Por Amor à Vida: blogagem coletiva pelas mulheres

gorgone, kaneda99, CC-BY-NC-ND

Aí, no fim do ano passado a fofa da Liss propôs uma blogagem coletiva: Por amor à Vida. Quando li o documento, abracei. Porque a gente vê o tempo todo as forças gigantes que tentam nos transformar em cópias umas das outras.

Não resisto! O texto de apresentação da Liss é tão bonito, que vai aqui:

Entendo por “amor a vida” o respeito ao diferente, o respeito às etnias, as religiões, as variadas formas de pensar, ao direito humano previsto na constituição de ir e vir.

Amor à vida inclui amar a liberdade de ser mulher, de ser você, de ter sua essência e expô-la no mundo da forma que acha melhor.

Amor à vida é cada um viver a sua vida, sem interferir na vida do outro, sem estragar o mundo, maltratar os animais, depredar o meio ambiente, é muito amplo, mas em síntese é: cuidarmos de nossa essência, dos nossos amigos, familiares, dos nossos valores do nosso MUNDO!

Amor à vida é abafar qualquer tipo de violência, julgamento e maldade. Mesmo que isso seja utópico, acredito que que ter amor a vida começa dentro de nós, espalha-se pelo nosso mundo e pode “contaminar” o mundo todo… “Amor a vida” é fazer a nossa parte!

O objetivo desta blogagem:

Disseminar de forma pessoal a cultura de PROTEÇÃO a mulher, a vida e as diferenças humanas.

Divulgar o pensamento de que todas as pessoas têm o direito de preservar sua identidade e seus valores dentro da sociedade de forma que não fira o direito do outro.

Alertar as leitoras do perigo iminente no uso sem restrições da internet, alertar sobre a cultura de violência que se “espalha” e sobre os riscos que existem no nosso dia-a-dia.

A nossa proposta:

Conte uma história, faça uma entrevista, um post de serviço sobre como se proteger em caso de violência. Entre os dias 5 e 9 de março – sim, na semana do Dia da Mulher – vamos falar sobre isso. FAÇA O LINK PARA ESTE POST!!!

E a gente vai completar a história off-line, ao vivo e a cores, no dia 11 de março, com uma proposta de outra querida, a Cecília Santos: caminhada e bicicletada de protesto contra o assédio nas ruas (e segurança da gente na cidade). Que termina com piquenique no Ibirapuera. Estamos todas (as que moram em SP) convidadas.

A gente vai fazer post só sobre a caminhada/bicicletada de protesto, ok?

P.S: para quem quiser, aqui está o selinho da blogagem:
Por Amor à Vida
<a href="http://www.luluzinhacamp.com/por-amor-a-vida-blogagem-coletiva-pelas-mulheres/"><img class="alignnone" title="Por Amor à Vida" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2012/03/amoravida_03.png" alt="Eu sou uma Luluzinha!" width="233" height="231" /></a>

Estupro coletivo não é presente: é crime organizado


Mulheres em choque. Este é o único jeito de descrever as nossas reações ao estupro coletivo que aconteceu na cidade de Queimadas, Paraíba, no dia 12 de fevereiro. Se o mundo ainda não acabou, por favor, encerrem as atividades agora.
A história é sórdida: um estupro coletivo oferecido como presente de aniversário de um irmão para o outro. Os dois irmãos que organizaram o evento teriam simulado um assalto, com a ajuda de outros homens, para violentar as mulheres convidadas, usando capuzes e máscaras de carnaval. Seis mulheres foram agredidas e estupradas. Duas delas, Michele Domingues da Silva (29 anos) e Isabela Pajussara Frazão Monteiro (27 anos), identificaram seus algozes e por isso foram assassinadas.

Michele e a professora Isabela (Foto: Reprodução/TV Paraíba)


Na tarde da quarta-feira (15), os sete homens presos por suspeita de participar dos estupros de seis mulheres e mortes de duas, foram transferidos para o presídio de segurança máxima PB1, localizado em João Pessoa. Além dos sete adultos, há três adolescentes detidos. Eles foram ouvidos e levados para o Lar do Garoto, abrigo provisório localizado na cidade de Lagoa Seca.
Claro que depois de noticiar a história a imprensa não levou a história à frente. Por isso, em conjunto com o Blogueiras Feministas, o LuluzinhaCamp faz questão de convocar: publique um texto em seu blog amanhã, dia 17 de fevereiro, para que esta história não seja esquecida. E para que todas as mulheres vítimas de violência ganhem justiça – e atendimento adequado.
Para saber mais:
Homens teriam planejado estupro coletivo como presente de aniversário na PB
Estupros em festa com duas mortes na PB foram planejados, diz delegada
Sete suspeitos de estupro coletivo chegam a presídio em João Pessoa
A Lola publicou texto também: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2012/02/estupros-como-presente-de-aniversario.html

