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	<title>LuluzinhaCamp &#187; cultura</title>
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	<description>Onde a mulherada se encontra</description>
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		<title>Cabeça de mulher</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 12:24:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mawa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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Não há posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2422" href="http://www.luluzinhacamp.com/cabeca-de-mulher/turca-2/"><img class="alignnone size-full wp-image-2422" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/04/turca1.jpg" alt="" width="595" height="335" /></a></p>
<p>Eram quatro mulheres no total. Duas brasileiras e duas turcas. As brasileiras estavam curiosíssimas a respeito daquele lenço na cabeça. <em>Será que era muito quente? Será que incomodava ficar com aquilo o dia inteiro? Será que usavam por vontade própria?</em> A barreira da língua parecia impedí-las de começar um diálogo. Estavam, duas a duas, sentadas no pátio de uma mesquita, em Istambul. Apenas se olhando, como quem não quer nada, no frio do mármore e no quente do sol.</p>
<p>As turcas então se aproximaram. Perguntaram se poderiam fazer uma entrevista conosco. <em>Sim, claro!</em> Disseram ser estudantes de turismo com uma lição de casa: entrevistar estrangeiros e ver o que eles pensam do seu país. Respondemos, rimos e filmamos. Contamos nossas primeiras impressões sobre a Turquia muçulmana. <em>Mesquitas gigantes e lindas, história da humanidade borbulhando, cheiro de amêndoas queimadas aos pés da melancolia do Bósforo. Peixe, pimenta e tomate. Povo solícito e mulheres&#8230; cobertas.</em> Elas sorriram e terminaram a entrevista. Agradeceram e foram embora.</p>
<p>Nos encontramos do lado de fora da mesquita, numa comemoraçãoo popular na qual as crianças encenavam danças típicas. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kemal_Atat%C3%BCrk">Ataturk</a> havia criado o dia da criança e, nele, os pequenos eram celebrados publicamente. Bem bonito de ver. Trocamos olhares com nossas amigas e elas se reaproximaram. Se ofereceram para serem nossas “guias turísticas” por algumas horas. Aceitamos. Não sei ao certo o que nos motivava mais: o fato de ter nativos mostrando o país ou o fato de finalmente podermos perguntar a respeito do lenço.</p>
<p>Entre as ruas de pedras conversamos sobre tudo. Impressionante como mulher consegue aprofundar as histórias em menos de 5 minutos de convivência. Uma delas, a mais tradicional, estava procurando namorado. Usava saia e lenço. Dizia usar porque queria. Porque acredita que aquilo tem uma função social e, que no fundo, achava inclusive charmoso. Preferia os de seda, mais brilhantes. A outra era mais liberal – no sentido ocidental da palavra – e usava calça jeans e lenço na cabeça “somente quando estava em casa”. Disse que não queria namorar, que havia crescido para ser livre. A outra só respondia “não quer namorar POR ENQUANTO”. Enquanto caminhávamos em direção a uma casa de chá, conhecíamos duas meninas tão parecidas quanto nós. Com as mesmas dúvidas. Com as mesmas indagações. Com os mesmos dilemas. E nessa hora percebemos que aqueles tecidos nada mais eram do que representações plásticas de um outro tipo de lenço: o invisível.</p>
<p>Qual é o teu lenço?</p>
<p>Não há posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Luluzinhas indignadas com a magreza</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 06:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucia Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Excesso de magreza é doença. IMC normal, cabeça para cima, bom senso. E nada de cair no canto da sereia dos estilistas e publicitários!
