Bem vinda

- Oi, meu nome é Marina, sou publicitária, palhaça e moro na Suécia.

- Bem vinda, bem vinda, bem vinda, bem vinda. Seja bem vinda!

Vocês conhecem muito bem esse tipo de reação na lista e hoje o diálogo por aqui é com o próprio LuluzinhaCamp. Eu não me lembro de ter feito uma apresentação, talvez por ter sido muito no começo da lista e a maioria já se conhecia de outros camps da vida. Ou porque talvez a lista ainda não tivesse adquirido essa dinâmica que eu nunca havia visto funcionar.

Participo de algumas listas, umas morreram, outras se transformaram, outras são totalmente nonsense e outras são apenas classificados de qualquer coisa. Mas o que me chama a atenção no Luluzinha é a questão do respeito. Sim, é óbvio que temos briguinhas. É óbvio que temos desavenças e opiniões contrárias. É óbvio porque somos humanas. Estou longe de achar que o Luluzinha é um grupo de santas. O que eu acho bonito nisso é que existe um respeito – que eu adoraria entender de onde vem exatamente – que não deixa desgastar o ego de ninguém.

Primeiro eu achei que o motivo era porque éramos mulheres. Só que, assim que cheguei à Suécia, procurei o “Luluzinha” daqui. Mandei email pra lista, fiz o processo todo que elas pediam, cheguei a conversar inclusive com a moderadora (que estuda com meu namorado, não é uma pessoa tão longe assim). Quatro meses se passaram e eu nunca consegui entrar na lista. Eu sei que a discussão nesse caso é mais longa e que existem outras variáveis, como lista abandonada, lista cheia, xenofobia ou descaso das moderadoras. Mas fico com a conclusão de que não basta ser um grupo de mulheres.

Não descobri ainda a fórmula perfeita. Talvez seja mulheres + Brasil + moderadoras elegantes + paciência + seres humanos cheios de hormônios e neurônios. Ou talvez não tenha nada a ver com isso e só seja explicado pelas duas palavrinhas muito faladas na lista: “bem vinda”.

O que rolou no #LuluzinhaCampRJ 8

Olá Lulus!

Neste último sábado, aqui no Rio, rolou o oitavo #LuluzinhaCampRJ!

Rolou lá no @beesoffice, que nos ofereceu um espaço maravilhoso, com e wireless e  muitas tomadas para ligar os notes e nets das meninas!

Em 2011 começamos a tradição do fotorecado, iniciado no LuluzinhaCamp nacional pela @gabibutcher!

Nesta edição, quem fotografou foi a @melsalvi! Obrigada, Mel!

a queridíssima @anaerthal e seu foto recado

Começamos com um bate papo sobre comunicação integrada, com a @renata_lino, que explicou como grandes empresas dividem suas campanhas entre duas ou mais agências, que por sua vez precisam acertar os ponteiros para fazer uma campanha coesa nas suas respectivas mídias.

A @cfsardinha do Tecnologia Outonal, tirou várias dúvidas sobre diversos temas de tecnologia.

@masesignbijoux, @cfsardinha, @bia_maravilha

Em seguida, @anaerthal lançou um questionamento importante sobre a importância de orientarmos principalmente os jovens sobre como utilizar as redes sociais. A partir deste questionamento, @missmoura também se juntou ao debate. O papo rendeu bastante e conversamos desde o uso das redes para alimentar egos e preencher vazios e dos perigos da superexposição até a monetização de contas que deram certo nas redes.

Tivemos também a @harpias, que falou sobre como a sua conta pessoal, cheia de ironia e sarcasmo, se tornou um personagem fictício e conquistou milhares de seguidores.

A @bia_maravilha falou sobre o seu trabalho como SEO de conteúdo e esclareceu diversos pontos sobre busca e cuidados relacionados a conteúdo. O assunto movimentou as blogueiras, que aprenderam a aproveitar e cuidar melhor do conteúdo de seus blogs!

Ao final, @anaclaudiabessa e @deniserangel deixaram um questionamento para o próximo #luluzinhaCampRJ:

- O que mudou em sua rotina em relação ao consumo consciente?

@anaclaudiabessa e @deniserangel - O que mudou em sua rotina em relação ao consumo consciente?

Gostaríamos de agradecer às queridas @s que estiveram presentes para movimentar o espaço de debate do #LuluzinhaCampRJ 8.

Obrigada também ao @beesoffice, Espaço de Coworking por nos ceder o espaço, à @fingrsbrasil for enviar um kit mara para sorteio e à @madesignbijoux, que além de ceder 3 peças para sorteio, levou pães de mel deliciosos para todas as Lulus!

pães de mel delicinha da @madesignbijoux

Um beijo enorme às Lulus que estavam lá, debaixo de chuva e com o trânsito caótico de uma tarde de sábado com o aterro fechado.

E às Lulus que não puderam comparecer, um forte abraço e aguardamos vocês em 2012!

