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	<title>LuluzinhaCamp &#187; mulher</title>
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	<description>Onde a mulherada se encontra</description>
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		<title>Bem vinda</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 09:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mawa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[- Oi, meu nome é Marina, sou publicitária, palhaça e moro na Suécia. - Bem vinda, bem vinda, bem vinda, bem vinda. Seja bem vinda! Vocês conhecem muito bem esse tipo de reação na lista e hoje o diálogo por aqui é com o próprio LuluzinhaCamp. Eu não me lembro de ter feito uma apresentação, [...]
Não há posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>- Oi, meu nome é Marina, sou publicitária, palhaça e moro na Suécia.</em></p>
<p><em>- Bem vinda, bem vinda, bem vinda, bem vinda. Seja bem vinda!</em></p>
<p>Vocês conhecem muito bem esse tipo de reação na lista e hoje o diálogo por aqui é com o próprio LuluzinhaCamp. Eu não me lembro de ter feito uma apresentação, talvez por ter sido muito no começo da lista e a maioria já se conhecia de outros camps da vida. Ou porque talvez a lista ainda não tivesse adquirido essa dinâmica que eu nunca havia visto funcionar.</p>
<p>Participo de algumas listas, umas morreram, outras se transformaram, outras são totalmente nonsense e outras são apenas classificados de qualquer coisa. Mas o que me chama a atenção no Luluzinha é a questão do respeito. Sim, é óbvio que temos briguinhas. É óbvio que temos desavenças e opiniões contrárias. É óbvio porque somos humanas. Estou longe de achar que o Luluzinha é um grupo de santas. O que eu acho bonito nisso é que existe um respeito &#8211; que eu adoraria entender de onde vem exatamente &#8211; que não deixa desgastar o ego de ninguém.</p>
<p>Primeiro eu achei que o motivo era porque éramos mulheres. Só que, assim que cheguei à Suécia, procurei o &#8220;Luluzinha&#8221; daqui. Mandei email pra lista, fiz o processo todo que elas pediam, cheguei a conversar inclusive com a moderadora (que estuda com meu namorado, não é uma pessoa tão longe assim). Quatro meses se passaram e eu nunca consegui entrar na lista. Eu sei que a discussão nesse caso é mais longa e que existem outras variáveis, como lista abandonada, lista cheia, xenofobia ou descaso das moderadoras. Mas fico com a conclusão de que não basta ser um grupo de mulheres.</p>
<p>Não descobri ainda a fórmula perfeita. Talvez seja mulheres + Brasil + moderadoras elegantes + paciência + seres humanos cheios de hormônios e neurônios. Ou talvez não tenha nada a ver com isso e só seja explicado pelas duas palavrinhas muito faladas na lista: &#8220;bem vinda&#8221;.</p>
<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O que rolou no #LuluzinhaCampRJ 8</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 22:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>barbaramendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Encontros]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá Lulus! Neste último sábado, aqui no Rio, rolou o oitavo #LuluzinhaCampRJ! Rolou lá no @beesoffice, que nos ofereceu um espaço maravilhoso, com e wireless e  muitas tomadas para ligar os notes e nets das meninas! Em 2011 começamos a tradição do fotorecado, iniciado no LuluzinhaCamp nacional pela @gabibutcher! Nesta edição, quem fotografou foi a @melsalvi! Obrigada, [...]
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luluzinhacamp.com/o-que-rolou-no-luluzinhacamprj-8/lulucamprj21-5/" rel="attachment wp-att-3050"><img class="aligncenter size-full wp-image-3050" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/12/lulucamprj21.jpg" alt="" width="468" height="196" /></a></p>
<p>Olá Lulus!</p>
<p>Neste último sábado, aqui no Rio, rolou o oitavo #LuluzinhaCampRJ!</p>
<p>Rolou lá no <a href="http://www.twitter.com/beesoffice">@beesoffice</a>, que nos ofereceu um espaço maravilhoso, com e wireless e  muitas tomadas para ligar os notes e nets das meninas!</p>
<p>Em 2011 começamos a tradição do fotorecado, iniciado no LuluzinhaCamp nacional pela <a href="http://www.twitter.com/gabibutcher">@gabibutcher</a>!</p>
<p>Nesta edição, quem fotografou foi a <a href="http://twitter.com/melsalvi">@melsalvi</a>! Obrigada, Mel!</p>
<div id="attachment_3052" class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><a href="http://www.luluzinhacamp.com/o-que-rolou-no-luluzinhacamprj-8/fotorecado/" rel="attachment wp-att-3052"><img class="size-full wp-image-3052" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/12/fotorecado.jpg" alt="" width="340" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">a queridíssima @anaerthal e seu foto recado</p></div>
<p>Começamos com um bate papo sobre comunicação integrada, com a <a href="http://www.twitter.com/renata_lino">@renata_lino</a>, que explicou como grandes empresas dividem suas campanhas entre duas ou mais agências, que por sua vez precisam acertar os ponteiros para fazer uma campanha coesa nas suas respectivas mídias.</p>
<p>A <a href="http://www.twitter.com/cfsardinha">@cfsardinha</a> do <a href="http://www.tecnologiaoutonal.com.br/">Tecnologia Outonal</a>, tirou várias dúvidas sobre diversos temas de tecnologia.</p>
<div id="attachment_3054" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://www.luluzinhacamp.com/o-que-rolou-no-luluzinhacamprj-8/luluzinha8-2/" rel="attachment wp-att-3054"><img class="size-medium wp-image-3054" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/12/luluzinha8.2-590x391.jpg" alt="" width="590" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">@masesignbijoux, @cfsardinha, @bia_maravilha</p></div>
<p>Em seguida, <a href="http://www.twitter.com/anaerthal">@anaerthal</a> lançou um questionamento importante sobre a importância de orientarmos principalmente os jovens sobre como utilizar as redes sociais. A partir deste questionamento, <a href="http://www.twitter.com/missmoura">@missmoura</a> também se juntou ao debate. O papo rendeu bastante e conversamos desde o uso das redes para alimentar egos e preencher vazios e dos perigos da superexposição até a monetização de contas que deram certo nas redes.</p>
<p><a href="http://www.luluzinhacamp.com/o-que-rolou-no-luluzinhacamprj-8/luluzinha8-4/" rel="attachment wp-att-3055"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3055" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/12/luluzinha8.4-590x391.jpg" alt="" width="590" height="391" /></a></p>
