me deixava desconfortável, com nojo. Eu sabia que não era seguro ficar sozinha com eles em algum lugar, mesmo que nunca tenha acontecido nada.

A primeira vez eu nunca esqueci. Tinha 13 anos. Eu estava indo com minha mãe ao cinema ver “Uma Cilada Para Roger Rabbit” e estava ensaiando minha feminilidade, coloquei um vestido tubinho que tinha ganhado – normalmente eu só andava de calça jeans e camiseta. E de repente, no meio da calçada lotada, um homem beliscou a minha bunda. Foi a primeira vez que alguém me tocou sem o meu consentimento. Simplesmente beliscou e sumiu no meio da multidão, levando com ele a minha segurança. Eu lembro que fiquei absolutamente confusa – mas ele não tá vendo que eu sou uma criança? O que esse moço quer comigo? Porque ele fez isso? Será que foi o meu vestido?

E isso meio que parece que marcou minha entrada oficial para a adolescência, porque os assédios não pararam mais, inclusive o velho nojento de bicicleta que disse “bocetuda” quando eu estava voltando da escola, até que o volume ficou tão grande que eu não lembro mais de quantas vezes.

L.

Essa é a terceira vez na vida que compartilho sobre esse momento.

A primeira foi em um encontro onde só tinham moças, quando o assunto veio à baila, uns seis anos atrás. O chocante dessa reunião: numa mesa de 10 mulheres, pelos menos 8 relataram ter sofrido alguma forma de assédio em idades entre 9 e 15 anos.

A segunda vez foi ontem à noite, para o meu marido.

Comparado a outros depoimentos, nossa!, imagino esse meu ser light. Mas a lembrança do ocorrido está aqui, junto com a sensação no estômago.

Eu tinha 12 anos e minha mãe me pediu pra ir ao açougue da nossa rua comprar carne para o almoço. Desci sozinha e na volta, saindo da loja, um cara de aproximou de mim e com uma habilidade impressionante conseguiu se aproximar do meu ouvido e dizer pra mim: “Deixa eu cheirar o teu cu.”. Apertei o passo e corri pra casa sem saber o que pensar.

Eu tinha 12 anos e o máximo de palavrão que falava era “droga”. Eu tinha 12 anos e em 1989 nem meu primeiro beijo eu tinha dado ainda.

O assédio foi velado, somente algoz e vítima perceberam. Mas a sensação de vergonha e constrangimento, eu sinto até hj.

Se eu quero esquecer? Não, não faço mais questão disso. É marca da minha história.

Mas, do fundo do coração, não quero que minha filha, hj com 10 anos, passe por isso.

A.

O Brasil tem 52 mil mulheres estupradas por ano, segundo os números de boletins de ocorrência registrados. Mas o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que 500 mil mulheres são vítimas de estupro a cada ano no país e, dessas, 70% são crianças e adolescentes – sendo 51% menores de 13 anos. [Informações coletadas por uma repórter da BBC Brasil]

LuluzinhaCamp 2015

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Com o oferecimento luxuoso do WordPress.com (sim, aquele lugar santo onde a gente faz blogs gostosos em um segundo), está no ar a edição deste ano do LuluzinhaCamp.

Organizamos nossas conversas em três trilhas principais:

1. Meta: discutir o próprio grupo, falar sobre o site, manutenção, reforma, ideias pro futuro, potenciais.

2. Oficinas: bike, Roda de Leitura, .

3. O mundo (online/offline) que nos cerca: SUS, voluntariado, política, segurança, sustentabilidade.

Atividades já confirmadas

Segurança para Mulheres com a Camilla Gomes do MariaLab.

Roda de Leitura com a Denise Rangel

Trilha WordPress.com – Blogs, criação de conteúdo e as mudanças de cenário na produção de conteúdo atual (Cátia Kitahara, LuFreitas, Juliana Garcia Sales e quem mais quiser)

Trilha Outubro Rosa – SUS, saúde da mulher em geral e o que mais quisermos discutir sobre o assunto.

Trilha LuluzinhaCamp – Onde estamos e pra onde vamos? 

Feirinha de trocas – porque sabemos que vocês adoram!