Dia Internacional pela eliminação da violência contra as mulheres

A gente está na roda do Blogueiras Feministas, blogando para que a violência contra as mulheres suma da face da terra. O dia é hoje por conta da história das irmãs Mirabal, que a Letícia contou tão lindamente na blogagem que o LuluzinhaCamp organizou em 2009. Aliás, se você gosta de história bem contada, recomendo fortemente a leitura deste último link. Então hoje vocês terão dois posts no LuluzinhaCamp ;)

Os números da violência contra a mulher são chocantes. Sempre. E não caem. Segundo o Portal Violência contra a Mulher, mantido pelo Instituto Patrícia Galvão, mais de 20% das quase 2 milhões de ligações recebidas pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) referem-se a pedidos de informações sobre a Lei Maria da Penha. Uma pesquisa feita pelo Instituto Avon e Ipsos, mostra que 52% das pessoas acham que juízes e policiais desqualificam o problema da violência contra as mulheres.

Enquanto isso, a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas no Brasil
Este tipo de manifestação é boa, sempre. É preciso falar, denunciar, forçar a polícia a nos atender, fazer que a Lei Maria da Penha seja aplicada. Porque a gente sabe – e não precisa de novela para isso – que denunciar é difícil. A cada 10 ligações, uma é para denunciar violência. Importante: este número diz respeito aos contatos. E quem nunca fala nada? Quantas são? Porque a gente sabe, sim, que muitas mulheres não têm coragem, força e suporte para denunciar seus agressores – que na maioria das vezes é o marido. E, não, não são casamentos recentes, são relações com mais de 10 anos em 40% dos casos.

O que você pode fazer?

Não seja testemunha de violência em silêncio – chegue perto, converse, apoie, vá junto à delegacia, consulte amigos advogados. Evite o comodismo e faça tudo o que puder – com todo o tato e delicadeza do mundo – para romper a corrente da violência.

Seja não violenta – Violência também se expressa em palavras, preconceitos, julgamentos. Um dia a dia gentil sempre é melhor que o mau humor liberado sobre qualquer um sem nenhuma razão.

Eduque seus filhos – principalmente os meninos precisam aprender a respeitar as mulheres, saber que elas são iguais. Faça os filhos homens cuidarem da casa, arrumarem, lavarem – tudo o que você exige da sua filha. Detalhe: não basta mandar fazer, há que praticar. Portanto, trate de colocar el maridón na roda, dividir igualmente as tarefas. [sim, isso aqui é puro sonho no Brasil, mas o fim da violência também é. Portanto, a gente fala. Se uma só família praticar, já tá ótimo]

Informe-se – tudo pode acontecer com todo mundo. Conheça seus direitos, saiba como se defender. Aqui no LuluzinhaCamp mesmo, a gente fez uma série de posts, durante a blogagem de 2009, que podem ajudar. São Google também tem respostas. Há infinitas organizações feministas de confiança. O conhecimento ajuda a enfrentar com mais serenidade a situação – seja com você ou com alguém próximo.

Outras Luluzinhas que também escreveram sobre o assunto:

Ine: eu não fui estuprada

Danielle Cruz – Pelo fim do silêncio

Ana Afonso fez uma chamada para seus leitores
Simone Miletic: Pelo fim da violência contra a mulher

Saiba mais acessando o módulo de Violência Doméstica da pesquisa ”Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, realizada pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com o SESC.

Veja também os dados da pesquisa DataSenado sobre violência doméstica contra as mulheres.

 

 

Eu sou o seu coração #portrasdobiquini

Heart with hearts, Bob Fornal, CC-BY- NC-SA

Você conhece bem o seu coração? Ele é um dos órgãos mais importantes do nosso organismo. E é uma questão de saúde mais que importante para a mulherada.

É graças a ele que o sangue chega com oxigênio a cada célula de nosso corpo. Para fazer isso, seus músculos são fortes, altamente inervados. E há quatro cavidades, que funcionam como uma bomba: do lado arterial, mandam o sangue que chegou dos pulmões para o organismo, enquanto do venal, mandam o sangue sem oxigênio para o pulmão, para receber mais oxigênio. É o sangue que faz o milagre. Através das artérias e veias, ele chega a cada pedacinho de nós, alimenta as células, permite que tenham energia e saúde.

Todo este conjunto é atravessado por tudo o que comemos e a forma como vivemos. Nas mulheres, com muitos, muitos hormônios. Os mesmos que nos fazem menstruar, ajudam a manter as paredes dos vasos flexíveis, saudáveis. Se a gente faz exercício – uma boa caminhada de meia hora todo dia já é suficiente – os vasos se mantêm flexíveis por muito, muito tempo. E a comida caseira, com pouca gordura, muito equilíbrio, ajuda a manter tudo funcionando como deve.