<p>Tivemos também a <a href="http://www.twitter.com/harpias">@harpias</a>, que falou sobre como a sua conta pessoal, cheia de ironia e sarcasmo, se tornou um personagem fictício e conquistou milhares de seguidores.</p>
<p>A <a href="http://www.twitter.com/bia_maravilha">@bia_maravilha</a> falou sobre o seu trabalho como SEO de conteúdo e esclareceu diversos pontos sobre busca e cuidados relacionados a conteúdo. O assunto movimentou as blogueiras, que aprenderam a aproveitar e cuidar melhor do conteúdo de seus blogs!</p>
<p>Ao final, <a href="http://www.twitter.com/anaclaudiabessa">@anaclaudiabessa</a> e <a href="http://www.twitter.com/deniserangel">@deniserangel</a> deixaram um questionamento para o próximo #luluzinhaCampRJ:</p>
<p>- O que mudou em sua rotina em relação ao consumo consciente?</p>
<div id="attachment_3056" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://www.luluzinhacamp.com/o-que-rolou-no-luluzinhacamprj-8/luluzinha8-3/" rel="attachment wp-att-3056"><img class="size-medium wp-image-3056" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/12/luluzinha8.3-590x391.jpg" alt="" width="590" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">@anaclaudiabessa e @deniserangel - O que mudou em sua rotina em relação ao consumo consciente?</p></div>
<p>Gostaríamos de agradecer às queridas @s que estiveram presentes para movimentar o espaço de debate do #LuluzinhaCampRJ 8.</p>
<p>Obrigada também ao <a href="http://www.twitter.com/beesoffice">@beesoffice</a>, <a href="http://www.beesoffice.com/">Espaço de Coworking</a> por nos ceder o espaço, à <a href="http://www.twitter.com/fingrsbrasil">@fingrsbrasil</a> for enviar um kit mara para sorteio e à @<a href="http://www.twitter.com/madesignbijoux">madesignbijoux</a>, que além de ceder 3 peças para sorteio, levou pães de mel deliciosos para todas as Lulus!</p>
<p><a href="http://www.luluzinhacamp.com/o-que-rolou-no-luluzinhacamprj-8/luluzinha8-5/" rel="attachment wp-att-3057"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3057" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/12/luluzinha8.5-590x391.jpg" alt="pães de mel delicinha da @madesignbijoux" width="590" height="391" /></a></p>
<p>Um beijo enorme às Lulus que estavam lá, debaixo de chuva e com o trânsito caótico de uma tarde de sábado com o aterro fechado.</p>
<p>E às Lulus que não puderam comparecer, um forte abraço e aguardamos vocês em 2012!</p>
<p>Que venha o #LuluzinhaCampRJ 9!! o/</p>
<p>&nbsp;</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Poliamor</title>
		<link>http://www.luluzinhacamp.com/poliamor/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 13:56:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[depoimento]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Documentário sobre poliamor, de José Agripino, mostra que existem muitas formas de amar. E todas valem a pena. 
Não há posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um documentário sensacional, com direito a depoimento de Luluzinha sumida – no momento em maternagem furiosa – do José Agripino, falando de&#8230; Poliamor. A gente já falou disso aqui, <a href="http://www.luluzinhacamp.com/e-so-respeito-gente/" title="É só respeito gente">nos posts sobre sexualidade</a>. (siga o link para ler).
</p>
<p>O vídeo foi compartilhado no nosso grupo de discussão e merece cada minuto da sua atenção. </p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/23988620?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A violência obstétrica em pauta</title>
		<link>http://www.luluzinhacamp.com/a-violencia-obstetrica-em-pauta/</link>
		<comments>http://www.luluzinhacamp.com/a-violencia-obstetrica-em-pauta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 13:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Um resumão (grande) de nossa conversa sobre a violência obstétrica. Sim, isso acontece e muito aqui no Brasil. 
Não há posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="The Eye of Elisa, Cesar Augusto Serna Sz, CC-BY-NC-ND" src="http://farm4.staticflickr.com/3110/2747058446_75c1d8140a_z_d.jpg" title="The Eye of Elisa, Cesar Augusto Serna Sz, CC-BY-NC-ND" class="aligncenter" width="640" height="480" />
<p><br/>Tudo começou neste <a href="http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2011/11/violencia-obstetrica-um-lugar-comum-no.html">post da Cláudia Rodrigues sobre violência obstétrica</a>. Como a gente tinha participado da <a href="http://www.luluzinhacamp.com/dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contra-as-mulheres/">blogagem coletiva pela eliminação da violência contra as mulheres</a> e eu enviei o post para o nosso <a href="http://groups.google.com/group/luluzinhacamp?hl=pt-BR_US">grupo de discussão</a>, onde a gente estava compartilhando nossos posts e achados. Qual não foi a surpresa quando o tópico ganhou mais de 90 respostas!
</p>
<p>Discussão que, claro, enveredou pela seara <a href="http://www.luluzinhacamp.com/maternidade-das-cavernas-no-seculo-xxi-eu-nao-moro-em-bedrock/">parto normal x cesárea</a>. E procedimentos. E o tratamento que a mulherada recebe na hora de parir. Coisa mais que séria no Brasil – porque, sim, nossos direitos são violados o tempo todo.
</p>
<p>Tive orgulho, muito orgulho, da mulherada. Pelo alto nível da conversa. Pelas histórias bacanas de cada uma. Pela militância a favor de um mundo mais acolhedor para nós, fêmeas humanas. Como a gente ainda está em tempo de falar dos direitos da mulher, pedi licença a todas e publico aqui trechinhos do bate-papo.
</p>
<p>DC (nome preservado para não causar constrangimentos pessoais)
</p>
<p>Quando eu tinha 15 anos engravidei. O moleque, um babaca (descobri depois) não me disse que a camisinha estourou e eu, ingênua, inexperiente, não percebi. Ele nem falou nada. Eu poderia ter tomado pílula do dia seguinte&#8230; enfim. Ele disse que não assumiria nada, terminou comigo e eu fiquei nessa sozinha com medo de contar pros meus pais. Meu pai não sabe até hoje, acha que perdi a virgindade com 19 anos.<br />
<span id="more-3007"></span></p>
<p>Os médicos diziam que por ser tão nova eu não poderia ter um parto normal. Meu sonho é ter um parto na água, mas com as complicações de uma gravidez na adolescência isso nunca seria possível. Sempre sonhei ser mãe e abortar não passou pela minha cabeça &#8211; o pai não queria o bebê, mas eu o amaria por nos dois. Era uma menina.
</p>
<p>Com alguns meses de gestação, o pai (que a essa altura tinha começado a usar drogas, coisa que não fazia quando namorava comigo) me agrediu. E eu perdi o bebê.