Lojinhas das Lulus – um espaço para cada uma levar o que anda produzindo e vender/apresentar para as outras. Já temos algumas confirmações e vamos atualizando conforme o caldo engrossa.

Dicas para falar em público, com Carolina Fraga – que promete conversar sobre #AI com a gente também

Bate-papo sobre Mobilidade Urbana, com Vevê Mambrini

 

O que você precisa fazer para participar?

  • Preencher o formulário E pagar a inscrição
  • Traga a sua caneca e bebidas
  • Estamos organizando comidinhas para servir lá, mas se você quiser trazer aquele prato que só você faz, será mais que bem-vindo.

ONDE?

Casa de Viver, R. Afonso Celso, 140, Vila Mariana. Crianças são bem-vindas (e vocês avisem no grupo ou nos comentários para a gente reservar a sala das crianças…)

Horário

Das 10h às 18h. O horário entre 10h e 13h está reservado para a trilha meta do LuluzinhaCamp e instalação do layout novo aqui no site. 🙂

Camila Achutti é finalista do Woman of Vision \o/

Camila Achutti, imagem "afanada" do site do prêmio...

Camila Achutti, imagem “afanada” do site do prêmio…

Pronto, gente, pode explodir de orgulho. Uma brasileira, a nossa queridona Camila Achutti, é finalista do prêmio americano, Student of Vision ABIE Award (http://women-of-vision.org/) e vai até Palo Alto, na Califórnia, para dia 14 de maio, participar da grande final, disputando o prêmio com uma jovem americana.

Camila Achutti é referência no cenário nacional quando o assunto é a inserção das mulheres na tecnologia. Basta uma breve pesquisa para descobrir a grandeza do trabalho de Camila Achutti, que com apenas 23 anos já estampou a capa da revista InfoExame, matérias para a Folha, Estadão, Época Negócios, entre outras mídias. Sua última conquista está na MARIE CLAIRE, sendo indicado como uma das 24 mulheres que querem mudar o Brasil.

[texto escrito pela fofa da irmã da Camila, publicado aqui com autorização da nossa menina de ouro!]

Technovation Challenge – etapa SP

Visão da área de apresentação dos projetos, CCSP, 29 abril 2015

Ontem as queridonas do Technovation Challenge Brasil me convidaram para ser judge dos apps da etapa SP. Gente! O que foi aquilo? Estou morta de amor com farofa até agora. [E nem a desgraceira que está acontecendo no Paraná diminui o sentimento. Significa]

Pra vocês entenderem:

Nos últimos meses, meninas de 10 a 18 anos se dedicaram a criar um aplicativo que solucionasse um problema real de suas comunidades, participando do maior programa do mundo para mulheres em tecnologia, o Technovation. Agora, elas vão apresentar suas startups para o mercado e para experts no assunto. 

Contamos com a sua presença para incentivar e inspirar essa nova geração de empreendedoras, e para homenagearmos juntos o Dia da Educação! Anota na agenda: 29 de abril, das 18h às 22h, no Centro Cultural SP.

O espaço Missão do Centro Cultural São Paulo tinha umas 15 ou 20 equipes com várias meninas e adolescentes de toda a cidade (ETECs, escolas particulares, EMEFs…) com ótimas ideias e prontas para ir para a briga. APPs de todo jeito, tamanho e cor, criados pelos grupos com apoio das mentoras, todos com Plano de negócios, monetização pensada (ou recusada), quase todos operando e funcionando.

Civit, um dos apps que passou para as finais

Um dos grupos vencedores: Civit – pra resolver assuntos da cidade

Posso dizer que tive o privilégio de ser tocada pela inspiração, vinda destas meninas e moças. A Alexia que chorou pra programar (e apresentou um app para alfabetizar adultos), as moças da comunidade do Real Parque que perceberam que o caminhão de lixo não quer saber de gente pobre e só passa no “lado rico” – e criaram um app pra resolver isso. Ou as meninas de Paraisópolis que trataram de inventar um app para atender a mulherada de lá (com disque denúncia integrado, claro).

As moças do TechnoGirls, que querem fazer um GPS acessível!