Só que… a vida não é perfeita como diz o manual dos médicos. Tomamos pílula – que interrompe o fluxo dos hormônios e a proteção que oferecem às artérias. Na correria do dia-a-dia, prefere comidas prontas ou congeladas, em geral cheias de sódio. Com o trabalho, os cuidados com família, consigo, paramos de fazer exercícios… Enquanto somos jovens, tudo vai mais ou menos bem.

Tudo começa com uma pequena inflamação na parede de uma artéria. Para reagir, forma-se um coágulo – e o sangue passou menos ou parou de passar. E, um dia, o sintoma apareceu: um AVC ou um infarto. Neste dia, a mulher sente uma tontura, enjoo, falta de ar. Um desconforto difícil de explicar, sem causa. Ou aviso prévio, começa a se sentir cansada, sem ar. No pronto-socorro, o médico de plantão não entende nada, diz que é um piti, resultado do estresse. Não, era o seu coração dizendo que havia um problema.

Para prevenir que uma de nós seja vítima destas doenças silenciosas, está no ar a campanha “O que mais existe por trás de um biquíni?”. Na página (basta clicar no link), você encontra informações sobre as doenças cardiovasculares na mulher e orientação para saber o que é fundamental. Agora faça seu compromisso: além do ginecologista, a gente ter que ir ao cardiologista todos os anos, combinado?

Aproveite e participe da nossa blogagem coletiva. Divulgue #portrasdobiquini no twitter, Facebook, pelo e-mail. Nossos corações agradecem.

Foto: Bob Fornal, CC-BY- NC-SA

Por trás do biquíni: uma campanha pra cuidar de nossos corações

biquini_badge

Por muito tempo se pensou que os homens eram o principal grupo de risco para problemas cardiovasculares. Mas a pílula, a mudança dos hábitos e a inclusão no mercado de trabalho mudaram isso – e hoje as mulheres correm tanto risco quanto os homens. No Brasil, todo ano, morrem 20 mil mulheres por conta de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto. Sim, esta é a principal causa de morte entre as mulheres.

Por isso está no ar a campanha O que mais existe por trás de um biquíni? Um convite para que a gente descubra a importância de cuidar da saúde de nossos corações. Sim, vamos ao ginecologista uma vez por ano. Mas ele não cuida dos detalhes fundamentais para checar os detalhes cardiológicos.

Aí a Medtronic assumiu a empreitada e está no ar o site O que mais existe por trás de um biquíni? Lá a gente encontra dados importantes sobre as doenças e a informação que precisamos para o nosso check-up. Que, sim, queridas, é pra ser feito todo ano para quem tem mais de 40 anos!

Os dados:

  • No mundo, as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes entre as mulheres: 8 milhões todo ano. Sim, é mais que o câncer de mama.
  • O infarto mata mais mulheres que homens.
  • Entre as brasileiras, 1 em cada 5 mulheres corre risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
  • Os sintomas são diferentes nas mulheres. À beira de um infarto, sentimos náusea, fraqueza, dores gástricas e falta de ar – sintomas que podem ser confundidos com outras doenças.

Prevenção e tratamento:

  • Histórico familiar – quem tem cardíacos na família tem mais chances
  • Depois do 40, visite o cardiologista. Se ainda não tem um, pergunte em nosso grupo de discussão – a gente sempre tem uma indicação bacana :D
  • No climatério e após a menopausa é hora de redobrar os cuidados. Sim, os nossos hormônios nos protegem, porque deixam os vasos mais flexíveis e saudáveis. Quando eles saem de cena, a coisa complica.
  • Pouco sal e açúcar (duh) – todo cuidado com os industrializados e pouco refrigerante.
  • Dieta balanceada
  • Exercício físico: 30 minutos de atividade moderada todo dia resolve a questão.
  • Não fumar…
  • Olho vivo no peso (tem que estar com IMC bacana) e circunferência abdominal. A recomendada para brasileiras tamanho normal é 80 cm (não se aplica às compridas, como eu e Júlia Reis).

O convite:

Todas as blogueiras (e blogueiros) estão convidados para participar da blogagem coletiva. Entre 3 e 11 de novembro vamos falar do assunto, postar fotos e alertar a mulherada para a importância de cuidar do coração. O selinho está aqui. Pode pegar, que a casa é sua.

<a href="http://luluzinhacamp.com/"><img class="alignnone" title="O que mais existe por trás do biquíni?" src="http://luluzinhacamp.com/wp-content/uploads/2011/10/bikini_badge-100x100.png" alt="O que mais existe por trás do biquini?" width="100" height="100" /></a>

Toda a informação está aqui: O que mais existe por trás do biquini?

Mostre seu amor

Temos selinhos para o seu site ou blog.
Pegue o seu.

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