</p>
<p>Levada pro hospital, dando a &#8220;sorte&#8221; que meu pai viajava a trabalho na época, precisei passar por aquele processo horrível de curetagem que foi feito sem nenhum cuidado e ouvir de médicos e enfermeiras &#8220;ninguém mandou aprontar já com essa idade&#8221;.
</p>
<p>Não foi só violência obstétrica, foi violência psicológica e falta de respeito com uma adolescente que acabou de passar um momento traumático. Nunca vou esquecer.
</p>
<p>Faz dez anos, hoje em dia isso ficou pra trás &#8211; fora a dor de perder um filho que a gente nunca esquece. 
</p>
<p>Mas acho que essa situação toda só mostra o despreparo médico em relação à gravidez na adolescência. A violência psicológica é maior ainda com quem ainda não tem um preparo emocional! Um absurdo. E digo que não mudou de dez anos pra cá: a irmã da minha amiga de 15 anos engravidou e foi tratada como lixo no hospital, desmaiou durante as contrações e a enfermeira falou &#8216;na hora de abrir as pernas você desmaiou? Não, né? Deveria estar brincando de boneca&#8221;
</p>
<p>É horrível.
</p>
<p>Barbara Maués
</p>
<p>Conheço uma mulher que entrou em trabalho de parto e foi tão mal atendida no hospital que a filha dela acabou morrendo, porque ninguém se importou com o parto. Quando resolveram fazer uma cesariana de emergência, já era tarde demais&#8230; <img src='http://luluzinhacamp.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />
</p>
<p>Camilla Lopes
</p>
<p>Acho um pouco rigoroso como se procede o tratamento na questão parto normal x cesariana. Eu optei por cesariana. Sou uma pessoa razoavelmente esclarecida e foi minha opção. Sempre procuro ler sobre esse assunto e o tom rigoroso do parto humanizado &#8211; não é regra, é apenas como vejo as coisas &#8211; me distancia dessa discussão. Às vezes, este discurso me parece que coloca a mãe como vítima &#8211; porque ela fez cesariana-  e ignora que ela também tem opções &#8211; me refiro a pessoas como eu. Cheguei a sentir as contrações, doeu muito e eu não quis ter normal iria ser um sofrimento que &#8211; na boa &#8211; eu não quis passar. Claro que: entendo que haja um filão para médicos e hospitais com a cesariana; mas não sei, sinceramente, se o caminho para o debate seria &#8220;violência obstétrica&#8221; eu perco a vontade de debater porque me sinto indo contra uma ideologia perfeita. Enfim, no dia que o discurso mudar, talvez eu escreva sobre esse assunto. <img src='http://luluzinhacamp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />
</p>
<p><a href="http://www.renatacorrea.com.br">Renata Corrêa</a>
	</p>
<p>Também não concordo com a ditadura do riponguismo que diz que somos pessoas ruins se não formos vegetarianos, sustentáveis, usarmos bicicleta, fralda de pano e coletor menstrual, além de, claro, fazer parto natural sem intervenções. Mas é inegável que todas essas atitudes e movimentos são uma reação a crescente mercantilização que o sistema capitalista trata nosso corpo, principalmente o corpo feminino. 
</p>
<p>Eu não acho certo essa coisa de: o militante é chato então a causa é chata também. Pô, minha empregada foi uma dessas que quando estava em trabalho de parto tomou um cala boca pois &#8220;não gritou assim na hora de fazer&#8221;. São mulheres sendo violadas e desrespeitadas no direito de escolher o que vão fazer com o seu corpo e com seus bebes durante o parto. 
</p>
<p>80% das mulheres não podem optar. Escolher um parto cesáreo é uma opção válida. Mas infelizmente é MUITO mais fácil achar um profissional que faça um parto cesáreo eletivo do que um médico que faça um parto normal. 
</p>
<p>Então a gente tem que pensar bem antes de achar que essa questão é sobre o &#8220;eu&#8221; e sim sobre a totalidade de mulheres que não tem nem o que escolher. 
</p>
<p><a href="http://www.conversadepsicologo.com/">Carla do Brasil</a>
	</p>
<p>Até onde eu sei, a hegemonia da cesárea no BR é na rede particular. Tanto que só agora que superou o número, porque o SUS começou a fazer cesárea com mais frequência. E aí eu queria falar algumas coisas:
</p>
<p>(1) Cesárea é coisa de plano. Já parto na água, parto com bola, parto &#8220;humanizado&#8221; é coisa de médico particular. No SUS, tirando as casas de parto e um ou outro serviço &#8220;de referência&#8221;, é parto normal, no leito, gritando, sem anestesia, acompanhado do plantonista da vez. E tem muita mulher deixando de ser atendida (eu duvido que alguém aqui não conheça nenhuma que tenha ouvido um &#8220;na hora de fazer não gritou&#8221;, ou tenha sido menosprezada na hora do parto). Isso culmina no que aconteceu com a filha da diarista da Bárbara. Isso pra mim é violência obstétrica;<br/><br/>(2) Enquanto plano de saúde pagar 200 reais por parto, o médico vai preferir fazer cesárea. A hora que começarem a pagar por hora, de repente o cenário muda. Ou alguém conhece um obstetra humanizado que vai acompanhar seu parto natural em casa na banheira por doze horas pelo plano?<br/><br/>(3) PN está relacionado sim com laceração de períneo, prolapso de bexiga e incontinência urinária, principalmente da forma que ele é feito no Brasil. A cesárea, por sua vez, envolve toda a questão da cicatrização do abdômen. E aí sim, tomadas todas as precauções, eu acho que é importante a gente se informar e escolher. E confiar no médico (ou trocar se não confia, uai.)<br/><br/>(4) Eu não sei vocês, mas pra mim é diferente uma cesárea eletiva marcada no terceiro mês de gestação para cair no dia x de uma cesárea também eletiva que acontece quando a mulher já está em TP e o bebê está pronto para nascer.<br/><br/>(5) Se eu tivesse financiamento e estrutura, eu faria um mega estudo de corte acompanhando meninas brasileiras desde o nascimento até a menopausa, pra descobrir algumas associações entre parto e saúde da pelve e efeitos de médio e longo prazo. Mas né, não tenho (inclusive, não achei nenhum estudo desse tamanho na pubmed e uma revisão muito mais bem feita que a minha pesquisa porquinha nos últimos cinco minutos também não achou: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16856054" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16856054</a>)<br/><br/>(6) Eu acho que no fim a gente sempre vai ficar no dilema entre o que é mais importante: eu escolher uma coisa que é &#8220;cientificamente&#8221; tida como melhor pra mim (o parto normal, no caso) ou escolher o que eu quero. E isso é vale pra cesárea, pra escolha de fumar tabaco, beber álcool, comer açúcar e tudo mais que a gente faz.<br/><br/>(7) Como diz a @ladyrasta, parto é meio, não é fim. Se por um lado é importante a gente pensar nas condições em que as mulheres do Brasil estão sendo tratadas, eu acho que essa coisa de ficar apontando dedo pra médico chamando de &#8220;cesarista&#8221; e pra mulher que escolhe (igual escolheria uma lipo ou uma cirurgia de correção de nariz) não vai levar a muita coisa, IMHO. O que a gente precisa é olhar a forma com que a saúde da mulher é atendida nesse SUS. E, se por um lado, isso passa na assistência ao parto, não pode parar por aí.