As moças do TechnoGirls, que querem fazer um GPS acessível!

É impressionante a capacidade das meninas de perceber o que é que está acontecendo em volta e criar um aplicativo. Dengue, GPS Acessível (para cegos), Crise Hídrica (mas ninguém avisou essas moças que era uma tragédia prevista?), jogo pra ajudar adolescentes a encontrar carreira. Durante mais de uma hora, fomos expostos a sonhos, a meninas nervosas que querem muito ir pro Vale do Silício fazer pitch dos seus projetos (este é o prêmio de quem vencer a etapa nacional).

Claro que teve sorteio (muitas camisetas, dois Chromecasts). O júri (Google, São Paulo Aberta, Ana Fontes – Rede Mulher Empreendedora – e Fundação Lemann) teve que rebolar para escolher os 3 grupos que venceram a etapa. Mas vocês querem saber a real? Cada menina que fez um aplicativo minimamente funcional já ganhou. Ganhou liberdade e asas para criar e mexer no mundo.

Este grupo inventou a Ms. Wasser, pra ajudar a combater a crise hídrica... (já que o Alckmin tá sentado em cima das mãos)

Este grupo inventou a Ms. Wasser, pra ajudar a combater a crise hídrica… (já que o Alckmin tá sentado em cima das mãos)

Claro que eu chorei litros de alegria com um dos resultados. Claro que saí de lá certa de que o Technovation Challenge é um belo caminho para a gente fazer uma educação melhor e de outro jeito. Saí impressionada com as professoras de informática da rede municipal (alô Gabi Gaborin!), com as mentoras fofas, com a energia renovada e pronta pra encarar uns trinta leões.

O Technovation tem a missão de educar e de inspirar meninas a quebrar estereótipos e ter a chance de participar ativamente da solução de problemas de sua comunidade por meio de Tecnologia. É emocionante.

E é um orgulho ver este movimento crescer, com mais de 5 mil inscritas em 2015.

Fotos: Divulgação.

Mulherada em movimento – 2015

Ok, a gente nunca foi exatamente o gênero mais quietinho do planeta. 🙂

Quero compartilhar com vocês a minha alegria com muitas mulheres poderosas que se reúnem para tentar um pouco mais de igualdade, um pouco mais de qualidade de vida, um pouco mais de expressão.

  1. A lista de mulheres para palestraraberta a indicações. A iniciativa, criada por Mariana Oliveira (@marianarrpp), Nathália Capistrano (@nathcaps) e Ana Paula Passarelli (@apassarelli) é muito legal: uma lista aberta de mulheres bacanas e competentes que topam convites para palestras. Porque, né?, a gente continua a ver milhares de eventos sem uma única mulher no painel, ou onde somos “elemento decorativo”, mesmo sendo 57% do mercado de trabalho…
  2. A iniciativa Mulheres do Brasil. Conheci através da Luiza Trajano (@luizatrajano, sim, a mulher do Magazine Luiza), no Fórum E-commerce Brasil. Centenas de empreendedoras produzindo diferenças concretas, de forma muito estruturada. Acompanhem, conheçam e, se puderem, participem.
  3. Vai rolar agora em maio, o Global Women Summit 2015, aqui em SP. Conhecido como “Davos for Women”, o Global Summit of Women (GWS) celebrará seu 25º aniversário no Brasil. O Summit será comando por Irene Natividad, também presidente do CWDI, Corporate Women Directors International, que tem como objetivo promover o aumento da participação das mulheres nos conselhos corporativos globalmente.
    No encontro, será divulgada uma pesquisa inédita com foco na América Latina, sobre a presença feminina nas grandes corporações da região.

    O Summit no Brasil irá destacar as inovações das mulheres no mercado global, como Robin Chase, que fundou a ZipCar, maior empresa de compartilhamento de carros do mundo, e Luiza Trajano, da rede Magazine Luiza (fundadora do grupo Mulheres do Brasil), e  ainda de mulheres jovens, que apesar dos nomes não serem tão conhecidos, estão criando empresas que estão renovando a tecnologia do século 21.
    O evento está chamando 200 universitários brasileiros para participar do Youth Forum. As informações estão todas no link lá no começo.

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