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<li><a href='http://www.luluzinhacamp.com/luluzinhacamp-por-luluzinhas-prontofalamos/' rel='bookmark' title='LuluzinhaCamp por Luluzinhas #prontofalamos'>LuluzinhaCamp por Luluzinhas #prontofalamos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é um dia especial. Tudo começou com uma notícia da <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u682199.shtml">Folha Online sobre a magreza das modelos nas semanas de moda</a>. As Luluzinhas <a href="http://casadagabi.com/fome-de-viver/">Gabi Bianco</a>, <a href="http://www.trendencias.com.br/o-mundo-da-moda/spfw-modelos-esqualidas-assustam-fashionistas/">Ana Paula Marques</a> e <a href="http://letrapreta.wordpress.com/2010/01/21/correio-aos-limitantes/">Renata Correa</a> não deixaram por menos: foram aos teclados e clamam por razão em meio à loucura. A história da distorção dos corpos atravessa a indústria da moda feminina desde sempre&#8230; Me veio, em meio à discussão, uma cena linda do filme <a href="http://www.theduchessmovie.com/">Duquesa</a>, em que a personagem diz ao marido: &#8220;Desenho meus vestidos porque é a única forma de expressão que tenho&#8221;. A história da Duquesa de Lankashire acontece em 1774, com corpetes, anquinhas e muito aperto&#8230;</p>
<p><a href="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2010/01/magra1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1446 alignleft" title="magra1" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2010/01/magra1-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Em 2010, ainda lutamos contra o estereótipo. E sofremos com os editoriais de moda e o bombardeio de imagens que não relutam em usar mulheres-palito para mostrar coleções. No Brasil, para mim, o mais grave é a falta de respeito a qualquer padronização de tamanho. O que é 40 ali é 38 pela <a href="http://www.abnt.org.br/">ABNT</a> – que, sim, fez uma norma técnica para tentar colocar ordem na gaiola das loucas, mas fala sozinha. E o fato de ser desconsiderado que a maior parte de nossa população é negra ou mulata. E o fato de que existem mulheres de todos os tamanhos, formas e cores. E a reincidente tentativa, principalmente na indústria da moda, de homogeneizar as pessoas.</p>
<p>Nenhum estilista da São Paulo <em>Fecha o Vick </em>(meu apelido especial para o ordálio da moda) pensa em diferença. Eles querem é ganhar dinheiro, criar glamour, enfeitar o mundo. Válido, lindo, tudo certo. Só que no altar da beleza os carneiros sacrificados são meninas. Ao ver as imagens dos esqueletos desfilando – esqueletos são belos, como tudo no humano o é – imaginei o impacto disso nas iniciantes e aspirantes. Ser modelo é uma profissão dura, exigente. E os selecionadores passam dos limites.</p>
<p><a href="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2010/01/magra2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-1447 alignright" title="magra2" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2010/01/magra2-132x300.jpg" alt="" width="132" height="300" /></a></p>
<p>Imaginem que esta escriba tem 1,80m e pesa 64 kg depois de muita luta porque estava no limite da anorexia. Sim, eu precisei lutar para engordar e a salvação foram os carboidratos reforçados antes de dormir. Não, não tenham inveja. Comer é uma delícia, uma das melhores coisas na vida. Adoro boa comida, saladas, frutas, legumes, massas, as coisas boas que a <a title="Cozinha da Matilde - Receitas" href="http://cozinhadamatilde.com.br/tag/receita/" target="_self">Cozinha da Matilde </a>nos oferece. Confesso que não como muita carne, mas é mais preferência pessoal do que qualquer outra crença. Fui educada assim.</p>
<p>Evitar a magreza extrema, promover a saúde e o bem-estar é o objetivo de estar no mundo, de ser bonito, de viver. A vida é dura, sim, e costuma piorar com o tempo. O que será destas moças magérrimas? Bloguemos, então. Falem o que acham do assunto. E pensem: como é que vocês vão construir suas auto-imagens? Olhando para estas modelos ou vendo a si mesmas? Eu vejo, no Luluzinha, mulheres que pensam, que se reúnem, que têm bom gosto e valor suficiente para evitar a vala comum do que é &#8220;tendência&#8221;. Mulheres que realmente fazem a diferença.</p>
<p>E fazer a diferença, neste caso, significa mandar estas marcas cheias de &#8220;valor&#8221; caçar sapo na lagoa e ir atrás das marcas que valorizam todos os tamanhos e cores de mulher. #prontofalei!</p>
<p>Aproveitem e assistam à ótima matéria que a TV Vírgula fez sobre o assunto.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="362" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="file=http://virgula.uol.com.br/newadm2/repositorio/videos_arquivos/2010/01/21/5978.flv" /><param name="src" value="http://virgula.uol.com.br/js/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="362" src="http://virgula.uol.com.br/js/flvplayer.swf" flashvars="file=http://virgula.uol.com.br/newadm2/repositorio/videos_arquivos/2010/01/21/5978.flv"></embed></object><a href="http://www.virgula.com.br">Virgula.com</a></p>
<h3>Update</h3>
<p>Mais posts sobre o assunto:</p>
<ul>
<li><a title="abaixo a ditadura da magreza" href="http://migre.me/hitz" target="_self">Abaixo a epidemia da magreza</a>, Denise Rangel</li>
<li><a title="escrava da magreza, eu não!" href="http://jujuba-landia.blogspot.com/2010/01/escrava-da-magreza-eu-nao.html" target="_self">Escrava da magreza, eu não!</a> Juliana D&#8217;Alcantara</li>
<li><a title="bones, zel" href="http://www.zel.com.br/archives/2010/01/bones.html" target="_self">Bones</a>, Zel arrasante, maravilhosa, linda&#8230;</li>
<li><a title="Cesta Básica" href="http://cestabasica09.blogspot.com/2010/01/novas-idades.html" target="_self">Nova Idade</a>, da Janes Rocha, devidamente &#8220;cutucada&#8221; através dos comentários</li>
<li><a title="A ditadura da moda e a magreza como obrigação - A Vida Secreta" href="http://www.avidasecreta.com/a-ditadura-da-moda-e-a-magreza-como-obrigacao/" target="_self">A ditadura da moda e a magreza como obrigação</a>, B. na Vida Secreta &#8211; leiam os comentários dos moços.</li>
</ul>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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