</p>
<p><a href="http://www.anaafonsoorganizer.com.br">Ana Maria Afonso</a>
	</p>
<p>Quanto à violência obstetrícia, nem só nos hospitais públicos ela acontece. No Santa Catarina, na hora do preparo, a obstetriz me perguntou o nome do pai, e eu disse que era solteira. Ela disse: olha, se o pai não assumiu ainda, pode esquecer que não assume mais! Parece que uma mulher grávida deve ser castigada por ter feito sexo!<br/>
	</p>
<p><a href="http://www.casadagabi.com.br">Gabi Bianco</a>
	</p>
<p>Acho que um ponto SUPER importante é a gente deixar a mãe escolher. Porque é meu útero, minha vagina, meu filho. Não quero ninguém decidindo por mim, nem médico, nem SUS, nem ONG, nem ninguém. Só eu sei o tamanho da dor que eu vou sentir. Eu quero parto normal, com anestesia. Se na hora H doer pra cacete, ou se a criança estiver em risco, ou se eu não aguentar, quero poder falar pro meu médico que quero cesárea. 
</p>
<p>Óbvio que entendo que um parto normal é o mais saudável pro bebê e pra mãe, quando se trata de uma gravidez normal e saudável. Mas cada uma sabe onde e quanto lhe dói. Já ouvi relato de parto normal que é tranquilo (tipo dói pacas, mas é suportável), já ouvi mulher dizendo &#8220;dei à luz sem anestesia e foi lindo&#8221; e já ouvi mulher falar que dói demais e não aguentou. Cada um com seu cada um, eu acho. 
</p>
<p><a href="http://lanika.net/">Lanika Moon</a>
	</p>
<p>Eu estou me devendo escrever um post sobre isso há muito tempo no <a href="http://www.lanika.net/baby/">blog da Carmen</a>. Meus dois partos foram naturais, pelo SUS. O do Gabriel foi no Rio e eu levei muito tempo para entender que o que fizeram comigo não era &#8220;normal&#8221;. O marido não podia entrar, então encarei tudo sozinha. As enfermeiras foram grossas, se recusaram a me atender quando eu senti dor, fizeram uma tricotomia de qualquer jeito com a mão pesada pra me &#8220;punir&#8221; por eu não ter me raspado em casa, não me disseram nada, e o médico ainda me menosprezou na hora do parto dizendo com desprezo &#8220;totalmente despreparada&#8221; porque como me anestesiaram eu não conseguia sentir as contrações direito. Ah, e ele fez uma episiotomia sem me perguntar nada, eu só descobri quando estava sendo costurada. E eu ouvi o famoso &#8220;ano que vem vocês estão aqui de volta&#8221; &#8211; só que jurei que nunca ia voltar. Eu saí de lá achando que fiz tudo errado, foi a pior dor que senti na minha vida e fiquei feliz de não ter matado meu filho e chorei de culpa. Sério.<br/><br/>13 anos depois, eu tive a Carmen pelo SUS, em Curitiba. A enfermeira que fez meu parto era doula. Meu marido estava do meu lado. De alguma forma na hora do vamos ver eu não me adaptei a posição nenhuma e acabei tendo a Carmen na banheira, sem anestesia nem episiotomia e doeu MENOS e foi muito melhor do que o parto do Gabriel e eu senti cada contração e a hora certa de fazer força. Eu estava no controle, sendo apoiada, orientada e amada. Eu saí de lá me sentindo tão feliz e aliviada&#8230; Aí eu entendi o quanto o parto anterior tinha sido traumatizante. A melhor coisa que eu fiz na vida foi ter a Carmen em Curitiba. Mesmo.
</p>
<p>Alessandra Luvisotto
</p>
<p>Quanto mais vocês discutem mais eu me afirmo na decisão de não ser mãe&#8230; na real, não posso, se fosse tentar seria uma gravidez de altíssimo risco e tal, mas há tempos não me vejo mãe e agora menos ainda.
</p>
<p><a href="http://carolmafrason.drope.org/">Carol Mafra</a>
	</p>
<p>Estou esperando meu primeiro filho, portanto não sei o que são as dores do parto, mas quero ter um parto normal com analgesia. Isso já está conversado com minha GO e minha doula. O que me assusta é ter que brigar pelo parto normal, porque os médicos não querem fazer, eles preferem cesária.<br/><br/>O post não é sobre o tipo de parto, mas a violência que acontece, em qualquer um deles. Esta semana ouvi dois relatos de mulheres &#8220;violentadas&#8221; durante seus partos. Uma com uma cesárea não necessária (mas era 31/12) e outra com fórceps e até a frase: &#8220;na hora de fazer não gritou&#8221;. Para mim os dois relatos são igualmente<br/>horríveis, assustadores. Como nós mulheres somos tratadas assim em 2011? E como não se fala a respeito?<br/><br/>Acho que é este o ponto da discussão, porque você pode ser a favor ou contra a cesárea, ou ao parto natural, mas você não pode ser indiferente à violência.
</p>
<p><a href="http://smiletic.com/">Simone Miletic</a>
	</p>
<p>Eu não ia me meter na conversa, me dá preguiça absurda, mas só entro pra dizer que te entendo Camila. Que é difícil mesmo quando o povo diz que quem fez cesárea não é mãe de verdade&#8230; Cansa.
</p>
<p>E aí, porque me cansa, não abraço a causa, que pode ter outra lógica, que pode defender coisas em que eu até acredito &#8211; o direito da mulher de não sofrer no momento em que está dando a luz &#8211; mas como já me colocaram em outra categoria porque não tive parto normal eu desisto, e olha que o meu nem foi escolha&#8230;
</p>
<p><a href="http://www.ladybugbrazil.com">Lucia Freitas</a>
	</p>
<p>Em tempo, pra deixar muito claro: não sou mãe, mas já pari muito ouriço nessa vida que recebi. E aprendi que dores podem virar prazeres &#8211; difícil mesmo é saber fazer a alquimia.