Que venha o #LuluzinhaCampRJ 9!! o/

 

Poliamor

Um documentário sensacional, com direito a depoimento de Luluzinha sumida – no momento em maternagem furiosa – do José Agripino, falando de… Poliamor. A gente já falou disso aqui, nos posts sobre sexualidade. (siga o link para ler).

O vídeo foi compartilhado no nosso grupo de discussão e merece cada minuto da sua atenção.

A violência obstétrica em pauta

The Eye of Elisa, Cesar Augusto Serna Sz, CC-BY-NC-ND

Tudo começou neste post da Cláudia Rodrigues sobre violência obstétrica. Como a gente tinha participado da blogagem coletiva pela eliminação da violência contra as mulheres e eu enviei o post para o nosso grupo de discussão, onde a gente estava compartilhando nossos posts e achados. Qual não foi a surpresa quando o tópico ganhou mais de 90 respostas!

Discussão que, claro, enveredou pela seara parto normal x cesárea. E procedimentos. E o tratamento que a mulherada recebe na hora de parir. Coisa mais que séria no Brasil – porque, sim, nossos direitos são violados o tempo todo.

Tive orgulho, muito orgulho, da mulherada. Pelo alto nível da conversa. Pelas histórias bacanas de cada uma. Pela militância a favor de um mundo mais acolhedor para nós, fêmeas humanas. Como a gente ainda está em tempo de falar dos direitos da mulher, pedi licença a todas e publico aqui trechinhos do bate-papo.

DC (nome preservado para não causar constrangimentos pessoais)

Quando eu tinha 15 anos engravidei. O moleque, um babaca (descobri depois) não me disse que a camisinha estourou e eu, ingênua, inexperiente, não percebi. Ele nem falou nada. Eu poderia ter tomado pílula do dia seguinte… enfim. Ele disse que não assumiria nada, terminou comigo e eu fiquei nessa sozinha com medo de contar pros meus pais. Meu pai não sabe até hoje, acha que perdi a virgindade com 19 anos.
Continue lendo…

Eu sou o seu coração #portrasdobiquini

Heart with hearts, Bob Fornal, CC-BY- NC-SA

Você conhece bem o seu coração? Ele é um dos órgãos mais importantes do nosso organismo. E é uma questão de saúde mais que importante para a mulherada.

É graças a ele que o sangue chega com oxigênio a cada célula de nosso corpo. Para fazer isso, seus músculos são fortes, altamente inervados. E há quatro cavidades, que funcionam como uma bomba: do lado arterial, mandam o sangue que chegou dos pulmões para o organismo, enquanto do venal, mandam o sangue sem oxigênio para o pulmão, para receber mais oxigênio. É o sangue que faz o milagre. Através das artérias e veias, ele chega a cada pedacinho de nós, alimenta as células, permite que tenham energia e saúde.

Todo este conjunto é atravessado por tudo o que comemos e a forma como vivemos. Nas mulheres, com muitos, muitos hormônios. Os mesmos que nos fazem menstruar, ajudam a manter as paredes dos vasos flexíveis, saudáveis. Se a gente faz exercício – uma boa caminhada de meia hora todo dia já é suficiente – os vasos se mantêm flexíveis por muito, muito tempo. E a comida caseira, com pouca gordura, muito equilíbrio, ajuda a manter tudo funcionando como deve.

Só que… a vida não é perfeita como diz o manual dos médicos. Tomamos pílula – que interrompe o fluxo dos hormônios e a proteção que oferecem às artérias. Na correria do dia-a-dia, prefere comidas prontas ou congeladas, em geral cheias de sódio. Com o trabalho, os cuidados com família, consigo, paramos de fazer exercícios… Enquanto somos jovens, tudo vai mais ou menos bem.

Tudo começa com uma pequena inflamação na parede de uma artéria. Para reagir, forma-se um coágulo – e o sangue passou menos ou parou de passar. E, um dia, o sintoma apareceu: um AVC ou um infarto. Neste dia, a mulher sente uma tontura, enjoo, falta de ar. Um desconforto difícil de explicar, sem causa. Ou aviso prévio, começa a se sentir cansada, sem ar. No pronto-socorro, o médico de plantão não entende nada, diz que é um piti, resultado do estresse. Não, era o seu coração dizendo que havia um problema.

Para prevenir que uma de nós seja vítima destas doenças silenciosas, está no ar a campanha “O que mais existe por trás de um biquíni?”. Na página (basta clicar no link), você encontra informações sobre as doenças cardiovasculares na mulher e orientação para saber o que é fundamental. Agora faça seu compromisso: além do ginecologista, a gente ter que ir ao cardiologista todos os anos, combinado?

Aproveite e participe da nossa blogagem coletiva. Divulgue #portrasdobiquini no twitter, Facebook, pelo e-mail. Nossos corações agradecem.

Foto: Bob Fornal, CC-BY- NC-SA

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