</p>
<p><a href="http://casal10.evonblogs.com.br/">Maíra Termero</a>
	</p>
<p>Não acho que o ativismo precise ser tão radical, não. Pelo contrário, acho que faz perder muitas pessoas que poderia trazer para a causa, por bobagem. <br/><br/>Uma mulher faz cesárea e conclui-se que ela foi vítima de um sistema, que não pôde escolher, e ela é cobrada. Desculpem, mas isso não é mal entendido, nem interpretação errada. Isso é uma perseguição sim. <br/><br/>Já disse que eu entendo e apoio a causa, mas detesto quando se tratam as pessoas como se elas não pudessem pensar por conta própria em nome de uma causa. As campanhas generalizam e a gente fica na dúvida. Por exemplo, a que incentiva a mulherada a fazer exame das mamas dizendo que não dói. Pode parar: doi, sim, para a grande maioria. <br/>Cria-se uma cortina de fumaça e isso é contraproducente justamente para as pessoas que estão tentando se informar melhor.
</p>
<p><a href="http://www.diapositivo.com.br">Gabi Butcher</a>
	</p>
<p>Já fui tratada por ativistas de parto natural, deixa eu ver&#8230; SEMPRE com preconceito por ter feito cesárea. Sou a favor (parto natural/normal, ou seja lá qual for o nome &#8211; sei que existem diferenças e não vou entrar no quesito agora), não rolou e mesmo assim o povo consegue me deixar pequenininha quando o assunto é este.
</p>
<p>Não importa o pq não rolou &#8211; importa é que aos olhos de quem levanta esta bandeira &#8216;sou menos&#8217;.
</p>
<p>Francisca Vargas (BSB), @SenhoraF<br/>Eu preciso de um pouco mais de tempo para digerir e elaborar algumas informações, ainda mais estando no olho do furacão (estou na quadragésima semana de gestação do Yago). Segue o link do post que escrevi sobre o assunto:<br/><a href="http://senhoraf.wordpress.com/2011/12/02/pelo-direito-de-escolher/" target="_blank">http://senhoraf.wordpress.com/2011/12/02/pelo-direito-de-escolher/</a><br/><br/>
	</p>
<p><a href="http://www.obrigadeirodecolher.blogspot.com/">Monise Tonoli</a>
	</p>
<p>Pra mim, a campanha &#8220;pelo parto natural&#8221; é um detalhe irrelevante. Existem muitos outros problemas enraizados SÉRIOS que efetivamente farão diferença entre a vida e a morte da mãe pra serem tratados. Se é pra comprar alguma briga, eu compro essa: pela dignidade em todo o processo e pela vida.
</p>
<p>
 </p>
<p><strong>Para navegar:<br />
</strong></p>
<p>A Culpa Ainda Não Deu Alforria Para Mulher: <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/a-culpa-ainda-nao-deu-carta-de-alforria-a-mulher/n1597374100080.html" target="_blank">http://delas.ig.com.br/saudedamulher/a-culpa-ainda-nao-deu-carta-de-alforria-a-mulher/n1597374100080.html</a>
	</p>
<p>Sendo Mulher: <a href="http://www.zel.com.br/archives/2011/05/sendo-mulher.html">http://www.zel.com.br/archives/2011/05/sendo-mulher.html</a>
	</p>
<p>Dois relatórios em português &#8211; o primeiro muito bacana, que mostra que causas de complicações além da falta de informação e da simples relação cesárea x parto normal, mas a falta de um pré-natal adequado e os altos índices de morte por aborto, e também a relação de mortes com a situação socioeconômica. 
</p>
<p><a href="http://www.redesaude.org.br/Homepage/Dossi%EAs/Dossi%EA%20Mortalidade%20Materna.pdf" target="_blank">http://www.redesaude.org.br/Homepage/Dossi%EAs/Dossi%EA%20Mortalidade%20Materna.pdf</a>
	</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=pBjO9X15Ums" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=pBjO9X15Ums</a>
	</p>
<p><a href="http://www.clebermassaoblog.com/2011/11/nasceu-thiemi-parto-humanizado-na-casa.html" target="_blank">http://www.clebermassaoblog.com/2011/11/nasceu-thiemi-parto-humanizado-na-casa.html</a> 
</p>
<p>E aí, formou opinião? Aproveite para deixar um comentário!<br />
foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/rasec/2747058446/in/photostream/" title="Cesar Augusto Serna Sz, CC-BY-NC-ND" target="_blank">Cesar Augusto Serna Sz, CC-BY-NC-ND</a></p>
<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Eu sou o seu coração #portrasdobiquini</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 12:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você conhece bem o seu coração? Ele é um dos órgãos mais importantes do nosso organismo. E é uma questão de saúde mais que importante para a mulherada. É graças a ele que o sangue chega com oxigênio a cada célula de nosso corpo. Para fazer isso, seus músculos são fortes, altamente inervados. E há [...]
Não há posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Heart with hearts, Bob Fornal, CC-BY- NC-SA" src="http://farm1.static.flickr.com/143/362226526_37e6d2d9ec_d.jpg" title="Heart with hearts, Bob Fornal, CC-BY- NC-SA" class="aligncenter" width="500" height="399" /></p>
<p>Você conhece bem o seu coração? Ele é um dos órgãos mais importantes do nosso organismo. E é uma questão de saúde mais que importante para a mulherada.
</p>
<p>É graças a ele que o sangue chega com oxigênio a cada célula de nosso corpo. Para fazer isso, seus músculos são fortes, altamente inervados. E há quatro cavidades, que funcionam como uma bomba: do lado arterial, mandam o sangue que chegou dos pulmões para o organismo, enquanto do venal, mandam o sangue sem oxigênio para o pulmão, para receber mais oxigênio. É o sangue que faz o milagre. Através das artérias e veias, ele chega a cada pedacinho de nós, alimenta as células, permite que tenham energia e saúde.
</p>
<p>Todo este conjunto é atravessado por tudo o que comemos e a forma como vivemos. Nas mulheres, com muitos, muitos hormônios. Os mesmos que nos fazem menstruar, ajudam a manter as paredes dos vasos flexíveis, saudáveis. Se a gente faz exercício – uma boa caminhada de meia hora todo dia já é suficiente – os vasos se mantêm flexíveis por muito, muito tempo. E a comida caseira, com pouca gordura, muito equilíbrio, ajuda a manter tudo funcionando como deve.
</p>
<p>Só que&#8230; a vida não é perfeita como diz o manual dos médicos. Tomamos pílula – que interrompe o fluxo dos hormônios e a proteção que oferecem às artérias. Na correria do dia-a-dia, prefere comidas prontas ou congeladas, em geral cheias de sódio. Com o trabalho, os cuidados com família, consigo, paramos de fazer exercícios&#8230; Enquanto somos jovens, tudo vai mais ou menos bem.
</p>
<p>Tudo começa com uma pequena inflamação na parede de uma artéria. Para reagir, forma-se um coágulo – e o sangue passou menos ou parou de passar. E, um dia, o sintoma apareceu: um AVC ou um infarto. Neste dia, a mulher sente uma tontura, enjoo, falta de ar. Um desconforto difícil de explicar, sem causa. Ou aviso prévio, começa a se sentir cansada, sem ar. No pronto-socorro, o médico de plantão não entende nada, diz que é um piti, resultado do estresse. Não, era o seu coração dizendo que havia um problema.
</p>
<p>Para prevenir que uma de nós seja vítima destas doenças silenciosas, está no ar a campanha <a href="http://www.portrasdobiquini.com.br">&#8220;O que mais existe por trás de um biquíni?&#8221;</a>. Na página (basta clicar no link), você encontra informações sobre as doenças cardiovasculares na mulher e orientação para saber o que é fundamental. Agora faça seu compromisso: além do ginecologista, a gente ter que ir ao cardiologista todos os anos, combinado?
</p>
<p>Aproveite e participe da nossa <a href="http://www.luluzinhacamp.com/por-tras-do-biquini-uma-campanha-pra-cuidar-de-nossos-coracoes/">blogagem coletiva</a>. Divulgue #portrasdobiquini no twitter, Facebook, pelo e-mail. Nossos corações agradecem.
</p>
<p>Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/fornal/362226526/in/photostream/" title="Bob Fornal, CC-BY- NC-SA" target="_blank">Bob Fornal, CC-BY- NC-SA</a></p>
<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>As cicatrizes do câncer por David Jay</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 16:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
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		<description><![CDATA[David Jay produziu uma série de mais de 30 fotos maravilhosas para conscientizar a mulherada sobre o câncer de mama. Veja e previna-se!
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elas são jovens, como a nossa querida <a   href="http://www.amigosdaane.org/">@AneNinoLopes</a>. São norte-americanas de todo tipo, cor – e nada é cor de rosa, apesar da beleza das fotos. Com a tagline &#8220;câncer de mama não é uma fita rosa&#8221;, o fotógrafo <a href="http://www.davidjayphotography.com/">David Jay</a> fez uma série de grandes retratos da realidade do câncer de mama entre as mulheres jovens. É o  <a href="http://www.thescarproject.org/mission/">The Scar Project</a>, lindo, emocionante, um jeito de despertar a consciência de forma eficiente e direta. Olhando para estas fotos você vai continuar a ignorar a realidade?
</p>
<p>Nas palavras dele mesmo:
</p>
<blockquote><p>Para estas jovens, o retrato pareceu significar sua vitória pessoal sobre esta terrível doença. As ajudou a reconquistar sua feminilidade, sexualidade, identidade e poder, depois de perderem parte delas. Através destas simples fotografias elas conseguiram alguma aceitação do que aconteceu com elas e a potência para seguir em frente com orgulho.
</p>
</blockquote>
<p>Com vocês, fotos sensacionais do The Scar Project.
</p>

<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-2/' title='SCAR-2'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-2-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-2" title="SCAR-2" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-3/' title='SCAR-3'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-3-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-3" title="SCAR-3" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-8/' title='SCAR-8'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-8-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-8" title="SCAR-8" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-11/' title='SCAR-11'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-11-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-11" title="SCAR-11" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-13/' title='SCAR-13'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-13-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-13" title="SCAR-13" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-14/' title='SCAR-14'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-14-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-14" title="SCAR-14" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-18/' title='SCAR-18'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-18-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-18" title="SCAR-18" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-20/' title='SCAR-20'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-20-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-20" title="SCAR-20" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-23/' title='SCAR-23'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-23-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-23" title="SCAR-23" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-25/' title='SCAR-25'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-25-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-25" title="SCAR-25" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-26/' title='SCAR-26'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-26-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-26" title="SCAR-26" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-28/' title='SCAR-28'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-28-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-28" title="SCAR-28" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-29/' title='SCAR-29'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-29-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-29" title="SCAR-29" /></a>
<a href='http://www.luluzinhacamp.com/as-cicatrizes-do-cancer-por-david-jay/scar-30/' title='SCAR-30'><img width="100" height="100" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/SCAR-30-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="SCAR-30" title="SCAR-30" /></a>

<p>A dica veio da <a href="http://casadagabi.com/outubro-rosa-cicatrizes/">Gabi Bianco</a>, lá no nosso grupo de discussão.</p>
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		</item>
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		<title>Como dona Alba descobriu e venceu o câncer de mama</title>
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		<comments>http://www.luluzinhacamp.com/como-dona-alba-descobriu-e-venceu-o-cancer-de-mama/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 18:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dricamartins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Campanhas]]></category>
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		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[outubro rosa]]></category>
		<category><![CDATA[seja rosa]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2798" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.luluzinhacamp.com/como-dona-alba-descobriu-e-venceu-o-cancer-de-mama/drica-e-a-mae-2/" rel="attachment wp-att-2798"><img src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/drica-e-a-mae1.jpg" alt="dona Alba e Adriana, Férias 2011" title="dona Alba e Adriana, Férias 2011" width="500" height="333" class="size-full wp-image-2798" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Alba e Adriana, nas férias de 2011</p></div><br />
Em outubro de 1999 recebemos aquela que parecia ser a pior notícia de nossas vidas, minha mãe, então com 64 anos foi diagnosticada com carcinoma mamário, o temível câncer de mama. Naquela época não tínhamos muitas informações sobre a doença e ficamos muito preocupados com o desenvolvimento de tudo aquilo.</p>
<p>Minha mãe fazia exames regulares, havia feito uma cirurgia de redução das mamas dois anos antes e não sentia nada que a fizesse sequer imaginar o que estava por vir.</p>
<p>Mas a médica havia sido categórica, a cirurgia se fazia necessária e urgente. Foi marcada então para o dia 25 de outubro daquele ano e minha mãe sempre serena pareceu desabar.</p>
<p>Ela sempre foi muito fechada e nunca conversávamos muito sobre o assunto, mas eu sabia que aquela notícia a havia tirado o chão.<br />
No dia marcado estávamos lá, eu e ela. Minha irmã com duas filhas pequenas em casa, aguardava ansiosa por notícias.</p>
<p>A cirurgia transcorreu super bem, mas a suspeita se confirmou o processo cirúrgico adotado foi a quadrantectomia e minha mãe já saiu do hospital com as sessões de radioterapia agendadas. Foram muitas. E dolorosas. As queimaduras na pele eram visíveis e a cicatrização muito demorada.</p>
<p>Após todas essas sessões, novos exames e um novo diagnóstico, seria necessário continuar o tratamento com quimioterapia. Esta foi a pior notícia após a cirurgia. A preocupação da vaidosa Dona Alba era com os cabelos e o que a quimio poderia fazer com eles. Mas não havia alternativa e lá fomos nós enfrentar sessões intermináveis de um tratamento altamente agressivo.</p>
<p>Foi uma fase muito ruim, pra minha mãe que sofria horrores após cada sessão e pra mim, que sofria junto com ela, pois não havia nada que eu pudesse fazer a não ser emprestar minha presença.</p>
<p>Após tudo isso a boa notícia, não havia mais sinais das células cancerígenas, mas os exames seriam feitos a cada mês, três meses, seis meses e por fim anualmente. Durante 5 anos o período é chamado de remissão, onde o paciente não apresenta nenhuma célula cancerígena, mas ainda não é considerado curado.</p>
<p>Hoje, 12 anos após o diagnóstico e cirurgia minha mãe pode ser considerada curada pela medicina, mas eu a considero uma vencedora! Ela lutou a cada dia para que o diagnóstico negativo não fosse impedimento para que ela continuasse vivendo. Ela é meu maior exemplo.</p>
<p>Porque tudo isso aconteceu eu faço mamografias regulares desde os 30 anos. E todo ano minha mãe me liga pra me lembrar do meu compromisso com o exame.</p>
<p>Hoje ela está com 76 anos e super saudável. Viaja todos os anos e aproveita a vida da melhor maneira possível, mas nunca esquece de tudo que passou e tem certeza que se não fosse o diagnóstico precoce, a história seria outra.</p>
<p>P.S.: e após tantas sessões de quimio os cabelos da minha mãe não cairam&#8230; no final eu não sei se ela estava mais feliz pelo fim da doença ou por não ter ficado careca&#8230; rsrsrs</p>
<p><em>O diagnóstico de câncer, embora assustador, é básico para o processo de conhecimento da doença e do tratamento que o paciente necessita para curar-se. E o processo ensina muita gente a aceitar o problema e lutar pela vida. (<a href="http://www.vidaintegral.com.br/noticias.php?noticiaid=316" title="Vida Integral" target="_blank">http://www.vidaintegral.com.br/noticias.php?noticiaid=316</a>)</em></p>
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		<title>Muito além do câncer de mama: a metástase da Ane</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 14:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ações e Campanhas]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[outubro rosa]]></category>
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		<description><![CDATA[Ajude a Ane a superar a metástase que apareceu depois do câncer de mama. Aos 24 anos, seus amigos se reuniram para ajudar no tratamento. 
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<p>Hoje a Paula avisou do caso da Ane, uma moça de 24 anos que, depois de enfrentar o câncer de mama, está com metástase óssea. <img src='http://luluzinhacamp.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />  Mas a história nada boa vem com a luta dos amigos para ajudar. Entenda no texto da própria Ane:
</p>
<blockquote><p>Oi, eu sou a <a href="http://www.amigosdaane.org/" title="Amigos da Ane" target="_blank">Ane</a>, tenho 24 anos e vim contar minha história pra vocês. Começou em maio de 2010, <strong>quando fui diagnosticada com um Câncer de mama</strong>. Tive que retirar a mama esquerda, fazer quase um ano de quimioterapia, 30 aplicações de radioterapia. Uns 3 meses depois, achando que já estava bem, comecei a sentir dores nas costas e após uma ressonância descobri <a href="http://www.unifesp.br/dorto-onco/livro/tumo12p1.htm" title="O que é metástase óssea lombar?" target="_blank">metástase óssea na lombar</a> (um tumor ósseo). Os médicos não dão muita esperança nessas horas. Disseram que não tinha mais o que fazer, que eu<strong> só podia controlar e torcer pra viver uns anos mais… mas eu não desisti.</strong> Encontrei uma esperança na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DcvE-zO3GaI" title="Terapia Gerson" target="_blank">Terapia Gerson</a>. É uma terapia não convencional que me dá chances de cura, mas que custa beeem caro. Meus amigos estão fazendo de tudo pra me ajudar a sair dessa e você pode ajudar também! Clique <a href="http://www.amigosdaane.org/" title="Amigos da Ane" target="_blank">aqui</a> para saber como!
</p>
<p>E só mais um recadinho: Previna-se. Vá ao médico regularmente e faça todos os exames, mesmo que ele diga que vc não tem idade pra isso. Coma alimentos saudáveis e evite sal e açúcar, faça exercícios e tente se divertir muito na vida e não se estressar. Você pode evitar de passar por isso com pequenos atos! Um beijão pra vocês!</p></blockquote>
<p>O Gui Menga está fazendo uma campanha bacanérrima para ajudar a Ane: você faz a doação (de R$ 25,00 a R$ 500+) e ele te entrega uma ilustração. Vamos ajudar?</p>
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		<title>Mulheres nas Cidades</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 12:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Srta. Bia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
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		<description><![CDATA[A violência infelizmente está espalhada pelas grandes cidades. Porém, homens e mulheres vivem, sentem medo e enfrentam experiências e restrições diferentes. Mulheres sentem muito mais medo do assédio e da violência sexual, seja de dia ou de noite. Há desde preocupações com o assédio sofrido nos transportes coletivos até a preocupação com estupros que limitam [...]
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A violência infelizmente está espalhada pelas grandes cidades. Porém, homens e mulheres vivem, sentem medo e enfrentam experiências e restrições diferentes. Mulheres sentem muito mais medo do assédio e da violência sexual, seja de dia ou de noite. Há desde preocupações com o assédio sofrido nos transportes coletivos até a preocupação com estupros que limitam a mobilidade das mulheres e reduzem seu acesso a espaços públicos. Porém, o pior é saber que muitas vezes as mulheres são culpabilizadas pela violência que sofrem. Foi roubada? Quem mandou passar naquela rua escura a essa hora? Milhares de mulheres são obrigadas a voltar para casa tarde da noite porque trabalham ou estudam. Foi violentada? Quem mandou sair de minissaia ou com essa roupa indecente? Quem mandou ficar bêbada? Nenhuma dessas atitudes é um convite ao estupro.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 343px"><a href="http://www.flickr.com/photos/12392252@N03/3104128455/in/photostream/"><img src="http://i18.photobucket.com/albums/b117/biancarpc/cidades_mulheres.jpg" alt="" width="333" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Woman on Subway. Foto de Ronn aka Blue Aldaman no Flickr em CC, alguns direitos reservados.</p></div>
<p style="text-align: justify;">No texto <a href="http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/08/20/cidades-mais-seguras-para-as-mulheres/" target="_blank">&#8220;Cidades mais seguras para mulheres&#8221;</a>, Renata Neder, da ONG internacional Action Aid, discute a segurança das mulheres nas cidades do mundo, pontua questões que contribuem para a insegurança e fala sobre o que está sendo feito em alguns países:</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>É muito comum que meninos comecem a andar sozinhos pela cidade muito antes das meninas, ou que rapazes voltem para casa de ônibus de madrugada enquanto as adolescentes preferem os taxis ou a carona de um dos pais. Mulheres sentem medo de praças vazias, de ruas desertas, de becos escuros, de transporte público, com muito mais frequência que os homens. E, por isso, internalizam no seu cotidiano diversas práticas ou restrições que as fazem sentir mais seguras. Fazemos isso com tanta naturalidade que nem nos indignamos mais com o fato de, na prática, não exercermos os mesmos direitos que os homens no acesso à cidade e vivência da vida urbana.</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>Não é certo delegar às mulheres a responsabilidade por sua segurança. As cidades devem ser seguras para as mulheres, e Estado e sociedade devem garantir isso.</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>É fundamental garantir a segurança das mulheres e sua mobilidade nos espaços públicos e privados. E segurança, neste caso, não tem a ver apenas com não-violência, mas com todas as decisões que muitas vezes as mulheres são forçadas a tomar (a respeito de uma roupa ou de um trajeto, por exemplo) por medo e por insegurança.</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><em>As cidades seguras também dizem respeito aos estereótipos sócio-culturais e pressupostos a respeito do “lugar” da mulher na sociedade e na cidade. Ideias que ditam o que é apropriado ou não para uma mulher. Para tornar uma cidade segura para as mulheres, é fundamental questionar essas ideias construídas e estabelecidas.</em></p>
<p style="text-align: justify;">As cidades brasileiras são seguras para as mulheres? Como nos sentimos no ônibus ou no metrô lotado? É apenas a sensação de que estamos numa lata de sardinha ou torcemos o tempo todo para que ninguém passe as mãos por nosso corpo? Quando estacionamos o carro à noite na rua ou quando voltamos para pegá-lo, temos medo apenas de um assalto ou de que a pessoa nos leve para um lugar ermo e nos ameace? Nas ruas movimentadas dos grandes centros, as mulheres podem caminhar livremente sem serem abordadas com palavras agressivas de quem a deseja com os olhos? No ponto de ônibus vazio, quando alguém vem abordá-la, como você se sente? Ao contratar um serviço para ir até sua casa você toma alguma precaução? Quando fica bêbada num bar ou na boate, você já escapou de alguma situação de abuso? Quantas vezes você já soube de casos de estupro próximos da sua faculdade?</p>
<p style="text-align: justify;">Pensar em cidades mais seguras para mulheres não passa apenas por mudanças na infraestrutura. Isso é o básico, é preciso ir além e questionar os pressupostos sociais e culturais a respeito do que é considerado o “lugar” adequado para a mulher na sociedade e, consequentemente, na cidade.  É necessário que as mulheres sejam vistas como cidadãs, com direitos que devem ser respeitados ao invés de culpá-las pelo tamanho da saia que usam.</p>
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		<title>É só respeito, gente</title>
		<link>http://www.luluzinhacamp.com/e-so-respeito-gente/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 13:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[depoimento]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Depoimento de Natane sobre a bissexualidade. Em primeira pessoa, com todo o respeito. 
Não há posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Rodrigo Basaure, CC" src="http://farm2.static.flickr.com/1004/702064564_60cbde355d_d.jpg" title="Rodrigo Basaure, CC" class="aligncenter" width="411" height="500" /><br />
foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/rodrigobasaure/702064564/in/photostream/">Rodrigo Basaure, CC</a><br />
Assim como o post anterior, este artigo foi escrito pela <a href="http://about.me/natane">Natane</a>, também a pedidos, exclusivamente para o LuluzinhaCamp. </p>
<p>Coragem. Eu não sei direito o motivo, mas sempre que ouço alguém falando coragem, vejo uma espada nas mãos e alguém correndo por um campo rumo à morte. Nunca consegui associar direito coragem a atos cotidianos, a dizer em público minha verdade, a espalhar por aí o que, para mim, é óbvio.</p>
<p>Mas já ouvi muita gente me apontando como alguém “corajoso”. Sou corajosa porque contei em um vídeo que tenho relacionamentos com mulheres? Sou corajosa porque converso sobre isso com a minha mãe, com a minha chefe, com colega que acabei de conhecer?</p>
<p>Sou corajosa porque mergulhei em um mundo totalmente diferente do qual me apresentaram? Ou sou corajosa porque deixei esse mundo um pouco de lado para voltar ao primeiro?</p>
<p>Isso não é coragem. Isso é respeito. Respeito por mim. Respeito pelo que eu amo, pelo que me dá tesão. Respeito pelos meus desejos, pela minha vontade de estar onde eu quero estar. De olhar no espelho e ver o que eu quero ver.</p>
<p>E, pra mim, dizer que eu sou bissexual hoje é isso. E só uma forma que eu encontrei de me respeitar. E, me respeitando, dizer, mesmo sem palavras, que eu não tenho fronteiras. Que eu não quero ter fronteiras. Que eu não preciso delas.</p>
<p>Não é que eu não queira fazer parte de nada. Eu quero é fazer parte de tudo. Eu não quero definir para não criar paredes. Eu não quero escolher porque mudo o tempo inteiro, todos os dias. E acho que tudo bem mudar.</p>
<p>E acho que tudo bem todo mundo mudar. E tudo bem também em ficar onde você está, se é ali que você quer estar.</p>
<p>Claro que nem sempre é isso que acontece, mas gosto de acreditar que o mundo perde qualquer discussão comigo simplesmente porque eu não preciso discutir. Porque universos gay, hétero, homens, mulheres moram numa mesma casinha por aqui. Daquelas sem paredes.</p>
<p>Isso não é coragem. Eu poderia terminar aqui e dizer que é amor. Mas não sei. É porque é. E tudo bem que seja assim.</p>
<p>Sou paulista, 26 anos, jornalista, social media e escritora. Publico meus textos no <a href="http://tamasauskas.blogspot.com/">Vício da Petulância</a>. Os outros contatos estão no <a href="http://about.me/natane/">about.me</a></p>
<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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